Antes de mais nada, deixem-me dizer-vos que estou uns dias em Portugal. Também tenho direito a férias.
Agora, o sumo da questão. Ontem, um grande amigo meu, que eu já não via há sete meses, perguntou-me qual era o meu fascínio por programar. E digam lá que não é uma questão interessante?
Na altura, disse-lhe que é porque tenho um certo complexo de Deus. Ele, que também cresceu, como nós, com jogos de computador, compreende bem que os jogos constituem uma realidade alternativa, que, se não é exactamente tão real como a "nossa", é, pelo menos, igualmente gratificante. Ora, na qualidade e programador, nessas diversas realidades, somos deuses. Quando não, considerem o seguinte: se, neste exacto momento, vos entrasse, digamos, um hydralisk pela casa adentro, atrevo-me a dizer que estáveis feitos ao bife (e, brevemente, feitos em bifes. E costeletas. E lombo. E iscas de fígado). Mas os hydralisks não existem na mesma medida em que nós existimos. Por outro lado, enquanto programadores, não só não temos nada a temer de um hydralisk (enquanto ele esteja alegremente a devorar Marines e nós do outro lado do écran) como também somos capazes de definir não só as propriedades mas também o comportamento do hydralisk. E, convenhamos, o hydralisk é uma criatura imponente, mas completamente subjugado à nossa vontade. Power Trip!
Mas enfim, esta foi a minha resposta. Agora, gostava é de saber as vossas respostas. E claro que não me esqueci que nem todos os participantes e autores deste blog são programadores (ou principalmente programadores), mas tenho cá para mim que a maior parte tem, pelo menos, pus bocadinho de experiência a programar.
Finalmente, se, de facto, um hydralisk vos entrar pela casa adentro, provavelmente o melhor é pararem de fumar essas cenas...
Paz vobiscum ataque vale.
2012-07-30
2012-07-20
De Bastardos e Freiras, o outro lado de Afonso de Portugal
O assunto que vos trago aqui hoje não é de todo pacífico, nem confortável.
Como todos já sabem, D. Afonso Henrique (que discuto mais aqui) lutou toda a sua vida contra os mouros (e reis católicos!), casou com D. Mafalda de Saboia, e teve como filho D. Sancho I, segundo rei de Portugal. Linear, Certo?
Não é bem. D. Afonso foi também muito provavelmente dos mais tempestuosos Reis Portugueses. Habituado a que sua palavra fosse lei, acima até da voz de qualquer clero (ou papa, ele próprio se declara rei antes de ordem papal), Afonso raramente admite ser contrariado, e não ficou propriamente conhecido por seu bom humor ou disposição.
Afonso casa com Mafalda aos 36 anos de idade, uma idade bastante avançada para o primeiro casamento real, mas isto não quer dizer que se tenha mantido "ocioso" até essa data. O grande amor da vida de Afonso foi provavelmente Chamoa Gomes, sobrinha de Fernão Peres de Trava, este por sua vez amante e companheiro de D. Teresa (Mãe de D. Afonso Henriques) e conde Galego.
Chamoa Gomes tinha portanto sangue nobre, e ligações até com a Galiza, terras desde cedo cobiçadas por Afonso. Mas Chamoa tinha também um (ou vários problemas). Casa com Paio Soares, de quem tem 3 filhos e enviuva, Chamoa decide tornar-se Freira, é quando já é freira que tem um filho de Mem Rodrigues de Tougues. Chega-nos até nós hoje que sua alcunha era de "loba", não sei se por ter fama de "devorar" homens naquela época, mas estou mais inclinado para a malícia do clero da época que tinha muito contra Chamoa, mas já volto a este ponto.
É portanto Chamoa Gomes Freira no convento benedito de Vairão quando conhece D. Afonso. Bom, os detalhes não posso contar, mas tudo aparenta que o caso entre os dois tenha sido tórrido, tanto que entre 1135 e 1140 Afonso é pai por duas vezes.
Sim Chamoa Gomes dá ao futuro rei de Portugal os seus primeiros dois filhos: Fernando Afonso e Pedro Afonso....
O que se passou então? Se a paixão era tanta, porque não se casa Afonso com Chamoa, de quem tem inclusive 2 saudáveis filhos? Pressão política? Duvido, Afonso não respondia a nenhum outro nobre. Pressão religiosa? Quem no clero ousava pressionar o rei que depôs o bispo de Coimbra e o substituiu por um mouro?
Deixo a pergunta a "marinar", mas a minha teoria vai não para pressão política ou religiosa mas para o próprio D. Afonso. É claro, Afonso podia ser tempestuoso, a até mesmo adorar Chamoa, mas Afonso não era sem visão e Chamoa Gomes era como eu disse sobrinha do "padrasto" de D. Afonso Henriques, o que os faria de primos(não de sangue, mas primos na mesma) aos olhos de algum clero mais ligado a Espanha. Casamentos entre primos era motivo comum na época para excomungar (gravíssimo!), mas não só, caso Afonso fosse ter um "acidente", a nobreza ligada à sua Mãe e a Fernão Peres rapidamente tomariam controlo dos dois pequenos infantes, invocando laços de sangue, e unindo Galiza ao Condado Portucalense, com o detalhe de ter sede em Espanha.
E seria mesmo uma freira (ou ex freira) como rainha, e dois filhos ilegítimos com uma linha de sucessão bastante frágil que D. Afonso tinha envisionado para o futuro do Reino de Portugal? Certamente que não, e caso tivesse acontecido certamente o Reino tinha caído em guerra civil pouco depois da morte de Afonso.
Mafalda de Saboia, de famílias ricas Italianas-Francesas é sugerida então como um bom casamento a Afonso, casamentos este que é consumado em 1146, quando Fernando Afonso tem 11 anos, e Pedro Afonso 6.
Tristemente, os próximos anos não são bons para o casal. O seu primeiro filho, Henrique Afonso, morre em criança, o segundo filho, uma menina, acaba por falecer também, o terceiro, uma menina também, e foi só ao quarto filho do casal que nasce D. Sancho. O casamento também não é feliz, Mafalda acusava Afonso de infidelidade (talvez com Chamoa ainda?) e acabar por morrer, aos 32 anos de idade.
Mas o que aconteceu aos primeiros filhos de D. Afonso Henriques?
O mais novo, Pedro Afonso, torna-se o primeiro mestre da ordem militar de Avis, e pouco mais chega aos nossos dias de sua vida.
Fernando Afonso, o primeiro filho de Afonso, serviu primeiro como Alferes mor do reino, e foi mais tarde participar na 4ª cruzada. Já na terra santa, foi nomeado Grão mestre da ordem dos cavaleiros hospitalários (cargo de grande poder e influência), mas foi forçado a abdicar 4 anos depois por motivos desconhecidos e volta a Portugal, onde morre em circunstâncias... digamos, pouco claras. É sepultado em Santarém, e no seu jazigo pode-se ler:
“Quem quer que sejas tu, sujeito à morte, lê e chora. Sou o que tu serás, já fui o que tu és. Peço-te que rezes por mim”.
Como todos já sabem, D. Afonso Henrique (que discuto mais aqui) lutou toda a sua vida contra os mouros (e reis católicos!), casou com D. Mafalda de Saboia, e teve como filho D. Sancho I, segundo rei de Portugal. Linear, Certo?
Não é bem. D. Afonso foi também muito provavelmente dos mais tempestuosos Reis Portugueses. Habituado a que sua palavra fosse lei, acima até da voz de qualquer clero (ou papa, ele próprio se declara rei antes de ordem papal), Afonso raramente admite ser contrariado, e não ficou propriamente conhecido por seu bom humor ou disposição.
