2017-02-22

O problema de partilhar o blog com muitas pessoas

É que depois tenho de pensar quem é que anda a ler, para não manda demasiadas bacoradas.

2017-02-21

O uso da Cloud -- parte 1

O uso da Cloud é algo complicado. A Cloud veio trazer todo o conhecimento para as nossas mãos. Tentar não usar a Cloud cheira a Luddite, e provavelmente é uma posição exagerada.

No entanto.... Assumir conectividade a 100% é um risco.
Uma história, no outro dia fui buscar um colega ao comboio.
Fiquei sem bateria no telemóvel. Tinha um portátil comigo. Tinha uma cabine telefónica à minha frente. Mas....


Como podem imaginar, não tinha Net. Depois de 5 minutos a olhar para o telemóvel [ligado a um PowerBank] e a tentar lembrar-me se tinha a minha Address Book em algum lado, o powerbank lá alimentou o telemóvel o suficiente para ele aguentar o boot sem desligar, e lá consegui fazer a chamada.


A verdade é, se olharmos para isto com um olhar crítico, podemos estabelecer uma parecença com a Microsoft dos anos 2000: eu não queria colocar o meu email no Outlook Express porque exportar do Outlook Express para Thunderbird [ok: Mozilla Mail ou equivalente] era uma dor de cabeça.

Porque é que quereria importar para a Cloud? A Google, p.ex., tem o Takeout. É só construir um parser dos ficheiros de output do Takeout e conseguimos levá-los para.......... para onde mesmo?
Somos livres de libertar os nossos ficheiros da Cloud, mas no Takeout por exemplo do Google Reader, o export era de um ficheiro OPML e outro de uma data de ficheiros num formato qualquer que mais nenhuma ferramenta sabia interpretar.

Eu tinha toda uma ideia para desenvolver, mas este artigo está em rascunho há demasiado tempo.


Fiquemos por aqui.

2017-02-15

Quero, posso e faço!

Isto vem um pouco na veia de um sentimento que o Pedro exprimiu aqui há uns posts atrás...

Quando éramos pequeninos, havia uma série de coisas que só podíamos fazer "quando fôssemos grandes": beber álcool, ficar acordado até tarde, ver filmes para crescidos, etc..

Depois crescemos (um bocado), e passou a haver coisas que só podíamos fazer quando certa condição se verificasse: podíamos sair à noite, mas só quando tivéssemos dinheiro; podíamos fazer uma lanzada, mas só quando não tivéssemos exames ou trabalhos iminentes; podíamos ir de férias para onde bem nos aprouvesse, à hora que quiséssemos, mas só quando já tivéssemos carro próprio.

Depois crescemos outro bocado e o "quando" começou a ficar menos nítido: quando tiver tempo; quando tiver paciência, quando receber, quando vencer o depósito a prazo, quando tiver acabado de pagar a hipoteca.

Finalmente, surge o "quando" mais malvado de todos: o "um dia destes".

Concretamente: desde que vim morar para S. João, continuando a ir frequentemente a Viseu, sempre que faço a viagem de volta, dá-me sempre ganas de ir a Aveiro. Primeiro na saída para o IC2 em direcção ao Porto e Albergaria-a-Velha (fico sempre com vontade de sair, só para ver se a meretriz que todas as semanas via junto da última estação de combustível antes de voltar para a A25 ainda lá está...), e depois logo antes da saída para a A1, que é onde deixo a A25 (e, a propósito de nada, deixo ficar que, saíndo onde costumo sair, percorro quase 10 Km na A1, pelo que pago €0.85, mas, se andar apenas mais 2 Km, passo logo a pagar €2.05 - justo...).

Pois este domingo deu-me o "vaipe" e fui mesmo até Aveiro. Fui tomar café à Doce Aveiro, onde ainda fui reconhecido (apesar de já lá não ir há 7 anos), passeei no Glicínias (que está largamente na mesma), passei diante de onde ainda me lembrava que colegas e amigos tivessem morado e, claro está, calcorreei o Campus de Santiago, desde o Complexo Pedagógico até à nova Reitoria, depois passei no glorioso Departamento de Electrónica, Telecomunicações e Informática, diante do bar do Departamento de Biologia, seguindo em direcção ao Departamento de Línguas e Culturas e à Velha Reitoria.

