2018-12-05

A razão racional

Descobri num blog de programadores a resposta a uma pergunta não formulada: a análise de algo diminui a percepção dela em prol de uma modelação mental sintética.

Passo a citar o artigo
In particular, Mill’s father “never varied in rating intellectual enjoyments above all others… For passionate emotions of all sorts, and for everything which has been said or written in exaltation of them, he professed the greatest contempt.” Thus Mill learned to prize rational thought and analysis over other feelings, as many programmers do—until he discovered the cost of focusing on those alone.

Mill’s first conclusion was that happiness is a side-effect, not a goal you can achieve directly, nor verify directly by rational self-interrogation. Whenever you ask yourself “can I prove that I’m happy?” the self-consciousness involved will make the answer be “no”. Instead of choosing happiness as your goal, you need to focus on some other thing you care about:

Mill’s second conclusion was that logical thought and analysis are not enough on their own. He still believed in the value of “intellectual culture”, but he also aimed to become a more balanced person by “the cultivation of the feelings”. And in particular, he learned the value of “poetry and art as instruments of human culture”.

FONTE: https://codewithoutrules.com/2018/09/27/avoiding-burnout/

Este post será reestruturado depois para ficar mais coerente e para referir a fonte.

2018-12-01

O Artigo 13 | O que é e porque nos deve preocupar


Basicamente, ambíguo, responsabiliza plataformas.
Por omissão, deixa as possibilidades extremas [como fechar canais] em aberto.
Solução mais económica de acordo com o artigo 13: bloquear tudo que suscite dúvidas quanto a ser legal ou não, para evitar multas.

Mais pormenores:


2018-11-27

Serviço Público

Quantos neurónios é preciso ter para, se se quiser reduzir o trânsito em Lisboa, é preciso ter transportes públicos decentes?

Será que custa assim tanto corrigir o problema?
Mais autocarros
Mais informação sobre os autocarros em circulação (p. ex., atraso)
Optimização de paragens e horários com via a pré-reserva (quase toda a gente tem telemóvel hoje em dia)
...

A única solução que estou a ver neste momento é a Citymapper chegar cá com 100% da funcionalidade e rápido [em Lisboa não têm as features inteligentes ainda implementadas].

2018-11-25

A depressão vem aí

Fiquei com informação em primeira mão que a depressão vem aí.

Depois da depressão Carlos, vem a depressão Diana. Chega segunda-feira (quarta-feira) e depois extinguir-se-á nos túneis de Paris.

Informação via colaboração com Eva Farinha

2018-10-20

O meu status report

Não tenho publicado muito aqui. À excepção do Arabian, ninguém tem.

Agora tenho andado a explorar alternativas a Facebook -- tenho um fórum de Discourse setup, se alguém quiser participar tenho a categoria Blogging lá. Comentem que mando-vos o link.

A vantagem principal é conseguir criar secçoes reservadas -- podemos trocar informação ácerca daqueles backups de SW e filmes que há na Net, em vez de termos de estar dependentes de motores de pesquisa que começam a censurar esses resultados.

Em adiçao a isso, o grupo de pessoas que vê os posts é mais "conhecido" -- nunca percebi como é que o disco-bar tem pessoas a vir cá parar de todo o mundo.

O disco-bar vai continuar aqui, mas não vou gastar tempo com a manutenção.

2018-10-05

Venom - uma crítica sem spoilers

Antes de mais, conheçamos as nossas limitações: eu sou perfeitamente capaz de criticar este filme sem spoilers; eu não sou capaz de criticar um filme do Venom desapaixonadamente. Ó pá, desculpem, mas eu nunca não adorei o Venom*. Adoro tudo o que a personagem é; adorava ter esses poderes em particular, com todas as suas desvantagens e fraquezas e tudo; e, quando era pequenino, mais que uma vez dei comigo a pensar, sem qualquer crença, para me reconfortar a mim mesmo, "quando eu tiver um simbiote como o do Venom eles hão de ver...!" (a minha infância teve uma série de partes difíceis). Mas, conhecendo-me como me deveis conhecer, sabeis que isso não lhe dá licença para anhar; aliás, incumbe-o da responsabilidade de ser excelente todos os dias da semana e duas vezes aos sábados e domingos, ou enfrentar a cólera da minha língua viperina - ou, neste caso, dos meus dedos viperinos (o que não faz grande sentido, uma vez que as víboras não têm dedos. Anyway...)