Afonso casa com Mafalda aos 36 anos de idade, uma idade bastante avançada para o primeiro casamento real, mas isto não quer dizer que se tenha mantido "ocioso" até essa data. O grande amor da vida de Afonso foi provavelmente Chamoa Gomes, sobrinha de Fernão Peres de Trava, este por sua vez amante e companheiro de D. Teresa (Mãe de D. Afonso Henriques) e conde Galego.
Chamoa Gomes tinha portanto sangue nobre, e ligações até com a Galiza, terras desde cedo cobiçadas por Afonso. Mas Chamoa tinha também um (ou vários problemas). Casa com Paio Soares, de quem tem 3 filhos e enviuva, Chamoa decide tornar-se Freira, é quando já é freira que tem um filho de Mem Rodrigues de Tougues. Chega-nos até nós hoje que sua alcunha era de "loba", não sei se por ter fama de "devorar" homens naquela época, mas estou mais inclinado para a malícia do clero da época que tinha muito contra Chamoa, mas já volto a este ponto.
É portanto Chamoa Gomes Freira no convento benedito de Vairão quando conhece D. Afonso. Bom, os detalhes não posso contar, mas tudo aparenta que o caso entre os dois tenha sido tórrido, tanto que entre 1135 e 1140 Afonso é pai por duas vezes.
Sim Chamoa Gomes dá ao futuro rei de Portugal os seus primeiros dois filhos: Fernando Afonso e Pedro Afonso....
O que se passou então? Se a paixão era tanta, porque não se casa Afonso com Chamoa, de quem tem inclusive 2 saudáveis filhos? Pressão política? Duvido, Afonso não respondia a nenhum outro nobre. Pressão religiosa? Quem no clero ousava pressionar o rei que depôs o bispo de Coimbra e o substituiu por um mouro?
Deixo a pergunta a "marinar", mas a minha teoria vai não para pressão política ou religiosa mas para o próprio D. Afonso. É claro, Afonso podia ser tempestuoso, a até mesmo adorar Chamoa, mas Afonso não era sem visão e Chamoa Gomes era como eu disse sobrinha do "padrasto" de D. Afonso Henriques, o que os faria de primos(não de sangue, mas primos na mesma) aos olhos de algum clero mais ligado a Espanha. Casamentos entre primos era motivo comum na época para excomungar (gravíssimo!), mas não só, caso Afonso fosse ter um "acidente", a nobreza ligada à sua Mãe e a Fernão Peres rapidamente tomariam controlo dos dois pequenos infantes, invocando laços de sangue, e unindo Galiza ao Condado Portucalense, com o detalhe de ter sede em Espanha.
E seria mesmo uma freira (ou ex freira) como rainha, e dois filhos ilegítimos com uma linha de sucessão bastante frágil que D. Afonso tinha envisionado para o futuro do Reino de Portugal? Certamente que não, e caso tivesse acontecido certamente o Reino tinha caído em guerra civil pouco depois da morte de Afonso.
Mafalda de Saboia, de famílias ricas Italianas-Francesas é sugerida então como um bom casamento a Afonso, casamentos este que é consumado em 1146, quando Fernando Afonso tem 11 anos, e Pedro Afonso 6.
Tristemente, os próximos anos não são bons para o casal. O seu primeiro filho, Henrique Afonso, morre em criança, o segundo filho, uma menina, acaba por falecer também, o terceiro, uma menina também, e foi só ao quarto filho do casal que nasce D. Sancho. O casamento também não é feliz, Mafalda acusava Afonso de infidelidade (talvez com Chamoa ainda?) e acabar por morrer, aos 32 anos de idade.
Mas o que aconteceu aos primeiros filhos de D. Afonso Henriques?
O mais novo, Pedro Afonso, torna-se o primeiro mestre da ordem militar de Avis, e pouco mais chega aos nossos dias de sua vida.
Fernando Afonso, o primeiro filho de Afonso, serviu primeiro como Alferes mor do reino, e foi mais tarde participar na 4ª cruzada. Já na terra santa, foi nomeado Grão mestre da ordem dos cavaleiros hospitalários (cargo de grande poder e influência), mas foi forçado a abdicar 4 anos depois por motivos desconhecidos e volta a Portugal, onde morre em circunstâncias... digamos, pouco claras. É sepultado em Santarém, e no seu jazigo pode-se ler:
“Quem quer que sejas tu, sujeito à morte, lê e chora. Sou o que tu serás, já fui o que tu és. Peço-te que rezes por mim”.
2012-07-14
Prólogo I – A queda da Roma Antiga.
Visto que o Peres puxou o assunto do défice em Portugal, através do artigo
Grandes Economistas e como hoje não me apeteceu dedicar tempo para o trabalho
do IT (que está sempre em atraso), decidi finalmente escrever alguma coisa de
jeito para este nosso blog.
Falar do futuro ou do que irá acontecer é sempre um tema… subjectivo,
senão mesmo “mayano” e quando se fala sobre a Economia Europeia, pior ainda.
Dependendo com quem se falar, se perguntarmos a alguém se acha que o problema
da Dívida Europeia se irá resolver, poderemos obter respostas como “O que é
isso?”, que representa a resposta de quem está a leste deste mundo e por isso
nem conta para as estatísticas, “Tudo se irá resolver com medidas de
austeridade e esforço do cidadão europeu comum”, que representa a visão do
político optimista ignorante que não quer perceber que austeridade só pode ser
aplicada até certo ponto (ver Curva de Laffer),
“Vai ser o fim do mundo. Estamos condenados, vamos voltar à idade da Pedra”,
que representa a visão do Pessimista que espalha o seu pessimismo mas sem
perceber do que está a dizer e deve ser ignorado quando observado e por fim,
“Muito provavelmente o Euro está condenado a não ser que inflacionem a moeda
através da impressão épica de notas” o que representa uma visão muito realista
do que poderá vir a acontecer. Não só esta é a minha posição como também vou
explicar o porquê de a apoiar.
Prólogo I – A queda da Roma Antiga.
Muitos de nós lembram-se certamente de aprender nas aulas de História
do ensino básico, algumas das causas da queda da Roma Antiga. Eu lembro-me
perfeitamente de a minha professora de História, focar-se mais nas invasões
bárbaras como a principal causa para a queda do império e também, como o alargamento
e extensão das defesas do mesmo, no entanto, eu prefiro focar-me noutro aspecto
muitas vezes esquecido mas que para mim, considero que tenha sido o golpe
fatal, a questão político-económica.
A divisão do Império
O declínio começou por volta de 140 AD. Guerras civis, ataques
constantes por parte das tribos germânicas Godos e Vândalos, enfraqueceram o
Império tendo por consequência, sido perdido o apoio na própria lei Romana.
O Império romano estava espalhado por toda a Europa Ocidental, onde
dentro da própria máquina militar, havia diversas e diferentes opiniões sobre o
que é que o Imperador haveria de ser, culminando com cada um dos exércitos que
compunha a máquina militar romana, a empurrar o seu próprio “candidato” para
Imperador e envolvendo-se em batalhas para colocar o seu representante no
lugar. Entre 211AD e 284AD, existiram 23 “imperadores-soldados”, todos depostos
por rivais!
Para consolidar um império deste tamanho, era necessária uma forte
máquina militar, bem gerida e mantida sob controlo, onde significa que seria
necessário um controlo muito apertado dos gastos financeiros ou seja, da Dívida!
