2017-11-19

A treta to post-blogging

Apercebi-me esta semana que o Knight4 não conhecia o uBlock Origin.

Como é possível?

A culpa é do mundo do post-blogging. Antigamente pelo menos viamos os blog titles de todos os nossos amigos que tinham blog.

Agora estamos dependentes do Facebook e da nossa vontade de encher a plataforma deles para eles fazerem guito com o nosso conteúdo -- dado não ser possível ler (normalmente) o conteúdo sem pertencer ao Facebook.

2017-11-11

Install HP Softpaq Silently without Extraction or Reboot

Recortado de: https://mattwv.wordpress.com/2016/06/06/install-hp-softpaq-silently-without-extraction-or-reboot/
Quick little note for me to remember the silent install command for the HP Softpaq. No need to extract and search the %Temp% location for the MSI files. Use the the following command to install the Softpaq silently without reboot: setup.exe /S /v"/qn /norestart"

2017-11-02

D. João II, ou "o gajo mais esperto a estar à frente deste país"

Este post é um post do Peres, de que eu me apoderei e publiquei, com o intuito de o incentivar a acabar este post, começado em 23/04/2011.

Estamos em 1502.

2017-10-27

Hoje: Segurança Social

"Pronto, lá vem este gajo queixar-se outra vez..."

Tendes todo o direito de pensardes o mesmo, mas, por uma vez, enganais-vos...

Portanto hoje fui à Segurança Social, o que não foi exactamente fácil...

Isto vem na peugada de ter sido convocado pelo Instituto do Emprego e da Formação Profissional para prestar provas da procura activa de emprego. Até aqui, tudo bem. Aliás, calhou bem, porque fui convocado na semana em que comecei a trabalhar. Decidi matar dois coelhos* com uma cajadada e, na mesma penada, informar os senhores do Centro de Emprego de que já estou ocupado. Assim fiz, e a senhora que me atendeu (desta vez posso dizer que era uma senhora, porque só tenho coisas boas a dizer dela) disse-me, com grande ênfase, que comunicasse o mesmo à Segurança Social e tentou explicar-me onde eram os escritórios da Segurança Social. Não nos entendemos nesta questão, principalmente porque sempre que ela referia um ponto de referência, eu pensava no acesso ao mesmo por uma rua paralela àquela que ela tinha em mente (enfim, cenas de quem não é de cá...). Portanto, procurei no Google...

Para quem não conhece S. João da Madeira, é uma cidade onde não se pode estacionar. Aliás, em muitos sítios, mesmo circular não é fácil. De facto, o melhor lugar para conduzir é, sem qualquer sombra de dúvida, a zona pedonal (sim, eu sei...!). De maneiras que, mesmo sem saber exactamente onde era o escritório, procurei estacionamento perto de onde o Google indicava e segui a pé. Calcorreei a rua (era uma rua pequenina) sem sucesso, até que entrei numa loja ("O Xanateiro"; gente simpática), onde um cavalheiro (acho que posso dizer que era um cavalheiro, apesar de também não ter razão de queixa) me disse que o Google Maps estava errado (segunda vez este mês). Deu-me igualmente indicações claras, e eu fiz-me novamente ao caminho. Rapidamente, mesmo a pé, dei com os escritórios sa Segurança Social; aliás, são perto de minha casa.

É nesta altura que devia enfatisar o plural, porque encontrei duas portas, aparentemente indistintas, ambas marcadas como sendo um escritório da Segurança Social. Entrei na primeira e procurei a máquina das senhas, mas não havia máquina das senhas. Havia, no entanto, um balcão assinalado "Recepção" com uma pequena fila de pessoas. Assim que me juntei à fila, a senhora (desta vez, é um risco que corro) que estava do outro lado do balcão levantou-se e sumiu. Re-surgiu 20 minutos mais tarde, rapidamente atendeu toda a gente à minha frente e informou-me que o escritório que eu queria era o outro.

Enfim, foi azar.

