2018-08-19

Séries que estou à espera que (re)comecem

 Séries que estou à espera que (re)comecem:
  1. The Orville (Dezembro)
  2. Star Trek Universe (início 2019)
  3. "Picard"
  4. The Good Place
  5. The Expanse
  6. Cobra Kai
  7. Black Mirror

 Séries que estou à espera que quando (re)começarem deixem de encher chouriços:
  1. The Handmaid's Tale


Séries que estão à espera que eu as recomece:
  1. Deep Space 9
  2. The Wire (5ª season) 
  3. Attack on Titan [anime]
  4. Maid Sama [anime] 
  5. Enterprise
  6. Dragon Ball Super [anime]

Séries que estão à espera que eu as comece:
  1. The East Wing

Séries que desisti de ver:
  1. Z-Nation
  2. Sword Gai [anime]
  3. Monster [anime]
  4. Narcos
  5. iZombie
  6. Tokyo Ghoul [anime]

Séries que terminei:
  1. One-Punch Man [anime]

2018-07-25

Hoje: Hardware - HTC Vive Pro

Há já quase dois (2) anos que eu corajosamente me aventurei no território vicioso que é Londres de Sadiq Khan (e só veio a piorar desde então) e de lá resgatei um HTC Vive - e isso mudou a minha vida para sempre.

Ontem veio cá um senhor da UPS e deixou uma caixa branca em troca da minha assinatura:


Uma vez que não tenho espaço para usufruir da área de jogo alargada da nova versão, mandei vir só o HMD, que é indissociável da Link Box, e continuo a usar os comandos e os Lighthouses da versão anterior.

Portanto, vamos lá a comparar as duas versões:


A proverbial brochura anuncia, com grande pompa e circumstância, que o novo modelo é mais pequeno, mas, como podeis ver, não por muito. No entanto, a mesma brochura reclama que a distribuição do peso do novo HMD é tanto melhor que o aparelho parece mais leve de usar - e, realmente, tenho que concordar; o novo "capacete" parece, de facto, mais leve que o anterior. No entanto, ao passo que a versão original trazia uma tira (enfim, um pequeno arnês) de tecido elástico com que se segurar, a nova versão traz um suporte semi-rígido, o que resulta num aparelho aparentemente mais volumoso, apesar das suas dimensões (mais) reduzidas.

Ora, essa mesma tira semi-rígida, que se ajusta com um parafuso que a alarga ou retrai, em vez de empregar fechos de Velcro, como a anterior, é agora acolchoada e extremamente confortável. Como bónus, este aparato inclui auriculares articulados que, em princípio, devem servir a toda a gente que não tenha uma cabeça esquesita (por fora; por dentro podeis ser tão esquesitos quanto quiserdes que o HTC Vive Pro servir-vos-á igualmente bem). Estes mesmos auriculares, a princípio, fizeram-me torcer o nariz, habituado que estou a usar auriculares de silicone, mas que me rapidamente me convenceram; não só o som é melhor que o que eu esperava como também o conforto é surpreendente. Não primam, no entanto, pelo isolamento acústico que providenciam, e, por serem tão articulados, torna-se necessário acertá-los bem antes de começar a usar o dispositivo; caso contrário os cliques e estalidos das articulações a "descobrirem" a posição ideal chateiam um bocado.

Os écrans, de acordo com as especificações técnicas, são 0.1 polegadas mais pequenos que os da versão anterior, mas, em minha opinião, o mesmo não faz diferença. Diferença faz, sem dúvida, a resolução mais elevada, que finalmente permite ler as letras pequeninas em VR - e já não era sem tempo. Não é o fim definitivo do efeito de malha que o Vive original impunha à imagem, mas é certamente uma malha muito mais fininha. No lado negativo, à semelhança do que acontecia com o aparelho original, a peça que separa os dois écrans deixa-se corar pela luminosidade dos écrans, e surge visível no canto do olho, o que aborrece - talvez ter lá posto uma unha de Vantablack, HTC...

