2018-01-18

Do streaming VS álbuns


Tenho, de certa maneira, saudade dos álbuns. Não do preço exorbitante que por eles eram cobrado nem das margens de lucro que eles permitiam, mas a unidade, o conjunto de músicas fornecido por eles.

Hoje, o papel dos singles e das músicas únicas é exarcebado pelos serviços de streaming -- só ouves as músicas [individuais] que estão na moda. Não ouves o álbum. A próxima banda chamada Linkin Park não vai ter um álbum chamado Hybrid Theory, vai ter o sucesso de uma ou duas músicas e o resto das músicas do álbum vão ser ignorados pelas pessoas.

Vai-se perder o hábito de conhecer as músicas pela ordem sequencial (e vamos deixar de ter saudades da inovação tecnológica que é o shuffle).

Pessoalmente, estou de novo a tentar adquirir uma coleção de álbuns, para guardar offline e ouvir offline sem necessidade de dados, e para dar de novo uso ao foobar2000 e ao equivalente que seja que exista no Android.

2018-01-15

Telemoveis & o fim da computação

Com o meu jeitinho para títulos, eu devia pôr pub no blog. Ficávamos ricos!!!

Ou não.

De qualquer maneira, os telemóveis são instrumentos muito fixes. Mas são instrumentos de comunicação -- não são um general purpose device como, por exemplo, um portátil.

Os telemóveis são a nova TV por cabo -- uma série de aplicações para fazer coisas.

Entretanto o foco das pessoas deixou de estar no general purpose computing. Isso pode ser bom -- pessoal que antes pirateava TV shows e filmes para ver na TV agora fá-lo via sites de streaming ou aluga um serviço tipo Netflix. Pode ser mau, porque quando a neutralidade da Internet tem problemas, as pessoas encolhem os ombros -- afinal, nenhum operador com juízo vai bloquear as apps 'grandes', senão enfrentaria backlash.

Entretanto tive de entrar no metro e esqueci-me qual a conclusão a que queria chegar...

Mas pronto -- os telemóveis são a era do pós-computação -- e a era do pós-cabo. São a nova TV. Muito fácil tanto obter informação como ficar preso a uma app qualquer da treta.

No PC também, mas o potencial de liberdade de ações e programação é muito superior.

2018-01-08

Boicotemos os CTT

Tendes uma caixa do correio em vossa casa? Que lá achais?

Eu posso, com toda a certeza, afirmar que 95% de tudo o que pára na minha caixa de correio é lixo. Ou é publicidade ao Lidl ou à Worten (dois sítios que eu não recomendo a ninguém), ou a campanha eleitoral de algum candidato a autarca/vereador/deputado/ministro/presidente em quem eu não hei de votar (porque eu moro em S. João, mas voto em Viseu) ou cartas para o inquilino anterior (que não quer sequer que quem lhas manda saiba onde ele pára - não era uma pessoa honesta). Mesmo as cartas que cá vêm parar "legitimamente" (ou seja, são para mim e vêm em meu nome) são, na vasta maioria dos casos, bem, lixo outra vez - geralmente, facturas de serviços que eu pago por débito directo e que, em todo o caso, posso consultar online, fazendo gastar muito menos energia, dinheiro, tinta e papel.

Ocasionalmente, lá cai na caixa alguma coisa que eu quero, mas, mesmo assim, não é a coisa que lá cai, mas antes um papel a dizer que tenho que ir buscar a coisa a uma loja. Na maioria dos casos, essa coisa deveria ter-me-sido entregue em mão, se não porque não cabe na caixa do correio, então porque vem por correio registado e é necessário que eu assine o comprovativo de que recebi o que me era devido, mas o carteiro não está para se maçar a entregar cartas.

Ora, para ter que ser eu a ir buscar o meu próprio correio a algum lado não preciso que exista um carteiro - basta que alguém me diga, por telefone, e-mail, SMS ou grito na rua (eu sou flexível nesse aspecto), que está na altura de ir buscar o "correio". Aliás, nem me importo de ter que lá ir todas as semanas só para saber se tenho ou não correio, desde que não andem a tirar dos meus impostos para pagar a quem se recusa a trabalhar.

Infelizmente, que eu saiba, não existe maneira de prescindir dos serviços dos CTT em contrapartida de uma redução dos impostos, mas, pergunto eu: Por que não?

A sério, por quê? Para que raio ando eu a pagar os salários dos CTT?

 - Para chegar a uma loja e me mentirem, obrigando-me, erroneamente, a ir a outra, do outro lado da cidade?
 - Para chegar à outra loja e deparar-me com 50 pessoas à minha frente, mas só 3 de 10 balcões a funcionar?
 - Para não ter onde me sentar durante mais de uma hora enquanto espero, nem onde possa comprar água ou comida, nem sequer uma casa de banho?
 - Para ter de atafulhar um parquímetro com quantos trocos tenho e mesmo assim não saber se estarei despachado antes de o tempo acabar?
 - Para, no fim disso tudo, ter que voltar à primeira loja?
 - Para, quando lá chego, já estar fechada?

Para o caralho que os foda a todos, digo eu!