A desvalorização do Denário
Para aumentar o financiamento da máquina militar romana, era necessário
obviamente aumentar os recursos financeiros do Império e para tal, existiam
várias hipóteses tais como, aumento de impostos, aumento de receitas ou
desvalorização da moeda. Para que se conseguisse aumentar as receitas naquele
tempo, teriam que se aumentar as exportações para fora do Império, o que se
tornava complicado visto que este mesmo estava sob ataque de todas as direções.
Diversos foram os imperadores que optaram pela via mais fácil com sucessivas desvalorizações
da moeda ao longo de décadas! Visto que naquela altura, só se vivia cerca de 40
anos, seria normal não perceberem os efeitos a longo prazo, sendo preferível “chutar
a lata” para a frente, para que quem venha a seguir, resolva o problema.
O Denário, era uma moeda de prata de aproximadamente 4,5 gramas de
prata, usada em transações comerciais de baixo custo, ou seja, para as compras
do dia-a-dia, para pagamentos de ordenados enfim, para a economia das massas, onde
para compras de altos valores, era usado o Áureo, uma moeda de Ouro, feita de aproximadamente
8 gramas de ouro (1/40 da libra romana) que fora padronizado por Cesar.
O Denário já ao longo de 2 séculos viria a ser constantemente
desvalorizado para o sustento da máquina de guerra do império e para o próprio sustento
da podridão de Roma! Como é que se desvaloriza uma moeda deste tipo? Simples,
reduz-se a quantidade de prata que nela existe, substituindo por outro metal,
um núcleo de ferro por exemplo. Mesmo o Áureo fora desvalorizado no tempo de
Nero, passando a conter apenas 1/45 libras romanas de ouro.
Esta moeda, literalmente indexada à prata, era a espinha dorsal da economia
Romana! Os cidadãos Romanos que ganhavam o seu ordenado em Ouro eram raros,
sendo que a grande maioria recebia e fazia a sua vida regular com Denários.
A desvalorização do Denário mostrou-se fatal. No final do Império de Marcus
Aurelius Valerius Claudius Augustus, o Denário estaria já a sofrer uma hiperinflacção
que viria a destruir a economia romana, visto que a moeda em si pouquíssimo valor
teria, lançando o Caos Económico por toda a Roma Antiga. Os cidadãos romanos
que ainda possuíam ouro sob forma de Áureos, ainda se conseguiram safar,
ficando para trás todos os que optavam pelo Denário, tendo sido lançados para a
pobreza e a miséria, por não terem uma moeda para representar o seu verdadeiro
esforço de trabalho acumulado.
Sem uma moeda como o Denário para suportar a economia de massa do
Império Romano, não haveria forma de suportar a máquina militar romana ou de
evitar o desmantelamento da mesma. Deserções no seio militar, guerras internas
de poder, ataques militares externos, enfim, estava constituída a tempestade
perfeita.
Engraçado como os tempos de hoje (União Europeia e Euro) parecem
orientar pelo mesmo caminho. Mais tarde, irei (tentar) publicar as minhas
opiniões sobre isto.
2012-07-12
Jovem, queres usar DLL em Java?
Também tu podes agora usar DLL em Java sem teres de tirar um curso em JNI (e andares a "contar" ponteiros, e sem teres suores cada vez que há um erro - que tu culpas logo no programador de C do outro lado da barricada claro).
Yep, resumindo, JNI é uma dor de usar, e os problemas são tantos que nem vale a pena o esforço. Logo, e para responder ao título do post, recomendo vivamente JNA. Estupidamente fácil de usar, estupidamente sólido, e quando há problemas, sabes logo se é do teu lado (duh!) ou do lado de quem fez o DLL (duh!). Aliás, chega ao ponto do estupidamente fácil que tu:
Lembra-te apenas que quando no header do DLL vires char, char* ou void* tens de ter o cuidado de colocar o correspondente tipo de váriável correcto. Neste caso char - byte, char* - String, void* - Pointer.
EDIT by Pedro: editado HTML para permitir linewrap. Blogger, eu ter de ir mexer no HTML do post para o o linewrap acontecer é, bem, um bocado parvo!
Yep, resumindo, JNI é uma dor de usar, e os problemas são tantos que nem vale a pena o esforço. Logo, e para responder ao título do post, recomendo vivamente JNA. Estupidamente fácil de usar, estupidamente sólido, e quando há problemas, sabes logo se é do teu lado (duh!) ou do lado de quem fez o DLL (duh!). Aliás, chega ao ponto do estupidamente fácil que tu:
- Public Interface OmeuDLL extends Library{
- OmeuDLL INSTANCE = (OmeuDLL) Native.loadLibrary("OmeuDLL")
E quando o queres usar:
- OmeuDLL xpto = OmeuDLL.INSTANCE
- xpto.asfuncoesdogajodeC();
- xpto.loleleusaponteiros(lol);
EDIT by Pedro: editado HTML para permitir linewrap. Blogger, eu ter de ir mexer no HTML do post para o o linewrap acontecer é, bem, um bocado parvo!
2012-07-04
Ex.mo Sr. Dr. Eng. Prof. Min. Relvas
1984 - Inscrição no Curso de Direito na Universidade livre, onde completou 1(UMA) cadeira
1985- Pede mudança para curso de história, onde completa 0 cadeiras
1995 - Inscrição no Curso de Relações Internacionais, onde completa 0 cadeiras
2006 - Inscrição no curso de Ciência política na Lusófona, que completa em menos de 1 ano (sendo o curso de 3 anos, com 36 cadeiras).
A universidade esclarece que:
...(a) universidade privada analisou o “currículo profissional” de Relvas, bem como a frequência dos “cursos de Direito e História” anos antes... (daí as "equivalências que permitiram acabar o curso)
E numa notícia totalmente não relacionada:
Felciano Barreiras Duarte, actual secretário de Estado de Relvas, era professor do curso de Relvas na Lusófona.
1985- Pede mudança para curso de história, onde completa 0 cadeiras
1995 - Inscrição no Curso de Relações Internacionais, onde completa 0 cadeiras
2006 - Inscrição no curso de Ciência política na Lusófona, que completa em menos de 1 ano (sendo o curso de 3 anos, com 36 cadeiras).
A universidade esclarece que:
...(a) universidade privada analisou o “currículo profissional” de Relvas, bem como a frequência dos “cursos de Direito e História” anos antes... (daí as "equivalências que permitiram acabar o curso)
E numa notícia totalmente não relacionada:
Felciano Barreiras Duarte, actual secretário de Estado de Relvas, era professor do curso de Relvas na Lusófona.
2012-06-30
O Invencível Cruzado da Capa
Recentemente (entenda-se, de 2005 para cá), uma famosíssima personagem de ficção, de quem quase ninguém falava desde 1997, e não sem uma certa dose de razão, voltou à ribalta: falo, naturalmente, do Batman.