Em termos de conforto, o aparelho permite maior controlo sobre a distância interpupilar, permitindo precisar valores que a versão anterior abrangia, mas não especificava. Os écrans podem, tal como dantes, ser puxados à frente ou atrás. A máscara que assenta na cara é tão macia como a sua predecessora e, apesar das revindicações de que assenta na cara melhor, não encontrei grande melhoria nesse campo - o que, de mais a mais, não era particularmente necessário. A versão anterior, apesar de poder ser usada com óculos graduados, frequentemente mos "agarrava", tirando-mos da cara quando eu tirava o aparelho; já a nova versão parece ser mais acomodativa. Postos todos os melhoramentos juntos, o aparelho torna-se, de facto, mais confortável de usar por períodos mais alargados, mas, ao fim desse período, torna-se mais desconfortável mais depressa - ou seja, não excedam o limite recomendado, fazei pausas e, se vos sentirdes mal, jogai noutro dia (e todas essas coisas que a literal brochura diz). Direi, no entanto, em jeito de crítica, que, ainda menos que o modelo anterior, o novo não permite tê-lo colocado, mas puxado para cima, para comutar rapidamente entre a realidade virtual e a realidade chata em que estou fechado neste escritoriozeco minúsculo cá em casa com as paredes mal pintadas de cores estúpidas e mais a porcariada da tartaruguinha - mas que raio estava eu a pensar quando alugei este pardieiro!?

... 

(não liguem; é um efeito colateral frequente de se sair da Realidade Virtual; já passa...)

Ora, como eu dizia, nem o modelo anterior nem este permitem comutar rapidamente entre realidades, sendo incontornável o "tempo morto" de pegar no aparelho, ajustá-lo bem, apalpar em redor à procura dos comandos e pegar neles.

Confirmo igualmente que não detectei nenhuma quebra de performance em comparação com o modelo anterior, apesar de não ter mudado mais nada em termos de hardware - e o meu CPU é um Intel 2700K de 2011, ou seja, nada particularmente recente; tanto, aliás, que, em 2016, o aplicativo da HTC que avaliava o sistema e dizia se suportava o Vive ou não advertia que VR podia ser areia demais para a camioneta do meu CPU - curiosamente, no entanto, a versão mais actual reconhece que o meu CPU chega e sobra para VR. Convém, se calhar, dizer que a minha gráfica é uma GTX 1070, comprada na mesma semana em 2016 que o meu Vive (e na mesma rua, mas não na mesma casa).

E agora, a questão que adivinho estar mais fremente nas vossas mentes...

Suporte para a Bimby: não tem.

Numa apreciação final, por um lado, muito boa onda da HTC de se ter lembrado dos early adopters e não nos ter obrigado a comprar hardware redundante só para poder ter melhor imagem (sim, eu sei; depois de tudo o que estive para aqui a dizer, tal afirmação é quase criminosamente sobre-simplista, mas, no fundo, é essa a diferença mais significativa); por outro, fico com a impressão de que a HTC sub-valoriza o valor do hardware de que nos permite prescindir, e não posso, em boa consciência, dizer que este upgrade "vale todos os cêntimos que custa". Posto isto, não me arrependo da compra.

Direi mesmo mais: para quem está interessado em aventurar-se na terra do VR, mas estava reticente em comprar "a primeira porcaria que chegar ao mercado", tem agora um produto mais refinado, e o pacote completo, atrevo-me a dizer, vale todos os cêntimos que custa.

Pax vobiscum atque virtual. 

2018-06-20

Falando de coisas importantes (credo, não...!)

Vocês conhecem o Wish.com?

Se NÃO:

- 'Tá aqui... é tipo o Amazon, só que... não exactamente...?

Se SIM:

- E que tal?

Pax vobiscum atque vale (e dois ovinhos estrelados, que hoje sinto-me generoso).

2018-06-13

Um serviço [web] para lavar as mãos, e outro para puxar o autoclismo

One-liners bring readers.

Graças à Internet e, quiçá, à pirataria, muitos serviços que antes eram feitos localmente são agora feitos através de serviços.