Sabeis que mais? Foi giro. Recomendo. Mas, sobretudo, recomendo abolir o "um dia destes". Vão já!

Pax vobiscum atque vale.

2017-02-09

Bitcoins do pé para a mão

Precisava de 0.033 bitcoins... alguém me sabe dizer como é que as adquiro (a troco de alguma coisa como €36.00) sem ter que andar a revelar mais que o que me apetece a um site qualquer?

2017-01-27

Obrigado LN && o blog, e o blogging

Obrigado LN por teres respondido.

Blogging, e continuar a blogar, nos dias de hoje, é uma questão complicada.

Primeiro, 90% da atenção vai para as chamadas redes sociais.
Tentar manter uma presença de um blog nos Facebook da vida é uma experiência fracturante. Com um pé metade dentro do Facebook e outro metade fora, é duas vezes o esforço.

O facto do Facebook aparentar estar a seguir uma estratégia de querer ser a Internet leva a que eles deixem de suportar coisas que se calhar faziam sentido, como seguir os posts/comentários numa página por RSS.

Ou se usa as API deles ou chapéu.


Por outro lado, agora somos adultos responsáveis (tm). Um rant ou um sublinhar da idiotice de alguém pode ter consequências para o nosso futuro, se um post se tornar demasiado famoso.
Gostava de poder blogar sobre assunto W, Y e Z, mas provavelmente é considerado desbocar-me sobre a empresa em que trabalho, e mais uma vez, se tiver demasiada atenção, pode causar problemas.

Mas pronto, é um desafio, não são factores impeditivos, só que aliados ao cansaço, à frustração e ao sentimento NOC [No One Cares], acabam por ser uma rolha mental.
Isso e estar sempre de um lado para o outro, em casa ser para estar em família, no trabalho para trabalhar, etc., etc., é outro factor de limitação. Para contexto, estou a escrever isto no Centro Comercial, enquanto a mulher está a tratar da manicure.

Mas pronto, fim de rant.

É bom saber que há pessoas a ler.

Vou voltar a blogar :)

Olá! Alguém me lê?

Olá! Alguém me lê?

Por favor comentem!

2016-12-27

Os gelados de Richard Hammond

Ora bem, antes de mais, e com algum atraso (porque mais ninguém se maçou com fazê-lo), DJIMGOLBELS, CRL, DJIMGOLBELS!

Seguidamente, chamo a vossa atenção para este artigo.

TL;DR, o Richard Hammond, famosamente outrora do Top Gear, e famosamente agora do Grand Tour, fez uma graçola acerca de homens que comem gelados serem homossexuais e certos indivíduos ficaram ofendidos.

Antes de partirmos para uma análise cuidada de uma piada parva (no bom sentido) e de uma reacção exageradamente parva (no mau sentido), estabeleçamos que, ainda que o Hamster ache que um homem adulto a chupar um Magnum, um Mini-Milk ou mesmo, concebivelmente (ou talvez especialmente) um Calippo dê um certo ar de gay*, nenhuma pessoa razoável acreditaria que o Hamster ache que um homem adulto a chupar um Magnum, um Mini-Milk ou mesmo, concebivelmente (ou talvez especialmente) um Calippo seja necessariamente gay*.

Ora, para que não restem dúvidas, este vosso antigo colega e amigo deu-se ao trabalho de transcrever toda a conversa relativa à piadola:

(não é que não me tenha lembrado de traduzir a conversa, mas há aqui alguém que precise disso?)