Não é que eu seja um perito em banda desenhada, e ainda menos em banda desenhada que já tinha para cima de 40anos quando eu tive a infeliz ideia de nascer, mas todos conhecemos o Batman bem que baste para discutir os sobretons (não sei se existe a palavra. Tentei traduzir "overtones") dominantes da personagem. Sabeis do que eu falo: um vigilante que se leva demasiado a sério, apesar de se vestir de morcego, e que aposta numa imagem aterradora. O resto do ambiente no qual o Batman se insere não é mais alegre: Gotham é uma cidade delapidada, consumida pelo crime e pela corrupção. Se não fosse o panteão de vilões, que inclui indivíduos concebidos durante uma greve de seriedade (vide Joker, Penguin e Riddler, entre outros), as aventuras do Batman tinham menos lugar numa banda desenhada e mais no repertório do Roman Polanski (num dia em que ele estivesse virado para o drama deprimente à la "Ghost Writer", ao invés de "Por Favor, Não Me Morda no Pescoço"). No entanto, o ricaço que sai à noite com metade da cara à mostra e dúzias de Bat-coisas nas bolsas do cinto polula revistas, desenhos animados e filmes para, às vezes maiores de 13.
Sabíeis que, quando se começaram a fazer filmes do Batman, em 1989, a cidade de Gotham foi feita a misturar diferentes estilos de arquitectura de maneira a tornar a cidade feia de propósito? Trago isto à baila porque, em comparação com o Batman bem disposto de certas bandas desenhadas das décadas de 40 e 50 - e, não esquecer, da série de televisão de 1966 com o Sr. Adam West, mais tarde Presidente da Câmara de Quahog - foi esse filme que retomou e reestabeleceu o Batman deprimente, quase cruel que hoje toda a gente reconhece.
Agora vou falar de mim, porque sou eu que estou a escrever (e porque os meus estimados colegas e amigos deixaram passar o meu aniversário sem sequer um "parabéns, pá!" por e-mail. Deixem lá; há sempre para o ano). Eu não gosto particularmente do Batman. Não tenho nada contra ele, não há nada no conceito ou na execução que me repudie - a não ser a meia máscara; é muito mais assustador não se saber rigorosamente nada acerca do homem debaixo da capa que saber que é branco, tem dentes certinhos, não usa barba, tem hálito a hortelã-pimenta e mais a miríade de coisas que se podem discernir acerca do Bruce Wayne só a olhar para o Batman. Mas a pergunta interessante é "porquê"? Eu lembro-me perfeitamente dos desenhos animados do Batman na década de 90, do "Batman Returns" de 1992 (o "Batman Forever" é um bocadinho parvo, e do "Batman & Robin" não tenho mais nada a dizer) e de longas metragens de animação do Batman, mais uma vez, da década de 90, como "The Mask of the Phantasm" de 1993 - que, ainda hoje, acho impecável - ou "Mytstery of the Batwoman", já para não falar dos novos "Batmans" (Batmen?) com o Christian Bale, e há uma coisa que me apraz dizer: adoro a estética do universo Batman. Adoro a ideia de um vigilante que não se ensaia nada a dar aos criminosos razão para fugirem a correr, cheios de medo. Até gosto do facto de o indivíduo andar sempre todo de preto - a parte do tema dominante dos morcegos não me aquece nem me arrefece. Podia dar-lhe para pior. Imaginem que, ao invés de morcegos, o homem tinha uma pancada por sardinhas enlatadas. Posto isso, andar mascarado de morcego até parece razoável. Então por que é que eu não sou maluco pelo Batman?
Antes de continuar, tenho que interludiar uma triologia de albuns de banda desenhada do Batman, cujo título ao certo me escapa, mas que, resumidamente, começa por opor o Batman ao Conde Drácula, passa por transformar o próprio Batman num vampiro - digam lá que não se estava mesmo a ver - e acaba com toda a gente a fazer tijolo. Este bocadinho de Batman é absolutamente brilhate em rigorosamente todos os níveis e recomendo vivamente a toda a gente, incluindo criancinhas que possam ficar quinze dias sem dormir e quinze décadas com medo do escuro e de morcegos.
Voltando ao milionário playboy que divide o seu tempo entre super-heróis e super-vilões, apesar de não ter mais super-poderes que rios de dinheiro e umas engenhocas catitas que ele mesmo - ou a companhia com o nome dele - constrói: o Iron Man é o meu herói favorito. Os de vós que costumam ler o Cracked.com talvez tenham lido este artigo, que justifica a minha opinião.
Mais uma tangente agora, desta vez no mundo dos videojogos: lembrais-vos de um jogo (bastante mau) chamado MK vs DCU (Mortal Konbat versus Detective Comics Universe, para quem não é lá muito versado em abreviaturas)? A premissa deste jogo era que, "ao mesmo tempo" (é ridículo falar de "mesmo tempo" no que toca a universos distintos, já que cada universo tem o seu próprio tempo... provavelmente) que o Raiden atacava com um relâmpago o Shao Kahn, que se preparava para fugir através de um portal interdimensional, o Super Homem atacava com um raio dos olhos o Darkseid, que se preparava para fugir através de um portal criado por um daqueles dispositivos que os senhores da Aperture Science Laboratories constroem - não, espera lá; afinal também era um portal interdimensional. Sucede que os ataques dos heróis desestabilizam os portais dos vilões, que, como é obvio, se fundem num só (tanto os portais como os vilões), e agora que temos desculpa para o Super Homem e o Batman andarem ao estalo com o Sub-Zero e o Scorpion, temos jogo.
Estabelecida esta premissa, e se, numa fusão semelhante o Batman e o Iron Man se juntassem?
Aparentemente, não sou o primeiro a pensar nisso.
Pax vobiscum atque vale.
Não é que eu seja um perito em banda desenhada, e ainda menos em banda desenhada que já tinha para cima de 40anos quando eu tive a infeliz ideia de nascer, mas todos conhecemos o Batman bem que baste para discutir os sobretons (não sei se existe a palavra. Tentei traduzir "overtones") dominantes da personagem. Sabeis do que eu falo: um vigilante que se leva demasiado a sério, apesar de se vestir de morcego, e que aposta numa imagem aterradora. O resto do ambiente no qual o Batman se insere não é mais alegre: Gotham é uma cidade delapidada, consumida pelo crime e pela corrupção. Se não fosse o panteão de vilões, que inclui indivíduos concebidos durante uma greve de seriedade (vide Joker, Penguin e Riddler, entre outros), as aventuras do Batman tinham menos lugar numa banda desenhada e mais no repertório do Roman Polanski (num dia em que ele estivesse virado para o drama deprimente à la "Ghost Writer", ao invés de "Por Favor, Não Me Morda no Pescoço"). No entanto, o ricaço que sai à noite com metade da cara à mostra e dúzias de Bat-coisas nas bolsas do cinto polula revistas, desenhos animados e filmes para, às vezes maiores de 13.
Sabíeis que, quando se começaram a fazer filmes do Batman, em 1989, a cidade de Gotham foi feita a misturar diferentes estilos de arquitectura de maneira a tornar a cidade feia de propósito? Trago isto à baila porque, em comparação com o Batman bem disposto de certas bandas desenhadas das décadas de 40 e 50 - e, não esquecer, da série de televisão de 1966 com o Sr. Adam West, mais tarde Presidente da Câmara de Quahog - foi esse filme que retomou e reestabeleceu o Batman deprimente, quase cruel que hoje toda a gente reconhece.
