2006-11-18

Experiências... más. Ou talvez menos boas.

Depois de ler o novo post do senhor tubarão das arábias... quer dizer, depois de ler o comment a seguir ao post... pois, é mais depois de ter lido o meu próprio comment (vocês também lêm os vossos, olha que porra) e de ter achado alguma graça, achei que já fazia falta um tópico humoroso.
Então, achei que podíamos relatar algumas das nossas experiências mais cómicas, humilhantes e até assustadoras ou dolorosas.

Começo com uma:
Quando vivia em Moçambique, nas férias havia o costume de viajar. Um dos locais escolhidos era uma praia chamada Pemba. Aquilo tinha um pequeno complexo turístico onde o pessoal ficava.
Pois bem, uma das cenas a fazer era ir pra baía de barco ver os golfinhos e os corais. Passamos uma manhã em cheio e decidimos voltar pro complexo pra almoçar... e não é que a umas centenas de metros o cabrão do barco fica sem combustível. Havia o seguinte problema: algumas pessoas não sabiam nadar; o meu irmão era um bebé com uns 2 anos de idade; a maioria das pessoas que sabia nadar não aguentava nadar aquela distância toda; a maré tava a descer e arriscávamos ficar encalhados (e possivelmente afundar?).
Pois bem, decidimos que o condutor do barco ficava (ele também não estava ancioso pra se atirar à água) a tentar "reparar" o motor (tentou repetidamente, e sem sucesso, ligar os motores), e que eu mais um amigo do meu pai iríamos nadar até à costa com uma corda e depois puxar o barco.
Ganho o meu fôlego e mergulho. Vou a meio caminho (o amigo do meu pai ia ligeiramente afastado de mim) e já sinto algum cansaço. Decidi meter as aulas de natação em prática e fazer uma natação/respiração competente para não me cansar tanto. Isto caso não saibam envolve dar duas braçadas com a cabeça virada pra baixo e depois virar a cabeça e respirar.
Puta que pariu... a maré tava mesmo a descer rapidamente e sabem o que está por baixo de mim? CENTENAS DE OURIÇOS. Espigões completamente pra cima. Separava-nos uns 50 cm de água, e imaginem só que eu fui me lembrar que possivelmente devido aos fenómenos de refracção e de reflecção, eles tavam na verdade bem mais perto do que pareciamUi ui ui, que nunca nadei tão rentinho à superfície. Ainda foram uns bons 50 metros cagadinho de medo... Esqueci-me completamente que tava cansado. Nadei e nadei só a rezar que conseguisse sair dali a tempo. Evitei também olhar pra baixo pra não entrar em pânico. Finalmente cheguei a um baixio onde não haviam ouriços e procurei o gajo que vinha comigo. O sortudo tinha-se afastado um bocado e veio a nadar na boa sem preocupações. Fui ter com ele e lá puxámos o barco.
Escusado será dizer que não fui mais nadar pro alto mar.
Foda-se, que os colhões vinham-me nas mãos...

6 comments:

Peres said...

hmmm, situações da m#$#" queres tu dizer? Sim, ja tive algumas dessas...

Quando fui fazer orientação na suiça, segundo dia de prova. É bem normal que uma pessoa nas descidas alargue um pouco o passo, e assim eu fiz, era um descida bem longa. A meio caminho venjo fitas vermelhas nas bermas do caminho, mas cago para elas. A 3/4 do fim da descida, ja vou mais rapido, e vejo fitas vermelhas, agora em maior quantidade, cago para elas, abro mais o passo, e entretanto vejo 2 moças que estavam a ir com todos os cuidados.

Mesmo no fim da descida, eu ja devia estar perto de mach 1, vejo muitas muitas fitas mesmo na berma do caminho (estes suiços sao doidos penso eu). Creio que a 0.1 segundos da colisão, ainda consegui ver o arame de ferro a cerca de 10cm do solo, os meus pés ficam la presos, hehe, e não é que vejo mesmo o mundo a dar uma cambalhota? Cai de costas felizmente, mas a quantidade de asneiras que berrei fez as duas moçoilas que estavam a descer pararem e tomar notas da lingua de camões.

Outra má esperiencia é saltar para dentro de um buraco, e quando se espera solo firme, descobrimos que aquilo que se via e parecia solo era apenas limos e ervas no cimo de metro e meio de água.

Fábio said...

Uma experiência da bosta?
Vir para a Polónia e descobrir que na nossa universidade é tudo uma cambada de ladrôes, uma cambada de gatunos, e uma cambada de Xupistas.
Perdoem-me o desabafo mas isto de andar a falar em conferências no messenger com 150 ERASMUS revoltados porque vão receber um terço do que nos prometeram anda a comer-me a cabeça toda.
PS: fazer cadeiras na Polónia tb é grande aventura!
Ah, como a reitora acha k 700E é suficiente para a minha estadia cé pode ser k vos leve daqui uns caramelos, se tiver dinheiro claro...
Estou chateado!

Ah, sermos ultrapassados pela traseira do nosso carro té tem piada, isto claro quando não vamos em direcçãoi a um muro... Mas dessa lá me safei...

Cumprimentos Polacos

Peres said...

Paises de Leste sao bem conhecidos pela corrupção, devido á maneira como a desvinculação da URSS foi feita. Por outro lado, pensa que o dinheiro que nao recebeste serve para pagar o ordenado a um assassino a soldo, o carro a um ministro pago pela Rússia, ou caviar para algum jantar.

Fábio said...

Pera pera!
Não foram os gajos da Polónia mas sim a nossa querida reitora AKA Dra Leninha Nazaré...
uma bergonha! Bergonha!!

Peres said...

Olha a leninha....omg! Ela pode estar a ler este blog neste preciso momento, e a dizer:

"IM IN YOUR UNIVERSITY! STEALING YOUR MONEY!"
"Cry more noob!"
"Learn2steal"

Ok, acho bem, cada um é livre para roubar o que quer.

obnibolongo said...

Ora bem...
Eu não tive uma infância/juventude muito agitada.

Por isso episódios bizarros são pouco comuns.

No meu caso não me lembro de nenhum excepto este:

Estava num parque infantil a subir uma daquelas escadas de corda em que os "degraus" são cobertos de um cilindro de madeira. Pois bem eu estava a subir uma dessa escadas e eis que num ataque de estupidez penso que esses cilindros estão presos à corda, no sentido de não rodarem. Caí no chão, de areia de costas.

Depois de estar à vontade uns 20 ou 30 segundos sem conseguir perceber se estava a respirar ou não, e mais uns quantos segundos depois, quando me consegui levantar, cheguei à conclusão que não, a madeira não estava presa à corda....