Dois exemplos são
  • leitores de RSS (cheguei a usar o FeedDemon)
  • gestão de dinheiro

Mas as opções offline têm vantagens: não dependem de infra-estrutura externa e, tipicamente, não têm subscrição.

O QuiteRSS é um programa que permite ler RSS (mantenho o feeds.db do programa numa pasta partilhada no Dropbox para o poder usar em diversos computadores). NOTA: não há versão para telemóvel.
O Inoreader é a minha recomendação em termos de Website -- grátis com publicidade, €1,25/mês se não quiserem).

Para gestão de dinheiro deram-me a conhecer o MoneyManagerEX (há versão para telemóvel).
Sei que existe um serviço português que faz tudo automaticamente mas como nunca usei não sei o nome (edit: será o Boonzi ?).

Punch-line: none. Só partilhar informação.


2018-06-03

Read-only web: o caso dos sacos do lixo

Eu leio muita coisa online. A maior parte delas em estabelecimentos profissionais (blogs, Facebook pages, sites, ...) cuja isenção eu não conheço.

Os nossos posts em qualquer rede social são endrominados em termos de audiência (quer porque requerem login, quer porque desaparecem no meio da feed cheia de tretas, quer porque aparecem numa feed que é suposto entreter, não pensar, dada a quantidade de posts). O que é normal. O Facebook (e outros) vieram substituir os blogs de entretenimento, não espero que o tempo volte para trás.

Assim, considero esses sites profissionais como read-only web. Qualquer tentativa de participar nos comentários é fútil, devido à enorme quantidade de trolls e lolmetooyouresofunny, e sem tendência a melhorar. Em adição a isso, os patrocínios ou incentivos desses sites para informar são-nos opacos.

Por isso, considero os blogs e os fórums como estabelecimentos na Web onde ainda se pode participar racionalmente.

E assim, quase que termino o meu post. Mas aproveito para dizer que tanto eu como a minha sogra (e possivelmente a minha mãe) consideramos que os sacos de lixo Vileda são os melhores. Os Silvex, apesar de terem bom aspecto, rompem-se facilmente.


Fico feliz por poder publicar nisto num blog onde posso, eventualmente, ajudar pessoas que pesquisem no Google, ou noutra entidade qualquer que não seja um monopólio.

2018-04-30

Avengers: Infinity War - Part I (uma crírica sem spoilers)

Não vos vou mentir; o universo cinemático da Marvel é a minha fanchise cinematográfica favorita do momento e, para não perder pitada, obriguei-me a ver até os filmes em que não tenho grande interesse como preparação (nomeadamente, ambos os filmes dos Guardiães da Galáxia, que não são maus, mas, no meu entender, também não são os melhores da franchise, e os "Black Panther", que é, no meu entender, o pior da franchise).

Mas este é bom. É preciso conhecer as personagens todas de antemão, porque esta franchise tem-se vindo a construir ao longo dos últimos dez (10) anos*, e o filme não está para repetir o que deviam ter estudado em casa**. Para entenderdes as diferentes relações entre as várias personagens e o status quo do universo do filme quando este começa, tereis de ter, pelo menos, um entendimento superficial dos filmes que o precedem**. Cumpridos estes requisitos, estais prontos para desfrutar do culminar de uma década de cinema.

Desde o primeiro momento que o filme não se ensaia nada em misturar personagens de diferentes filmes, exacerbando, deliberadamente, os contrastes entre os diferentes tons dos diferentes filmes e das personagens que os protagonizam, tentando - aliás, com bastante sucesso - criar com isso algo belo. Nesta questão, tenho que salientar ainda que o filme, respondendo às preces de montanhas de fãs, mostra-nos finalmente as interacções entre os personagens mais loquazes dos seus respectivos filmes, produzindo drama, comédia e acção em iguais medidas, enquanto salienta as diferenças entre acturos cujos nomes viémos a idolatrar, exacerbando, ao mesmo tempo, as diferenças entre não só as personagens como também os actores que as interpretam e entrelaçando os melhores fios do novelo de cada um numa tapeçaria deslumbrante.