Agora vou falar de mim, porque sou eu que estou a escrever (e porque os meus estimados colegas e amigos deixaram passar o meu aniversário sem sequer um "parabéns, pá!" por e-mail. Deixem lá; há sempre para o ano). Eu não gosto particularmente do Batman. Não tenho nada contra ele, não há nada no conceito ou na execução que me repudie - a não ser a meia máscara; é muito mais assustador não se saber rigorosamente nada acerca do homem debaixo da capa que saber que é branco, tem dentes certinhos, não usa barba, tem hálito a hortelã-pimenta e mais a miríade de coisas que se podem discernir acerca do Bruce Wayne só a olhar para o Batman. Mas a pergunta interessante é "porquê"? Eu lembro-me perfeitamente dos desenhos animados do Batman na década de 90, do "Batman Returns" de 1992 (o "Batman Forever" é um bocadinho parvo, e do "Batman & Robin" não tenho mais nada a dizer) e de longas metragens de animação do Batman, mais uma vez, da década de 90, como "The Mask of the Phantasm" de 1993 - que, ainda hoje, acho impecável - ou "Mytstery of the Batwoman", já para não falar dos novos "Batmans" (Batmen?) com o Christian Bale, e há uma coisa que me apraz dizer: adoro a estética do universo Batman. Adoro a ideia de um vigilante que não se ensaia nada a dar aos criminosos razão para fugirem a correr, cheios de medo. Até gosto do facto de o indivíduo andar sempre todo de preto - a parte do tema dominante dos morcegos não me aquece nem me arrefece. Podia dar-lhe para pior. Imaginem que, ao invés de morcegos, o homem tinha uma pancada por sardinhas enlatadas. Posto isso, andar mascarado de morcego até parece razoável. Então por que é que eu não sou maluco pelo Batman?
Antes de continuar, tenho que interludiar uma triologia de albuns de banda desenhada do Batman, cujo título ao certo me escapa, mas que, resumidamente, começa por opor o Batman ao Conde Drácula, passa por transformar o próprio Batman num vampiro - digam lá que não se estava mesmo a ver - e acaba com toda a gente a fazer tijolo. Este bocadinho de Batman é absolutamente brilhate em rigorosamente todos os níveis e recomendo vivamente a toda a gente, incluindo criancinhas que possam ficar quinze dias sem dormir e quinze décadas com medo do escuro e de morcegos.
Voltando ao milionário playboy que divide o seu tempo entre super-heróis e super-vilões, apesar de não ter mais super-poderes que rios de dinheiro e umas engenhocas catitas que ele mesmo - ou a companhia com o nome dele - constrói: o Iron Man é o meu herói favorito. Os de vós que costumam ler o Cracked.com talvez tenham lido este artigo, que justifica a minha opinião.
Mais uma tangente agora, desta vez no mundo dos videojogos: lembrais-vos de um jogo (bastante mau) chamado MK vs DCU (Mortal Konbat versus Detective Comics Universe, para quem não é lá muito versado em abreviaturas)? A premissa deste jogo era que, "ao mesmo tempo" (é ridículo falar de "mesmo tempo" no que toca a universos distintos, já que cada universo tem o seu próprio tempo... provavelmente) que o Raiden atacava com um relâmpago o Shao Kahn, que se preparava para fugir através de um portal interdimensional, o Super Homem atacava com um raio dos olhos o Darkseid, que se preparava para fugir através de um portal criado por um daqueles dispositivos que os senhores da Aperture Science Laboratories constroem - não, espera lá; afinal também era um portal interdimensional. Sucede que os ataques dos heróis desestabilizam os portais dos vilões, que, como é obvio, se fundem num só (tanto os portais como os vilões), e agora que temos desculpa para o Super Homem e o Batman andarem ao estalo com o Sub-Zero e o Scorpion, temos jogo.
Estabelecida esta premissa, e se, numa fusão semelhante o Batman e o Iron Man se juntassem?
Aparentemente, não sou o primeiro a pensar nisso.
Pax vobiscum atque vale.
2012-06-29
Grandes Economistas
O défice de Portugal, que este ano não poderia passar de 4,5%, é, no primeiro trimestre do ano, 7,9%.
Recordo que o défice era, em igual período do ano passado de 7,5%.
Isto é, sem palavra melhor no vocabulário Português, uma tragédia. Quer dizer que a austeridade, aumento de impostos (via IRS, quem o paga à mais de 2 anos sabe o agravamento que foi), e corte de subsídios de férias e natal aos funcionários públicos resultou num PIB muito mais baixo do que o aumento de receitas que daí veio. Explico:
Visto que o défice é um índice de dívida em relação ao PIB de um país (Ex: um país gera 100 por ano, e gasta 101, isto é um défice de 1%), este resultado indica que o PIB do país caiu mais em relação ao aumento da receita. Por outras palavras, estamos a sufocar a "galinha dos ovos de ouro", na esperança de enriquecermos.
Na minha opinião, o próximo passo do governo será retirar (por via de imposto extra) o subsídio de natal no sector privado. Isto claro, vai gerar uma série de problemas, pois muita gente recebe os subsídios como duodécimos ao longo do ano, e não vai ter um salário extra para pagar em Dezembro...
A ver o que acontece...
Recordo que o défice era, em igual período do ano passado de 7,5%.
Isto é, sem palavra melhor no vocabulário Português, uma tragédia. Quer dizer que a austeridade, aumento de impostos (via IRS, quem o paga à mais de 2 anos sabe o agravamento que foi), e corte de subsídios de férias e natal aos funcionários públicos resultou num PIB muito mais baixo do que o aumento de receitas que daí veio. Explico:
Visto que o défice é um índice de dívida em relação ao PIB de um país (Ex: um país gera 100 por ano, e gasta 101, isto é um défice de 1%), este resultado indica que o PIB do país caiu mais em relação ao aumento da receita. Por outras palavras, estamos a sufocar a "galinha dos ovos de ouro", na esperança de enriquecermos.
Na minha opinião, o próximo passo do governo será retirar (por via de imposto extra) o subsídio de natal no sector privado. Isto claro, vai gerar uma série de problemas, pois muita gente recebe os subsídios como duodécimos ao longo do ano, e não vai ter um salário extra para pagar em Dezembro...
A ver o que acontece...
2012-06-26
The Matrix vs Dwarf Fortress
Quase toda a gente conhece "The Matrix", pelo menos o primeiro filme. Seres humanos presos num programa de computador, onde ficou famoso o "ecrâ verde" de código Matrix:
O que muita gente não conhece, é Dwarf Fortress. Uma simulação (de anões a viver na sua montanha) com um interface e gráficos simplesmente dolorosos:
É claro, há quem defenda que o "The Matrix" é simplesmente um "tileset" de Dwarf fortress, ou seja, um pack gráfico como esta imagem demonstra:
Acho bastante plausível. Tanto que, na realidade Dwarf Fortress é muito mais complexo do que a Matrix alguma vez poderia ser. Por debaixo dos gráficos horríveis (embora haja "tilesets" que o tornam jogável) está uma simulação complexa, que torna Dwarf Fortress quase impossível de gerir sem aparecer "fun" aos montes.
Na base do jogo estão os Anões. Os Anões são criaturas simples. Apenas necessitam de comida, bebida, e um local com pouca humidade onde passar a noite. Criam-se umas quintas de cogumelos e cevada para se ter a comida e cerveja, escavam-se umas salas (leia-se, buracos), corta-se madeira para fazer umas camas, e tudo parece simples. Mas é claro, esses quartos ficavam mais giros com uma porta (e vou usar pinho ou carvalho?), talvez até um baú, e isto faz com que o Anão fique mais feliz, e trabalhe melhor (cortar madeira, escavar rocha, fazer cerveja, etc). A felicidade global na tua fortaleza depressa atrai imigrantes, e os anões passam de meia dúzia para dúzia e meia. Até temos depois casalinhos de Anões (e Anõas?), que adoptam cachorinhos e gatinhos...