Não é spoiler nenhum dizer-vos que este filme, produzido pela Sony, surge de um panorama "político", peculiar, ao abrigo do qual o Homem Aranha não pode ser mencionado, o que cria um problema grave à partida. Um filme do Venom sem o Homem Aranha é como...

(Não julgueis que me faltam as palavras para fazer uma comparação adequada; pelo contrário, tenho tantas palavras que tereis que escolher as que ressoarem melhor convosco)

 - Um filme do Ringo Star sem os Beatles;
 - Um filme do Steve Jobs sem o Steve Wozniak;
 - Um filme da Kerrigan, Queen of Blades sem os Zerg;
 - Um filme do Joker sem o Batman nem o Heath Ledger (acredito piamente que, antes de falecer, o Heath Ledger (requiescat in pacem) era perfeitamente capaz de sustentar um filme a solo do Joker) ;
 - Um filme do Companhia sem o Batatinha.

(algumas destas referências são menos tópicas que outras)

Assim sendo, fica uma certa impressão de que os guionistas não compreendem devidamente a personagem. Mais preocupantemente, mesmo concedida a tolerância de que certas verdades têm que ser modificadas para respeitar as regras do acordo vigente entre a Sony e a Disney, as personagens frequentemente falam em violação directa do que está estabelecido nos comics há mais de 20 anos. Apesar disso, surgem referências a momentos obscuros da historia canónica do Venom, o que não é característico de quem não compreende a personagem. Neste filme, o Venom não se balança por entre os edifícios em cordas de teia, como o super-herói que não pode ser mencionado, o que eu acho que é uma parte muito importante da personagem, mas, sinceramente, não senti falta (e isto não é mais spoiler que dizer que o Deadpool não decapita o Batman com o sabre de luz do Darth Vader neste filme). Interrogar-se-ão agora, talvez, como é que a personagem se auto-denomina de Venom, proibido que está de proclamar "you are the Spider and we are your Venom": esse e outros pormenores surgem sacados do éter como parte da mise-a-faire, rapidamente ultrapassado para doer menos e seguir em diante.

Despachadas que estão as queixinhas miudinhas, tenho a dizer que o argumento não é mau, se bem que também não se compara à história que não pôde ser contada. No entanto, os actores portaram-se muito bem, e o veterano Tom Hardy, que já tinha merecido o meu respeito e admiração várias vezes no passado, faz um trabalho excelente, particularmente ao exacerbar a diferença entre o Eddie Brock e o simbiote que se une a ele, já que faz ambos os papéis. Os demais actores deste elenco principal muito reduzido (já mencionei que o panorama político de onde este filme é oriundo é algo peculiar? Pois o panorama financeiro não é melhor...), apesar de menos conhecidos que o próprio Tom Hardy, não deixam de se portar muito bem, ainda que deixem assaz claro que estão lá maioritariamente porque o Tom Hardy não pode fazer os papéis todos do filme.

Os efeitos visuais são um pouco difíceis de caracterizar em termos de realismo. Se, por um lado, procuram retratar objectos alienígenas, e, por definição, inacreditáveis, então têm os meus parabéns; se, por outro lado, procuravam convencer-me de que o Venom existia e estava mesmo lá, então lamento, mas ficaram algo aquém... O aspecto do simbiote sem o hospedeiro humano, bem como a maneira como se mexe, são, mais uma vez, diferentes de tudo o que já tínhamos visto, mas, apesar de resultar bastante bem, não chegam ao mesmo nível das suas contraparte da malograda ter eira vez que o Tobey Maguire envergou as teias.