Jeremy Clarkson: Bit more conversation for you...
Richard Hammond: Oh, good!
JC: I think, with the exception of Rolls-Royce, Volvo now make the best car interiors of anybody. (a audiência reage) They're very, very good.
James May: Weirdly, I don't like to, but I agree with you, because I went in the new S90 the other day and the interior is superb.
JC: We've got a picture of it here.
JM: Yes, that one!
JC: The thing about it is, they use pale colours. They've got pale coloured seats, pale coloured carpets, pale wood and that makes it feel light and airy and spacious. The only problem is that in one of those you couldn't enjoy a chocolate Magnum ice cream.
(a audiência ri-se)
RH: It's alright; I don't eat ice cream. Something to do with being straight.
(a audiência ri-se clamorosamente e aplaude)
JC: Why are you applauding it? What do you mean? Are you saying everyone who like ice... so you're saying...
RH: Well, you know, ice cream is a bit... you know...
JC: You're saying all children are (entredentes) homosexual.
RH: No. But... There's nothing wrong with it, but a grown man, eating an ice cream it's... you know, it's a bit... it's that way (gesticula para a esquerda) rather than that way (gesticula para a direita). It's just...
JC: (para a câmara) Welcome to the inside of Richard Hammond's head.
RH: I'm right! I can't believe you can't see that. It's easy; it's in front of you.
JC: You could enjoy a '99**** in there.
RH: You mean a 69.
(a audiência ri-se)
JC: No, 99. But it couldn't have the chocolate thingy. (gesticula, emulando, com o dedo indicador, um 99 cent flake espetado obliquamente na bola de gelado)
RH: My case rests!
(a audiência ri-se)
JC: No, the chocolate thingy...! (gesticula como antes, mas mais enfaticamente)
JM: But if you had a Volvo, if you had that Volvo, you could have a white Magnum....
JC: True.
JM: ... or a Milky Bar.
JC: Yeah, but not a Double Decker.
JM: Well, a flake is worse...
JC: No, Double Decker's worse.

Depois seguem para uma discussão acerca de qual chocolate faz mais migalhas.

Agora quero chamar a vossa atenção para dois parágrafos do artigo para o qual linkei (linquei? Lin Kuei?):

Primeiro - "In front of a live audience, Clarkson pointed to an image of the interior of a Rolls Royce, saying: “The only problem is that in one of those, you couldn’t enjoy a chocolate Magnum ice-cream.”"

- Era um Volvo, sua imbecil (Elle Hunt, autora do artigo)! Nem um Volvo de um Rolls-Royce distingues e tens a audácia de querer criticar seja que iota for de um programa de automóveis?!

Segundo - "A spokesman for LGBT equality charity Stonewall said Hammond’s choice of words were not only ridiculous, but “chosen purposefully to mock and belittle”."

- OK, tendes todas as palavras que o coitado do Hamster disse acerca do assunto escritas ali acima. Agora dizei-me quais é que "gozam e fazem pouco" dos homossexuais? Seja lá quem for que financia este cobarde miserável, que nem sequer se dá ao trabalho de fazer por que o seu nome acompanhe as suas palavras como convém a qualquer pessoa que fale com a convicção de manifestar os valores que acredita serem correctos, sabe ao menos para onde vai o dinheiro? É que se me dissessem que eu andei a pagar os almoços e os SMS deste escroque a quem não posso sequer dirigir devidamente os insultos que merece ia haver uma série de rabinhos muito vermelhinhos entre eu e ele...

Porra, qualquer dia, se mandar uma topada com o dedo grande do pé na mesa de café, nem "foda-se" posso dizer sem ser multado... Foda-se!

Pax vobiscum atque DEUS VULT!!!

* = Aqui uso o termo "gay" desconotadamente, ou seja, isento de qualquer deterimento ou pejoratividade, não vá algum paneleiro** ofender-se.
** = Aqui uso o termo "paneleiro" independentemente da orientação sexual do sujeito. Fazendo minhas das palavras do cómico e actor*** Louis C.K. (traduzidas por mim), eu nunca chamaria um homem homossexual de "paneleiro", a não ser que ele se estivesse a armar em paneleiro.
*** = Aqui uso o termo "actor" na sua gloriosa "antiga" ortografia. Se algum paneleiro** se ofender com isso, TANTO MELHOR!!!
**** = '99 refere-se a um "99 cent flake", uma folha fina e quebradiça de chocolate enrolada na forma de um cilindro que se esboroa em lascas e migalhas com facilidade, que também é o nome de um gelado servido em cone com um 99 cent flake espetado. [citation needed]

As desvantagens de uma educação de elite

Apareceu no HackerNews um post dedicado às desvantagens de uma educação de elite.

Só se lembraram disto foi depois do Trump ganhar :p