E tudo aumenta de complexidade. Agora já temos pescadores, limpadores de peixe, talhantes, criadores de gado, 3 tipos de cereais para 6 variedades de cervejas, uma fortaleza com 40 andares, 80 quartos, um sistema complexo de bombas que puxa água do rio para o último andar(Dwarf fortress tem um sistema de movimento e pressão de líquidos bastante próximo do real) , onde montámos um hospital com acesso a água corrente, um esquadrão de 10 anões militares.... ah, a vida é boa.
E é mais ou menos quando tudo está a parecer bom demais que acontece. Por vezes é um clique errado, que faz com que um Anão puxe a alavanca errada (aquela que dizia "puxar apenas se o mundo estiver a acabar") e acabamos por inundar metade da fortaleza, ou então é um acidente de caça, onde o caçador matou por acaso o cão do lenhador, lenhador esse que mata 5 anões num espiral de ira, famílias desses 5 anões que entram em depressão e se recusam a apanhar cereal para fazer cerveja, falta dessa cerveja que faz com o resto da fortaleza entre em guerra civil para ver quem se apodera dos últimos 5 barris de cerveja...
E depois temos também os cercos à fortaleza, armadilhas complexas (placas de pressão, que abrem comportas, que inundam a área de lava, lava esta que quando aquece uma placa de contacto, abre a porta do "jardim zoológico" que tens estado a montar para gerar uma confusão de animais selvagens, lava e invasores), anões megalómanos (que pedem, por exemplo, um quarto enfeitado a ouro e pedras preciosas), espirais de ira, suicídios em massa a muito muito mais!
O que muita gente não conhece, é Dwarf Fortress. Uma simulação (de anões a viver na sua montanha) com um interface e gráficos simplesmente dolorosos:
É claro, há quem defenda que o "The Matrix" é simplesmente um "tileset" de Dwarf fortress, ou seja, um pack gráfico como esta imagem demonstra:
Na base do jogo estão os Anões. Os Anões são criaturas simples. Apenas necessitam de comida, bebida, e um local com pouca humidade onde passar a noite. Criam-se umas quintas de cogumelos e cevada para se ter a comida e cerveja, escavam-se umas salas (leia-se, buracos), corta-se madeira para fazer umas camas, e tudo parece simples. Mas é claro, esses quartos ficavam mais giros com uma porta (e vou usar pinho ou carvalho?), talvez até um baú, e isto faz com que o Anão fique mais feliz, e trabalhe melhor (cortar madeira, escavar rocha, fazer cerveja, etc). A felicidade global na tua fortaleza depressa atrai imigrantes, e os anões passam de meia dúzia para dúzia e meia. Até temos depois casalinhos de Anões (e Anõas?), que adoptam cachorinhos e gatinhos...
E tudo aumenta de complexidade. Agora já temos pescadores, limpadores de peixe, talhantes, criadores de gado, 3 tipos de cereais para 6 variedades de cervejas, uma fortaleza com 40 andares, 80 quartos, um sistema complexo de bombas que puxa água do rio para o último andar(Dwarf fortress tem um sistema de movimento e pressão de líquidos bastante próximo do real) , onde montámos um hospital com acesso a água corrente, um esquadrão de 10 anões militares.... ah, a vida é boa.
E é mais ou menos quando tudo está a parecer bom demais que acontece. Por vezes é um clique errado, que faz com que um Anão puxe a alavanca errada (aquela que dizia "puxar apenas se o mundo estiver a acabar") e acabamos por inundar metade da fortaleza, ou então é um acidente de caça, onde o caçador matou por acaso o cão do lenhador, lenhador esse que mata 5 anões num espiral de ira, famílias desses 5 anões que entram em depressão e se recusam a apanhar cereal para fazer cerveja, falta dessa cerveja que faz com o resto da fortaleza entre em guerra civil para ver quem se apodera dos últimos 5 barris de cerveja...
E depois temos também os cercos à fortaleza, armadilhas complexas (placas de pressão, que abrem comportas, que inundam a área de lava, lava esta que quando aquece uma placa de contacto, abre a porta do "jardim zoológico" que tens estado a montar para gerar uma confusão de animais selvagens, lava e invasores), anões megalómanos (que pedem, por exemplo, um quarto enfeitado a ouro e pedras preciosas), espirais de ira, suicídios em massa a muito muito mais!
2012-06-21
Portas e probabilidades
Não, hoje não é acerca do Paulo Portas. Fica para outro dia.
Portanto, imaginem vossas excelências, que jogais num concurso, no desfecho do qual o apresentador vos mostra três (3) portas e anuncia que atrás de uma delas está o prémio (um carro, umas férias, dinheiro, o conteúdo da mala do "Pulp Fiction"... o que quiserdes).
Eis que vos é pedido que escolheis uma porta. Feita a vossa escolha, mas antes que seja revelado se escolhestes bem, o apresentador abre uma das outras portas e constatais que, atrás da porta que ele abriu, não há nada. Posto isto, é-vos feita a seguinte oferta: quereis mudar de opinião e tomar antes como escolhida a porta que nem escolhestes antes nem ainda foi aberta?
Contaram-me este cenário hoje ao almoço e, aparentemente, é vantajoso trocar. Alguém é capaz de me explicar porquê?
Eis que vos é pedido que escolheis uma porta. Feita a vossa escolha, mas antes que seja revelado se escolhestes bem, o apresentador abre uma das outras portas e constatais que, atrás da porta que ele abriu, não há nada. Posto isto, é-vos feita a seguinte oferta: quereis mudar de opinião e tomar antes como escolhida a porta que nem escolhestes antes nem ainda foi aberta?
Contaram-me este cenário hoje ao almoço e, aparentemente, é vantajoso trocar. Alguém é capaz de me explicar porquê?
2012-06-18
Big Latvia austerity. Sucess!
Como o título diz. Um exemplo a seguir.
2012-06-12
Preparação pro Futebol
Coisas que ajudam um gajo preparar-se pra jogar fute (hah, tavam à espera que fosse uma lista de itens a ter à mão ao visualizar um jogo?):
Posto isto, vou fazer estas coisas, porque FUTEBOL!
P.S.: "atualizar" no meu blogger? GTFO!
- Comer qualquer coisa para dar alguma energia e para alimentar os músculos. Bananas são fantásticas porque ajudam a combater as cãibras (para minha grande vergonha, tive que ir ver ao dicionário como se escrevia cãibra...). Atum ajuda no desenvolvimento dos músculos.
- HYDRATE OR DIE aka beber bastante água ou sumo. Também ajuda a evitar cãibras. E o açúcar do sumo dá-te alguma energia.
- Cortar as unhas. Seriously! Unhas partidas, unhas a crescer por baixo doutras unhas, unhas arrancadas e outras histórias de horror com as extremidades dos pés (e às vezes das mãos!).
- Mandar um cagalhão. Isto é fundamental. Pra já, porque não há pior sensação que estar a meio do jogo e de repente os intestinos viram-se pra ti "sup bro, temos que ir cagar. Agora." Para além de se evitar uma situação potencialmente embaraçante (ya, eu acabei de usar esta palavra, deal with it), um gajo sente-se tão mais leve e rápido, e o controlo da bola deixa de ser difícil (tenta conter-te enquanto corres e páras como um louco e ainda te acontece isto).
- Fazer aquecimento. Correr um pouco, esticar os músculos e mexer as junções (no meu caso os tornozelos). Possivelmente usar estas cenas cujo nome em português desconheço. Hoje vou experimentar não usar. Amanhã sou capaz de estar bastante mal disposto.
Posto isto, vou fazer estas coisas, porque FUTEBOL!