A cena de pancada climática do filme, sem a qual não poderia ser, passou de algo genérica para uma confusão ininteligível de imagens geradas artificialmente, sem nenhum dos momentos "fuck yeah!" que polulam nos filmes da Marvel (da Disney). Finalmente, direi que existia alguma qualidade inefável na fotografia do filme que me desagradou continuamente, ou talvez o mesmo se deva à estética do filme, caso em que admito que o mesmo efeito tenha sido deliberado, o que se prenderia directamente com elementos do argumento (acerca dos quais nada direi).

Em jeito de conclusão, direi que o filme me deixo um pouco desapontado, o que é uma enorme pena, porque tudo o que fez bem fez muito bem, e tudo o que fez mal poderia facilmente ter sido reparado entre os recursos e as propriedades intelectuais da Disney. Aliado à vergonhosa interpretação do Venom no terceiro filme do Sam Raimi, a mensagem que, perante mim, emerge clara e cristalina como a água é "pára com isso, Sony, e deixa a Disney fazer os filmes da Marvel".

Mas, mesmo assim, recomendo. Reconheço que a maior parte das falhas que aponto a este filme advêm sobretudo da paixão que tenho pela personagem, e um espectador menos fanático que eu é capaz de ver um filme de acção engraçado com um protagonista espectacular.

Pax vobiscum atque vale.

* Deixemos imediatamente claro que o Venom que eu sempre adorei é o Venom Eddie Brock. Os fãs do Homem Aranha saberão melhor que eu que, desde o hospedeiro original, o simbiote já passou pelo Mac Gargan (outrora um vilão chamado Scorpion que não dizia "get over here", pelo menos não com a mesma frequência que um certo ninja morto-vivo que eu cá sei) e agora, creio, está com o Flash Thompson, mas estas cópias pálidas do Venom, para mim, não contam.

2018-09-19

Amazon - uma cautela

Se algum dia vos lembrardes de alguma coisa que um dia comprastes no Amazon e quiserdes outra igual, podereis sentir-vos tentados a encontrar o artigo na lista de encomendas que fizestes, mantida na vossa conta, seguir o link para a página do mesmo e comprar.

Não vos censuro, mas acautelo-vos: já me tem acontecido fazer esse mesmo caminho e acabar na página de outra coisa qualquer, geralmente parecida, mas fundamentalmente diferente, às vezes de maneira verdadeiramente chata. A título de exemplo, recentemente quis mandar vir um écran de projecção idêntico a outro que comprei em 2015, de 100 polegadas e 16:9. Pois encontrei o registo da encomenda, segui o link e mandei vir. Eis senão quando, aquando da entrega, que me apercebo de que o écran que me chegou às mãos era de 60 polegadas e 4:3. Quando verifiquei os registos da encomenda mais recente, constatei que não tinha havido engano do lado do comerciante, e, quando voltei a percorrer o caminho, à procura da falha, apercebi-me de que o link que dizia 100 polegadas 16:9 me remetia para a página de écran de 60 polegadas 4:3.

Mea culpa, em parte, por não ter prestado mais atenção, mas malvado do Amazon (malvada?), que me fintou, remetendo-me para um artigo que eu não queria e nunca comprei (recordo que o link que segui provinha directamente do meu histórico de encomendas). Quando me lembrei de investigar o resto das minhas encomendas anteriores, encontrei mais uma data de links "mentirosos", incluindo, por exemplo, variantes cabeladas de ratos wireless e coisas que tais.

Portanto, se comprais no Amazon, não descureis a papelada e pormenores, que o Amazon parece que nem sempre presta assim muita atenção por vós.

Pax vobiscum atque vale.