2014-09-30

Re: Retard Mobile

Apesar de normalmente concordar com o artigo com o Peres, a verdade é que não tenho problemas.

Talvez por usar o Ghostery que acaba por bloquear publicidade.

A título de curiosidade, visitem este link, Google Ad Peferences e carreguem no Edit :)

Anyway, devido a usar o Ghostery, que serve para bloquear tracking (e a maior parte dos ads tem tracking, logo são bloqueados), aqui fica o aspeto dessas páginas no meu computador:





Tive à mesma de encolher a ad (que não aparecia), mas fora isso, tudo ok :)

2014-09-23

Retard Mobile

#"$%&"#

Digo novamente, e em bold:
#"$%&"# para quem desenhou isto

Há uma nova geração de páginas web.
As desenhadas por gente que chegou à conclusão que apenas existem tablets e iphones.
E na ânsia de desenhar algo compatível com dispositivos móveis, chega a este ridículo:


O que é suposto ser isto?
Supostamente, economico.sapo.pt devia-me levar a uma página de notícias.
O que encontro é um cluster$#"#% de anúcios, menus mal desenhados, e informação mal formatada.
Depois de lutar para fechar publicidade indesejada, o "site" em toda a sua glória é isto:


Parte superior (barra preta): lixo
Pare inferior: lixo
Lado esquerdo: Em branco, lixo
Lado direito: Lixo
Centro: 1 notícia, OK, 2 outras supostas notícias, cortadas.

Confesso. Não li nenhuma notícia tal a frustração com a página, e dirigi-me à página do expresso:
expresso.pt
E não é que me deparo com o meu amigo, o gajo que pagou mais do que os outros pela publicidade:

Vá lá, procurem pelo botão de fechar.Sim, onde está o botão de fechar para a publicidade? 
Olho mais para baixo, e pimba, mais publicidade. Quase Quase que consigo ler o início de uma notícia.

Conclusão.
Estes moços, na ganância de publicidade e desenhos xpto, perdem um leitor.
Paço a usar só sites em que realmente consigo ler notícias.

Podem detestar, mas drudgereport.com tem tudo o que quero. Hiperlinks de uma linha. Tudo numa página.
Toma, e embrulha.





2014-09-03

Camadas de culpa

Ahh... Já tinha saudades de fazer uma posta aqui no blog!

Como os meus estimados colegas e amigos certamente não ignoram, ocorreu, aqui há dias, um escândalo de publicação de fotografias íntimas de certas actrizes e modelos.

Ora, sucede igualmente que, nos dias que correm, há uma certa moda do que se tem vindo a chamar "victim blaming", que, à partida, se apresenta como uma coisa idiota, que visa, por exemplo, recriminar vítimas de violação por se vestirem de forma provocante.

Naturalmente, este exemplo extremo daria a entender que o victim blaming é uma estupidez e que a vítima é sempre uma pobrezinha inimputável. No entanto, deixem-me salientar que, desde aquele incidente semelhante com a mascote oficial da Corporação Disco-Bar (Scarlett Johansson, para quem já não se recorda) que nunca mais tirei fotografias a mim próprio nu com o telemóvel (e antes disso também não, mas não vejo em que medida é que isso é relevante), e não é que tais fotografias nunca foram publicadas na Internet?

Antes que os advogados da Jennifer Lawrence venham por aí fazer barulho porque a conversa se está a tornar muito controversa, vamos antes falar de outra coisa. Deixem-me contar-vos uma história que me apareceu uma vez numa aula de inglês:

Certo homem casado vivia numa cidade atravessada por um rio onde não conseguia encontrar trabalho. No entanto, ofereceram-lhe trabalho fora da cidade. Quando ele, para ir trabalhar, teve que ir morar para fora da cidade, a esposa encontrou um amante com quem se entreter. Certo dia, no entanto, vieram dizer-lhe que o marido estava de regresso, e que ela teria que voltar para ele. Sucede, no entanto, que o amante vivia no outro lado do rio, e, quando ela o quis atravessar, encontrou a única ponte guardada por um soldado, que lhe disse que tinha ordens para atirar sobre qualquer pessoa que tentasse atravessar a ponte, e por mais que ela explicasse a sua situação, ele não se demoveu. Então ela encontrou um barqueiro, que se predispôs a levá-la para a outra margem, mas a troco de dinheiro, que ela não tinha. Ela voltou ao amante e pediu-lhe dinheiro para pagar ao barqueiro para voltar para o marido, mas ele recusou. Desesperada, a mulher lançou-se pela ponte fora, sob a mira do soldado, que atirou a matar. Ela morreu. Fim.

Surge agora o exercício: quem, nesta história, teve mais culpa da morte da mulher? Justificai a vossa opinião em 1500 palavras ou menos.

Pax vobiscum atque vale.