P.S.: "atualizar" no meu blogger? GTFO!
2012-06-11
Prometheus (Spoiler Free)
Quem já foi ver esta prequela da série Aliens?
Vi (em 3D) e revelou-se como um filme mais inteligente e ligeiramente menos caótico que os aliens. Não quer dizer que tenha perdido aquilo que o faz um filme "alien", não. Continua com o suspense que nos mantém por vezes na ponta da cadeira, com a respiração suspensa; mantém também os fortes papéis femininos, desta vez com uma Charlize Theron que mostra determinação semelhante a uma Helen Ripley, e a estreante Noomi Rapace que com um sangue frio impossível de descrever (bem a podiam meter no meio dum filme do saw, a fazer o que fosse preciso para sobreviver que ela não pensava duas vezes).
Oh, e que dizer de Michael Fassbender, cujo papel de David (o cyborg da tripulação) pega no "Bishop" do Aliens 2 e lhe dá dúvidas existenciais e até uma manha que poucos esperavam. Deixo sem spoilar, um diálogo entre o David e um membro da tripulação:
David: Estão aqui para encontrar os engenheiros da raça humana?
Membro da tripulação: Correcto, para falar cara a cara com o nosso "Deus"
David: O que lhe perguntarão?
Membro da tripulação: Porque nos criou, à raça humana. Porque nos deixou.
David: Vocês criaram-me a mim. Porque me criaram?
Membro da tripulação(a rir): Haha... porque podemos.
David: Imaginem a vossa desilusão se o vosso Deus vos respondesse isso.
Membro da tripulação(a rir): Ainda bem que não tens sentimentos então.
David: ...
Para quem já viu o filme, e mais uma fez sem spoilar a quem não o viu, o que acham que o David perguntou ao Engenheiro?
2012-06-07
Sou grande
Hoje não fiz absolutamente nadinha no trabalho. Todos os meses a empresa tem algo chamado de "burguer day", e hoje era a vez do meu departamento prepará-los. A minha contribuição foi perguntar "já se come?"
Isto tudo porque estas últimas semanas têm voado e demasiada merda anda-me a acontecer.
Não me recordo com clareza o que tem acontecido, mas entre certas coisas tive trabalho bué importante pra fazer (e tá feito crl!), tive que acabar os meus últimos exames pra finalmente ser classificado como engenheiro cá no Canadá, ajudei uma rapariga a trair o namorado, tive que trabalhar longos fins de semana pra ganhar aquele guito lindo que todos adoramos, tive que recusar uma proposta de casamento (e assim terminar uma relação), tive que, em várias ocasiões, levar a minha equipa de coxos às costas no futebol (foda-se, quão difícil é receber e passar uma bola e correr um bocado? Eu vejo aqueles atrasados mentais na televisão a fazê-lo todas as semanas...), deixar de falar com uma rapariga porque estava-se a sentir demasiado próxima de mim e isso fá-la sentir-se culpada porque se vai casar com um tanso qualquer e não quer que o pessoal comece a espalhar rumores (haha too late), apeteceu-me andar a comer à pála da empresa e amanhã vou arriscar não levar almoço e rapar fome porque tou com preguiça de fazer o almoço.
Amanhã também vou voltar a jogar futebol porque a semana passada apareceu lá uma rapariga com uns calcões extremamente curtos e com aquela perna toda, vamos ter que nos conhecer melhor. Tenho também que me lembrar de visualizar a estreia do euro2012 no trabalho. Com sorte o websense esqueceu-se dos tempos da liga dos campeões em que eu passava as belas tardes a ver futebol, e finalmente desbloqueia-me os sites de streaming.
E no fim de semana vou trabalhar outra vez e potencialmente não visualizar o jogo de Portugal contra os Nazis. Em contrapartida faço uns dollarzitos.
Aposto que me esqueci de cenas, mas que sa foda, a culpa é do Goucha por não estar online para receber o meu rant e impedir-me de postar isto aqui!
P.S.: hahahaha casar? hahahahahahaha a vida só tá a começar!
E agora vou jogar diablo3. Sintra out!
Isto tudo porque estas últimas semanas têm voado e demasiada merda anda-me a acontecer.
Não me recordo com clareza o que tem acontecido, mas entre certas coisas tive trabalho bué importante pra fazer (e tá feito crl!), tive que acabar os meus últimos exames pra finalmente ser classificado como engenheiro cá no Canadá, ajudei uma rapariga a trair o namorado, tive que trabalhar longos fins de semana pra ganhar aquele guito lindo que todos adoramos, tive que recusar uma proposta de casamento (e assim terminar uma relação), tive que, em várias ocasiões, levar a minha equipa de coxos às costas no futebol (foda-se, quão difícil é receber e passar uma bola e correr um bocado? Eu vejo aqueles atrasados mentais na televisão a fazê-lo todas as semanas...), deixar de falar com uma rapariga porque estava-se a sentir demasiado próxima de mim e isso fá-la sentir-se culpada porque se vai casar com um tanso qualquer e não quer que o pessoal comece a espalhar rumores (haha too late), apeteceu-me andar a comer à pála da empresa e amanhã vou arriscar não levar almoço e rapar fome porque tou com preguiça de fazer o almoço.
Amanhã também vou voltar a jogar futebol porque a semana passada apareceu lá uma rapariga com uns calcões extremamente curtos e com aquela perna toda, vamos ter que nos conhecer melhor. Tenho também que me lembrar de visualizar a estreia do euro2012 no trabalho. Com sorte o websense esqueceu-se dos tempos da liga dos campeões em que eu passava as belas tardes a ver futebol, e finalmente desbloqueia-me os sites de streaming.
E no fim de semana vou trabalhar outra vez e potencialmente não visualizar o jogo de Portugal contra os Nazis. Em contrapartida faço uns dollarzitos.
Aposto que me esqueci de cenas, mas que sa foda, a culpa é do Goucha por não estar online para receber o meu rant e impedir-me de postar isto aqui!
P.S.: hahahaha casar? hahahahahahaha a vida só tá a começar!
E agora vou jogar diablo3. Sintra out!
2012-06-05
2012-05-30
A vida no olimpo
Um concurso público para fornecer a CANTINA da assembleia da república, tal como publicado no diário da república:
- Perdiz, lebre, pombo torcaz, rola e similares, Lombo de novilho, Lombo de vitela, Lombo ou lombinho de porco preto (bolota) e Camarão/gamba grande (24 por Kg ou maior).
- O café para serviço nas Cafetarias deverá ser de 1ª qualidade, em grão para moagem local, observando lotes que incluam um mínimo de 50% de “arábica” na sua composição
- Quatro opções de whisky de 20 anos e oito de licores. No vinho, são exigidas 12 variedades de Verde e 15 de tintos alentejanos e do Douro
Lebre, perdiz, porco preto, camarão tigre, 27 tipos de vinho...
Isto tudo para um orçamento de 760.000€ em 2012, enquanto que o esperado por venda de senhas de alimentação é de 200.000€. Ou seja, pagamos, para além do modesto salário e ajudas de custo dos senhores deputados, 500.000€ da alimentação a porco preto e whisky destes nossos deuses no olimpo.
2012-05-28
Espanha por um fio
O que aqui vemos é o inevitável "tic toc tic toc" até ao resgate (ou tentativa de resgate) de Espanha. Com os juros a chegarem aos infames 7%, (500% dos juros Alemães), a Espanha já passou o treshold em que a Grécia pediu resgate, está perto de chegar ao threshold Português, e caminha para o threshold Irlandês. Única pergunta é: Quando, e Quanto?