No outro escritório já havia máquina de senhas. Tirei vez e juntei-me à sala de espera, onde todos os assentos estavam ocupados e criancinhas pequenas e extraordinariamente barulhentas davam azo ao tédio (evidentemente que tenho que citar o Padre António Vieira, e dizer que "se com uma linha de coser e um alfinete torcido vos apanha um aleijado, por que haveis de ser as roncas do mar?", mas a verdade é que se até eu estava preparado para comer a minha própria bóina para aliviar o aborrecimento, coitados dos putos...). Enquanto esperava vez, fui observando a sucessão de combinações das diferentes filas para as quais a máquina emitia senhas e dos balcões que as chamavam. Prestei igualmente atenção à ordem com que os números das diferentes filas se sucediam num mesmo balcão. Concluí que, apesar das "diferentes" filas, todos os balcões (mesmo o da tesouraria) estavam aptos a chamar números de qualquer assunto. Consequentemente, ao invés de cada balcão se concentrar numa única fila, todos os balcões chamavam utentes pela ordem de chegada, independentemente da "classe" da sua senha. É nesta altura que eu tenho que perguntar "então para quê filas diferenciadas?". Claro que me podeis dizer que, se todos os balcões chamam utentes pela ordem de chegada, e todos os balcões tratam de todos os assuntos, então não faz diferença para o utente tirar uma ou outra senha, já que teria sempre que tirar senha. Inclinar-me-ia a concordar, não fora um aviso (impresso num papel pequenino e escondido num canto) detalhando o propósito de cada fila e ameaçando que qualquer utente que tirasse a senha errada teria que tirar nova senha e voltar a juntar-se à fila de espera. Quis mesmo trazer-vos uma fotografia do mesmo aviso, mas um aviso muito mais proeminente alertava para o facto de ser proibido capturar imagens naquele local (a Segurança Social não deve querer que haja provas do que faz...).

Eventualmente fui chamado, e atendido por uma senhora (novamente em segurança), que me informou de todas as medidas que eu podia ter tomado "burrocraticamente" em função da minha situação, com o proviso de que não conhecia as revindicações das Finanças acerca de cada uma delas (também não é o trabalho dela saber o que diabo vai na cabeça das Finanças...), e a quem eu informei do mesmo que tinha dito no Centro de Emprego. Em resposta, ela disse-me que já sabiam, que o Centro de Emprego lhes tinha já dito tudo e que escusava de ter vindo.

...

Pax vobiscum atque vale e pensamentos felizes. Bom fim de semana.

*Ainda se pode dizer "matar dois coelhos com uma cajadada" ou também já há vegans a disparatar com essa cena do "politicamente correcto"?

2017-10-25

Um pequeno resumo de BIOS dos laptops Toshiba e HP (consumer)

BIOS Toshiba

  • gráfico, laggy.
  • Não permite importar chaves para Secure Boot.
  • Não permite configurar mais do que uma entrada por partição EFI

BIOS HP
  • texto
  • permite importar chaves para Secure Boot
  • permite selecionar várias entradas dentro da partição EFI

2017-09-14

Harry Potter e a Câmara da Autoridade Tributária

Ninguém me desconvence de que as Finanças foram inventadas pelo Lord Voldemort com uma daquelas ampulhetas de trazer ao pescoço que a Hermione tinha no 3º filme, para fazer os muggles sofrer sem ter que estar sempre a lançar a maldição Cruciatus.

Portanto, estou para iniciar a minha participação num projecto que, com alguma sorte, culminará na distribuição de uma nova ferramenta cirúrgica (infelizmente, o acordo de confidencialidade ao qual estou sujeito impede-me de vos falar a fundo do mesmo... o que é uma pena, porque estou genuinamente convencido de que pelo menos alguns de vós o irieis achar extremamente interessante. Falai comigo em privado, se quiserdes participar igualmente; por ora, direi apenas que a área de machine vision terá um papel preponderante), mas, devido à natureza independente do projecto e à maneira única como o mesmo é financiado (a qual não é, certamente, semelhante à maneira única como a BBC é financiada; mesmo assim, não me parece boa ideia esmurrar o meu produtor), não poderei ser contratado convencionalmente e serei pago directamente e à peça.

Sucede que a invenção mais infame daquele que não será nomeado exige ser informada da quantia que receber para poder roubar-me uma parte, com a qual encherá os bolsos de agentes incompetentes da autoridade, sem dúvida na esperança de que eu opte por lançar a maldição Avada Kedavra sobre mim mesmo (ou faça uma série de Horcruxes... nesta altura do campeonato, ambas são igualmente prováveis), mas, como isso, nestes termos, é demasiado simples, não serve (quereis mais provas de que as Finanças não foram inventadas por um engenheiro - ou, pelo menos, por um engenheiro dos bons?). Assim sendo, existem, pelo menos, duas formas de me deixar assaltar pelo estado: mediante recibos verdes, caso não queira vir a ver sequer o valor da minha renda de casa, que é só o segundo apartamento mais barato que encontrei para arrendar nesta terra (por 20 "Galeões" inteirinhos todos os 12 meses de cada ano); ou mediante a Prestação Única de Serviços.

