2010-10-08

Recessão...

Recessão económica em Portugal:

"O Carlos,
Enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).
Vestiu uma camisa e um jeans de marca (Made in Singapure). Depois de preparar as torradas na torradeira (Made in Spain) e enquanto tomava o café pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Ireland) para ver as previsões meteorológicas. Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro (Made in France) e continuou à procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através
do seu telemóvel (Made in Finland) o Carlos decidiu relaxar e sentou-se num sofá (Made in Sweden), ligou a TV (Made in Slovenia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL!"
~~~~ By Carlos Gomes (N.I.)

O que é que nós portugueses produzimos/exportamos afinal? (que não consumimos/importamos em numeros superiores)

9 comments:

Sintra said...

Por alguma razao temos defice neh? Nestes ultimos 10 anos alguma vez produzimos mais do que consumimos?
Andavamos ao colo da Europa. E todo aquele dinheiro que nos deram? Mal aproveitado: investido pra dar ferraris aos amigos dos politicos.

jp said...

Exportações Portuguesas de Grande Qualidade:
-Durão Barroso
-António Guterres
-Manuel Maria Carrilho
-Freitas do Amaral
-Vítor Constâncio
-...

Conclusão: Existe uma procura no mercado internacional pelos os nossos políticos! Vamos exportá-los!

ArabianShark said...

Eu começava por perguntar "o que é que Portugal produz para consumo interno?"

Por mais nacionalista/proteccionista que queira ser (leia-se, quisesse ser), onde diabo é que eu ia encontrar um computador, telemóvel, router, ou mesmo televisão feita em Portugal? Já não falo de automóveis, porque, pelo menos quando eu andava na escola, dúzias de regiões eram conhecidas por fábricas de montagem de automóveis, que não é exactamente a mesma coisa, mas para lá caminha...

O que me leva a perguntar: o que raio andam os nossos trabalhadores a fazer nas oito horas por dia em que lhes pagam para produzir coisas?

Pedro Francisco said...

Computadores é um mau exemplo, temos capacidade de montar, mas fazer um computador... Entrar nesse mercado é suicídio a não ser que queiras compensar com largas somas de dinheiro em investigação antes de começares a produzir componentes competitivos.

O pessoal de esquerda está volta e meia a dizer sectores onde Portugal era capaz de singrar, e o pessoal direita com medo do Estado ficar ainda maior deixa essas "escolhas" nas mãos dos privados que parece que têm medo de arriscar.

Sectores que me lembro seriam: pescas, transporte de produtos -- a ideia era que Portugal seria um óptimo "porto europeu" se quiséssemos investir nas infraestruturas.

Sintra said...

Uh, nos temos optimas infraestruturas... serio, quem dera ah inglaterra ter a mesma densidade de autoestradas como nos.

Nos temos eh uma falta tremenda de "management". Alguem que tivesse pegado em todo aquele guito da UE e feito alguma coisa de jeito. Investido nas nossas pequenas industrias e empresas, em vez de dar o guito a aldraboes, gatunos e amigos.
Investiu-se em energias renovaveis prai na segunda metade desta decada. E mal investido, pq novamente deixou-se ficar tudo para as grandes empresas e mtas delas estrangeiras. E isso significa que quem esta a lucrar com essas energias nao eh o pais mas sim terceiras entidades. Como nao foi o estado (ou nao se usaram pequenas empresas locais com ajuda do estado) por tras disso, estas entidades recusam-se a ter prejuizo e tem que ver o seu investimento retornado em 7 anos (cancelamento da divida do investimento inicial), o que por sua vez implica que esta energia fica mto mais cara que a energia da simples queima de carvao. Mas pera, a conta da electricidade n aumentou assim tanto? Ah pois nao, pq o estado anda ha 5 anos a criar divida para com estas entidades. Que significa isso? Daqui a mto pco tempo o estado nao vai conseguir manter essa divida e de repente a electricidade vai ficar mto cara.

Se ao menos tivessemos criado uma central nuclear...
Mas agora aliamos a nossa extrema dependencia em energia proveniente de fora do pais a uma energia carissima de dentro do pais.

João Davim said...

Ui... Isto dá pano para mangas...
O que fazem os trabalhadores portugueses nas 8 horas por dia que lhes pagam para trabalhar?
Na maioria trabalham...

É assim, Portugal tem poucas indústrias onde se agarrar..

Graças, ao Aníbal "Eu não tenho nada a haver com isto" Cavaco Silva, que vivemos um período de desindustrialização...

-Abatemos a frota pesqueira (Vá isto pode não ter sido assim tão mau)
-Fechámos fábricas
-Fechámos oficinas
-Enterrámos dinheiro sem fim no Alqueva para salvar a agricultura do Alentejo, mas agora é só projectos de campos de golfe que vão gastar água toda, e a agricultura que se foda
-Enterrámos dinheiro sem fim em auto-estradas que estão umas em cima das outras, em estádios, na Expo, na Ponte sobre o Tejo, no caralho mais velho e no mais novo e em todos no meio

E agora não temos nem guito, nem maneira de o arranjar.

Como desinvestimos fortemente na educação, e agora temos pessoal que está na universidade mas é analfabeto, e mesmo esses estão em cursos de Letras muito bons para providenciar caixas para o Jumbo, grande parte do guito que gastamos em educação é mandado para o lixo.

A solução é só uma. Golpe de estado, eu assumo o controlo disto, vendo a Madeira, com os madeirenses incluidos à Inglaterra, saio da EU, plano 3 quinquenais e daqui a 15 anos somos uma potência mundial

Anonymous said...

Nada como fazer golpes de estado sem saber como resolver o problema.

katanas said...

@Anonymous ... Why so Anonymous ??! ... Pq não dizes a tua verdade absoluta então?!

Anonymous said...

Não há verdade absoluta porque ninguém sabe o que fazer. Estamos num buraco tal que não é fácil ver uma saída, com ou sem revoluções e renovações políticas fáceis.

O problema é profundo e vamos precisar de décadas para o resolver; começa na mentalidade de cada e termina no que nós exportamos (que, de momento, se resume a vida e a alguma energia eléctrica que a aposta nas renováveis nos tem permitido).

Fora isso, acho que o TGV seria útil caso os portos consigam acompanhar o seu potencial e, claro está, se conseguirmos roubar algum tráfego de mercadorias à Holanda. Ainda assim, continuamos sem um plano económico bem definido (quanto mais viável...) e estas medidas de austeridade, embora importantes para evitar o descalabro imediato, só vêm prejudicar mais as pequenas e médias empresas.

TL;DR: enquanto não acabarem os tachos, não vamos a lado nenhum, com ou sem revoluções.

Hal