2012-05-25
O assalto que aí vem na conta da água
Actualmente a água em Portugal é taxada por 2 factores:
Localização.
Consumo.
Ou seja, de acordo com a facilidade ou não de captar, tratar e transportar a água até ao consumidor final, e depois dependendo do consumo total a água é taxada respectivamente.
Por exemplo, em Setúbal, a factura da água é tipicamente algo como:
Até 4.8m3 -> 0.50€ por m3
A partir de 4.8m3 -> 0.80€ por m3
Quota de serviço - 2.40€
Saneamento (do consumo acima referido, até 4.8m3)-> 0,47€ por m3
Saneamento a partir de 4.8m3 -> 0,73£ por m3
Taxa lixo: 1.2€
Lixo doméstico: 2.90€
Tratamento Água: 0.3€
Tratamento Saneamento: 0.05€
Iva 6%
Ou seja, para um consumo típico de 10-15m3 uma família paga entre 20€-25€
Suas excelências no governo querem agora "uniformizar" as facturas da água por todo o país, para acabar com os desequilíbrios e responder a uma recomendação da união europeia em que "a factura da água não deve ultrapassar 2 a 3% do rendimento das famílias".
Para isso, propõem uma taxa única entre 2.5€ a 3€ por m3.
Sim, 2.5€ a 3€ por m3. Ou seja, aqui em setúbal, é um aumento de 500 a 600% até 4.8m3, e de 300 a 400% a partir daí.
O consumo típico de 10-15m3 vai de 20 a 25€ para 40 a 55€, ou seja, duplica, na melhor das hipóteses.
Localização.
Consumo.
Ou seja, de acordo com a facilidade ou não de captar, tratar e transportar a água até ao consumidor final, e depois dependendo do consumo total a água é taxada respectivamente.
Por exemplo, em Setúbal, a factura da água é tipicamente algo como:
Até 4.8m3 -> 0.50€ por m3
A partir de 4.8m3 -> 0.80€ por m3
Quota de serviço - 2.40€
Saneamento (do consumo acima referido, até 4.8m3)-> 0,47€ por m3
Saneamento a partir de 4.8m3 -> 0,73£ por m3
Taxa lixo: 1.2€
Lixo doméstico: 2.90€
Tratamento Água: 0.3€
Tratamento Saneamento: 0.05€
Iva 6%
Ou seja, para um consumo típico de 10-15m3 uma família paga entre 20€-25€
Suas excelências no governo querem agora "uniformizar" as facturas da água por todo o país, para acabar com os desequilíbrios e responder a uma recomendação da união europeia em que "a factura da água não deve ultrapassar 2 a 3% do rendimento das famílias".
Para isso, propõem uma taxa única entre 2.5€ a 3€ por m3.
Sim, 2.5€ a 3€ por m3. Ou seja, aqui em setúbal, é um aumento de 500 a 600% até 4.8m3, e de 300 a 400% a partir daí.
O consumo típico de 10-15m3 vai de 20 a 25€ para 40 a 55€, ou seja, duplica, na melhor das hipóteses.
2012-05-23
Deus GrEx Machina
Enquanto os líders europeus fazem um "chamberlain" moderno e assobiam para o lado, o BCE (banco central europeu) injectou 100 mil milhões de euros nos bancos gregos para eles aguentarem a fuga dos depósitos por agora.
Alemanha negou hoje mudanças de política, visto estarmos "no bom caminho".
França pediu "Eurobonds" para os países do sul se poderem financiar, mais uma vez negadas pela Alemanha.
Os mercados e o valor do euro derretem entretanto, enquanto ministros das finanças europeus preparam planos de emergência.
Entretanto, uma saída da grécia do euro será algo como o "corralito" quando a Argentina fez default:
Alemanha negou hoje mudanças de política, visto estarmos "no bom caminho".
França pediu "Eurobonds" para os países do sul se poderem financiar, mais uma vez negadas pela Alemanha.
Os mercados e o valor do euro derretem entretanto, enquanto ministros das finanças europeus preparam planos de emergência.
Entretanto, uma saída da grécia do euro será algo como o "corralito" quando a Argentina fez default:
- Bolsas de Nova Yorke fecham numa sexta feira.
- É anunciado a mudança de moeda.
- Congelados levantamentos e depósitos bancários por 48 horas.
- Tentativa de manter a ordem pública durante estas 48 horas, enquanto se recapitalizam os bancos, tentando impedir fuga de capitais.
- Bolsas abrem em Wellington na segunda feira.
Daqui para a frente, será uma tentativa de conseguir dinheiro suficiente para continuar a pagar, e por esta ordem:
- Militares
- Polícias
- Médicos
- Professores
O bundesbank diz que o evento da saída será "manageable" (para a Alemanha imagino eu). Eu pessoalmente estou preocupado, Espanha, Itália, Irlanda e Tugalândia não estão de modo algum preparados, a não ser que o BCE já tenha ligado as máquinas de fazer dinheiro à algum tempo em segredo.
2012-05-22
"Testemunho: AXES Market"
Basicamente a empresa em questão (que vai mudando de nome/escritórios)
gosta de usar mão de obra a custo 0, não gostou foi quando as suas
práticas foram expostas neste blogue.
Coloca então uma providência cautelar que têm agora resultado:
Devido à ordem do tribunal que obriga à remoção dos comentários na página "Testemunho: AXES Market" (decisão comentada em "Comunicado: Empresa ataca liberdade de expressão em Blogue dos Precários Inflexíveis"), o disco-bar tomou a liberdade de fazer uma cópia local dos mesmos.
Post em questão: "Testemunho: AXES Market"
Comentários 1
Comentários 2
A decisão do tribunal foi:
Apesar de reconhecer o “direito fundamental de liberdade de expressão e informação, cujo exercício não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura”, o tribunal sustenta que “tal direito de informação e crítica não é ilimitado”, na medida em que colide com o direito que os visados têm “a ver respeitada a sua honra”. Conjugados os dois lados da questão, o tribunal considerou excessivo o pedido da empresa para que tais comentários fossem eliminados. Mas determinou a “suspensão ou ocultação” dos mesmos, estipulando uma multa de 50 euros por cada dia de atraso no cumprimento desta decisão.
EDIT1 (Pedro): o texto copiado não fazia parágrafo, corrigido.
Coloca então uma providência cautelar que têm agora resultado:
Devido à ordem do tribunal que obriga à remoção dos comentários na página "Testemunho: AXES Market" (decisão comentada em "Comunicado: Empresa ataca liberdade de expressão em Blogue dos Precários Inflexíveis"), o disco-bar tomou a liberdade de fazer uma cópia local dos mesmos.
Post em questão: "Testemunho: AXES Market"
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A decisão do tribunal foi:
Apesar de reconhecer o “direito fundamental de liberdade de expressão e informação, cujo exercício não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura”, o tribunal sustenta que “tal direito de informação e crítica não é ilimitado”, na medida em que colide com o direito que os visados têm “a ver respeitada a sua honra”. Conjugados os dois lados da questão, o tribunal considerou excessivo o pedido da empresa para que tais comentários fossem eliminados. Mas determinou a “suspensão ou ocultação” dos mesmos, estipulando uma multa de 50 euros por cada dia de atraso no cumprimento desta decisão.
EDIT1 (Pedro): o texto copiado não fazia parágrafo, corrigido.
2012-05-19
Coiso atinge 14,9%, segundo o Álvaro
Por favor ver até ao fim:
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