Hoje, depois de ter conversado acerca do assunto com a contabilista que está associada ao projecto (os meus estimados colegas e amigos sabem que eu tenho uma certa raivinha de estimação à malta administrativa em geral - gestores, contabilistas, advogados, chefes de polícia, etc. - mas, desta senhora, cujo nome sonegarei, só tenho coisas boas a dizer), fui, pela segunda vez esta semana e por este motivo, às Finanças...

Era agora que eu vos diria quem me atendeu, mas não posso, ou antes, não se pode. Dir-vos-ia que era uma senhora, mas, conforme vos relate que esta criatura amarga e impolida não fez senão levantar entraves, relatar mentiras e repetir, por várias vezes, "Ouça! Ouça! Ouça! Ouça!" quando eu não estava a fazer nem podia fazer senão ouvi-la, mas não se pode, nos dias que correm, fazê-lo sem incorrer a ira de quem leia nestes termos que todas as mulheres são incapazes, incompetentes, ignorantes, rudes, antipáticas e feias, ao passo que, por omissão, nenhum homem pode ser imbuído destas falhas - o que qualquer pessoa, independentemente do seu sexo, nacionalidade, raça, estrato social, classe, educação, casta, filiação, profissão, história sexual, religião ou credo, desde que tenha um módico de inteligência, vos saberá dizer tratar-se de um absurdo.

Ao invés, dir-vos-ei que 16 goblins enfiados numa camisola cor-de-rosa (não é tão implausível como julgais; a criatura que não vos posso adequadamente descrever apresentava, realmente, cerca de 2^4 vezes a massa e o volume corporal do actor Warwick Davies, conhecido em todo o mundo pelo seu desempenho enquanto Wicket ("O Regresso de Jedi", 1983), Leprechaun (filme epónimo, 1993), Professor Flitwick (série de filmes "Harry Potter", 2001 - 2011) e Griphook (idem), entre outros), não souberam senão corroborar o estereótipo de que as Repartições das Finanças são operadas exclusivamente por incompetentes malcriados e antipáticos com iguais aversões a trabalhar e ajudar os utentes.

Semelhantemente, não vos posso dizer que, conforme revindiquei ser atendido por outro funcionário, me ajudou um cavalheiro amável, educado e extremamente prestável sem que o mesmo grupo de idiotas que censuraria os dois parágrafos anteriores interpretasse o mesmo como um acto de exultação das virtudes de todos os homens e, por omissão de semelhantes alvíssaras, uma condenação de todo o sexo feminino. Ao invés, revindicarei que um Dementor, aposentado dos seus dias enquanto guardião de Azkaban, me soube, incaracteristicamente face à sua natureza, ajudar. Para além disso, a sua presença gélida mais que colmatou a falta de ar condicionado. Atrevo-me a propor que seja um Dementor o próximo Ministro da Magia.

(Pelo amor de todos os deuses em quem não creio, livrai-vos de ver na frase anterior uma apologia do afastamento de todas as mulheres de cargos de administração pública; não há em todos os mundos combinados ferramentas cirúrgicas que cheguem para me dar saúde suficiente para aturar merdas dessas! Já bem basta quererem que apresente o meu carro como sendo "um Ford Fiesta Afro-Americano"*!)

Fiz muita questão de deixar bem patente com o cavalheiro que me atendeu que, se todos os funcionários fossem tão prestáveis, simpáticos e educados como ele, não existiria o arquétipo da "chatice que é ir às Finanças" (posso ou não ter mesmo empregue a hipérbole de que "toda a gente cá estava batida todos os dias por prazer"), ao passo que a colega dele não servia senão para perpetuar os sentimentos negativos dos utentes em geral em relação àquele serviço.

Escusar-me-ei de salientar a idiotice de pagar ao estado 23% de tudo quanto receber para, seguidamente, pagar 23% de tudo o que gastar. Escusar-me-ei de propor que cada cidadão possa optar por prescindir de um ou mais serviços públicos em contra-partida de uma redução dos seus impostos. Escusar-me-ei mesmo de exigir que seja discriminado a cada cidadão em que medida é que cada cêntimo da sua contribuição para os bolsos dos estadistas do estado é gasto. Mas, foda-se, não posso deixar de exigir que, se insistis em levar uma fatia choruda de cada migalha que o meu trabalho me auferir, ao menos me trateis condignamente quando, na minha melhor fé, tentar, por todos os meios, subjugar-me às vossas ridículas regras! É pedir assim tanto!?

Pax vobiscum atque vale.

* - Em boa verdade, não conheço alma que se ofenda por descrever o meu carro como "preto". Por enquanto...