Agora a preocupação fremente dos políticos deste país, se bem precebo, é convencer-nos de que o Trump é um lunático e de que os refugiados que andam a violar mulheres à desgarrrada na Suécia, na Alemanha e na França são bons e necessários para sermos multiculturais porque não se pode não ser isso, por um motivo qualquer que ninguém me explica, mas, quando esta pancada passar (disse ele, com uma cara 150% séria), o que eu queria mesmo era um processo, mediante o qual eu deixo de poder enviar ou receber cartas ou encomendas pelos CTT, mas também deixo de lhes pagar para não trabalhar.

Porque, sinceramente, pensai no que estamos a fazer: quase todos os membros da minha família imediata mais velhos que eu são, foram ou trabalharam como professores, e uma frase que me contam de repetir aos seus piores alunos é "se você fosse seu patrão, você despedia-se!". Adaptando, imaginai que sois patrões dos CTT e dizei-me que os não despedieies? É que eu mandava-os para a fila do IEFP tão depressa que a inevitável multa por excesso de velocidade lhes chegaria a casa antes mesmo deles terem acabado a sua viagem (naturalmente, porque não seriam eles a entregá-la).

É que mesmo que nos esqueçamos que os CTT representam, efectivamente, um monopólio, vejamos: um serviço qualquer medíocre, deixais de usar. Deixando de o usar, deixais de lhe pagar. À falta de pagamento, o negócio fracassa, pelo que os seus dirigentes e funcionários trabalham no sentido de melhorar o serviço. Mas os CTT são pagos  - e é do vosso bolso; não julgueis que existe um fundo mágico para pagar especificamente a quem não quer trabalhar (se bem que...) - independentemente de terem utilização ou não. Mais: mesmo que houvesse uma alternativa, por ventura privada, aos CTT, eles estariam, regaladamente, a ser pagos para não ter trabalho - e quem se lixa são os 10 milhões de parvos que lhes enchem os bolsos porque não têm processo de não o fazer.

Vinha eu encorajar-vos a boicotarem os CTT, mas qual de nós não já faz isso? Quantos de nós escrevem cartas e as enviam pelo correio? Quantos de nós recebem encomendas pelos CTT porque, apesar das alternativas, é este o serviço que preferem? Quantos de nós ficariam incomodados se tudo o que querem receber nas suas caixas do correio físicas passasse a cair directamente no e-mail?

Chamem-me de revolucionário, se quiserem, ou de anarca, ou de Nazi (niguém, que eu me lembre, se lembrou ainda de me chamar de Comuna...), se quiserem, mas eu defendo acerrimamente a eliminação imediata dos CTT, dos postos de trabalho que eles representam e, em muitos casos, de quem os ocupa também - Vasco, carteiro em S. João da Madeira, que és demasiado preguiçoso para me tocares à campainha, demasiado cobarde para me assinares o papel legivelmente, demaisiado incompetente para assinalares devidamente no aviso em que loja deixaste a encomenda que me devias ter trazido, demaisiado incauto para preencheres devidamente o aviso em causa, demasiado analfabeto para escreveres "Alemanha" correctamente no campo do rememtente e demasiado burro para veres que a carta veio de Inglatera; agora estou a falar de ti.

"Eh, pá; tem lá calma...!"

O caralho é que tenho calma! A ter calma é que esta "terra de brandos costumes" descaiu no lodaçal em que está! Vede os ingleses - toda a calma fleumática por que são conhecidos deixou-os numa trampa de uma situação em que não só são os párias da Europa, mas também vêem-se agora a braços com um sistema nacional de saúde que bateu no fundo do poço dos seus recursos enquanto imigrantes desregulamentados da Síria e do Paquistão o sobrecarregam com as suas maleitas e as suas vítimas, o crime violento a subir em todas as vertentes e uma ientidade cultural que só existe nos livros de história e nas memórias que quem chora ao lembrar-se do que aquele país, noutros tempos, foi. E assim concluo que não só não, foda-se; não tenho o caralho de calma absoluta-foda-mente nenhuma, como também, se tendes vós calma, então sois parte do problema!

Envergonha-te, Portugal...

Pax vobiscum o caralho; hoje, convoco-vos a todos para a guerra aberta conta a mediocridade que tomou conta desta terra!

Si vis pacem, para bellum!

2017-12-22

2017-11-28

Fazer login como root no OS X High Sierra

O OS X tem um bug que ativa a conta root quando esta está desativada e se tenta fazer login nela -- ficando com a password por omissão vazia.

https://news.ycombinator.com/item?id=15800676

2017-11-25

Instalar extensões do Chrome no Firefox

Por questões de performance a Mozilla deixou de permitir addons que conseguiam alterar tudo no Firefox, passando a expor uma API para as extensões -- a WebExtensions API. Esta API é largamente comum à API do Chrome, portanto a maioria das extensões que funciona no Chrome agora funciona no Firefox.

Enquanto os donos das extensões não fazem o port para o site de addons do Firefox, podem usar a Chrome Store Foxidifed e conseguir instalar addons diretamente do site de addons do Chrome.

Dicas de extensões para Firefox:
  1. Poppup Blocker (strict): para os sites tipo TPB; Firefox: https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/addon/popup-blocker/
  2. uBlock Origin: para todos os outros sites; Firefox: https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/addon/ublock-origin/
  3. User-Agent Switcher;  Firefox: https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/addon/user-agent-switcher-revived/