O filme não se poupa ao rótulo de "um filme de acção", oferecendo cenas visualmente espectaculares e momentos "Fuck Yeah!" amiúde, permeados com "piscadelas de olho" aos fãs acérrimos dos filmes e das bandas desenhadas - tenho a impressão de que o General Peres ia gostar deste filme.

Folgo em constatar e anunciar que este filme rejeita firmemente todos os avanços corrosivos da justiça social - os membros do elenco de diferentes raças, sexos, etenias, orientações e espécies são o que são (o que tem vindo a ser estabelecido) e não são o que não são (tokenismo, acção afirmativa, "progresso" a bem do próprio "porgresso", etc.). Não há linhas marcadas entre etno-estados, ideologias sociais, teoria de géneros (seja lá isso o que for), supremacia racial ou outras coisas feias. E, por mais que pense, não consigo lembrar-me de ninguém que tenha cabelo roxo. A Nebula tem pele azul, a Gamora tem pele verde e o próprio Thanos é arroxeado, mas não tem cabelo.

Mas, guardando o melhor para o fim, direi que o maior sucesso deste filme é criar (enfim, apresentar) um antagonista quase "amável", infinitamente distante do arquétipo do "mau" que é mau só porque nasceu mau, e mesmo mais interessante ainda que o vilão movido por um desejo egoísta que se sobrepõe à moralidade e à ética; ao invés, este vilão acredita piamente na virtude do seu objectivo ulterior, faz-se sofrer com os sacrifícios a que se obriga e reconhece o valor dos seus adversários (mas mais não digo). É muitíssimo mais interessante que um "mauzão" que escarnece abertamente do melhor dos seus inimigos enquanto retorce o bigode com uma gargalhada sardónica - digo eu, com os nervos.

No lado negativo, o filme só acaba para o ano, mas, antes de pausar até então, deixa a sua própria história bastante "arrumadinha", sem os cliffhangers de que a televisão se sustinha nos anos 60 (e mais tarde...), pronta a ser continuada até à sua conclusão em 2019.

Recomendado!

Pax vobiscum atque vale.

* É verdade; o "Iron Man", que deu início a esta história toda, saiu em 2008. Agora para um bocadinho de contexto, desde 2008, acabei um curso universitário, tirei a carta de condução, mudei-me para outro país, matriculei-me noutra universidade, desisti de outro curso universitário, deisiti de mais de duas décadas de sonhos acumulados, voltei à terra natal, debati-me com uma depressão clínica, arrendei dois apartamentos, tive três empregos, comprei um automóvel e rapei o cabelo (não nesta ordem, mas lá perto). Entretanto, o Robert Downey Jr. continuou a ser o Iron Man - e cada vez mais cheio de pinta!

** Queria ter escrito aqui que não é preciso ver absolutamente todos os filmes da Marvel desde 2008, e listar a seguir só os filmes que oferecem informação indispensável à compreensão de rigorosamente tudo o que se passa neste filme, mas cheguei à conclusão que afinal não; se quereis ser capazes de devorar as entrelinhas do filme sem deixar de compreender uma sílaba que seja, tereis mesmo de os ver todos. Mas, ao menos, ofereço-vos uma checklist:

 - Iron Man (2008)
 - The Incredible Hulk (2008)
 - Iron Man 2 (2010)
 - Captain America: The First Avenger (2011)
 - Thor (2011)
 - The Avengers (2012)
 - Iron Man 3 (2013)
 - Thor: The Dark World (2013)
 - Captain America: The Winter Soldier (2014)
 - Guardians of the Galaxy (2014)
 - The Avengers: Age of Ultron (2015)
 - Ant-Man (2015)
 - Doctor Strange (2016)
 - Captain America: Civil War (2016)
 - Thor:Ragnarok (2017)
 - Spider-Man: Homecoming (2017)
 - Guardians of the Galaxy Vol. 2 (2017)
 - Black Panther (2018)