2012-11-03

Dwarf Fortress: Ano IV, Wealthyboards meet Titan

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O ano IV começou com dois anões aos socos. Tive de promover um anão a "sheriff" para acabar com a brincadeira e manter ordem. Os anões em questão era o Pedro Dedukning e o Katanas Okungducim. Aparentemente, um bebeu da caneca de cerveja do outro ou algo assim. Obviamente imperdoável:


Entretanto, tivemos um acidente lá fora. Parece que um dos caçadores descarregou o arco contra o dedo mindinho do pé (ou seja, arrow to the pinky finger). Os meus melhores médicos observaram o caçador, e é obvio, decidiram amputar a perna toda, todo o processo foi simplesmente brilhante:


15 dias até ao primeiro diagnóstico e amputação, e depois apenas 2 dias extra até lhe darem um par de muletas. Continuo sem saber quem é o vampiro, e de tempos a tempos aparece alguém morto mas não me preocupo muito, pois temos neste momento 180 anões a viver na fortaleza (e apenas uns 20 trabalham a sério, o resto é um bando "fabricante de sabonete certificado" ou "perito na queima certificada de lã de ovelha entre o mês de Fevereiro e Março"....)

O nosso amado lider Knight4 Dolushstinthad continua a forrar o seu quarto a ouro, mas decidiu que isso não chegava, então criou uma lei:


Luvas....? Este tipo cria um lei para se fabricarem 3 pares de luvas? Ok... tenho peles de animais e não é grande problema...embora me escape neste momento a utilidade de 3 pares de luvas numa fortaleza subterânea com 180 pares de mãos.

Comecei entretanto a construção da primeira torre perto da entrada do forte. Esta torre terá entre 6 e 8 andares e no topo terá uma enorme balista, com munição para a mesma nos andares inferiores. Será o principal meio de defesa até o inimigo chegar à entrada do forte, aí, tenho quase 30 armadilhas (pedra suspensa no tecto, à la Indiana Jones) e por fim estará os nossos bravos militares.

Está o ano a correr muito bem até que no inicio do inverno tenho um aviso de quase ecrã inteiro:


Neste momento faço uma pausa para explicar algo. O primeiro passo para se começar a jogar Dwarf Fortress é Gerar um mundo. Cada mundo é diferente não só na geografia mas em quem o habita. No início, o mundo está cheio de semi-deuses (titãs) que vão lentamente sendo mortos pelos humanos\elfs\dwarfs\outros titâs conforme o jogo simula quase 500 anos de história. É gerado um relatório que pode chegar a quase 1GB de informação  quando exportado, que inclui o progresso de cada civilização e suas figuras históricas. Este titã em particular matou desde o início do mundo algo como 1500 anões em civilizações diferentes. Fim de pausa.

Li o aviso. Fui ao log do mundo ver o que era este titã. Vi a que distância ele estava da entrada do forte. Entrei em pânico. A nosso esquadrão militar neste momento é composto de 4 anões.Tenho também cerca de 6 rangers caçadores, mas com munição feita de osso de animal. Tenho sempre em último recurso o Arabian Tanoltar e os seus skills de wrestling, mas não creio que me valha contra uma aranha gigante com carapaça de ametista. Cerca de 2 minutos até o Titã chegar à entrada do forte.

Mando a squad militar para tapar a entrada, se ela entra nas partes comuns do forte é game over certamente, com anões em pânico a tropeçarem para cima dos militares... mais vale lutar nos tuneis de acesso, talvez o espaço apertado seja uma vantagem para os anões. Mando os meus rangers jogar ao "bate e foge" com o titâ, mas nenhuma das flechas de osso faz efeito para além de chatear o bicho. 1 minuto.

A squad está pronta. Ingiz e Led(capitão) com espadas e escudo, Deler com um martelo de guerra e Sibrek com um machado. Todos equipados com o melhor ferro que a terra dá, dwarfs de coração valente e... ei, onde vai o Sibrek!!!!!? Ach, no último momento, ele decide que tem de ir "verificar" o stock de bebidas e deixa-me com menos um anão na entrada. 20 segundos.

Confesso que pensei que era o game over. A aranha trucida 4 dos rangers antes de chegar à entrada, mas no último segundo, vejo chegar o Sibrek com uns 15 anões civis atrás. Desde smiths a carpinteiros, tudo profissões que usam martelos ou machados. Este anãozinho tem bits de memória suficiente para ver que não nos íamos safar e foi recrutar civis. Ok, vamos a isto então, 20 vs 1.



O log da luta é demasiado extenso, mas os anões armados com martelos conseguiram criar fendas na carapaça antes de serem trucidados, e depois de uma longa luta, apenas resta Ingiz (uma dwarf, das primeiras a receber treino) e Led, o capitão da guarda. Não faço ideia do estado da aranha. Os últimos instantes são descritos assim:

The Hill Titan attacks The militia commander but He jumps away!
The militia commander stabs The Hill Titan in the neck with his -iron short sword-, tearing the muscle!
The -iron short sword- has lodged firmly in the wound!
The militia commander twists the embedded -iron short sword- around in The Hill Titan's neck!



O Titã foi derrotado. Não há festas declaradas para a sala comum pelo feito, é algura de fazer enterros e funerais:


Dos dois anões sobreviventes:
Led tornou-se um campião lendário do forte, com os skills de combate perto do máximo.


Ingiz, a outra sobrevivente, perdeu no fim do Inverno o filho para o vampiro do costume, e está à beira da depressão. Estou neste momento a dar-lhe melhores acomodações a ver se a coisa melhora...



Para o ano que vem:
Refazer o exército, desta vez com melhor treino.
Concluir a primeira torre.




2012-11-01

Dwarf Fortress: Ano III, darwin awards

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O Ano III foi realmente cheio de revelações. Descobri que o QI dos nossos caçadores não chega aos dois dígitos quando, durante o inverno, atravessam o rio congelado, e chegada a primavera, estão presos na outra margem, sem comida nem bebida:



Do lado de lá, os cromos. Do lado de cá, o forte. Tenho de forçar o Katanas Okungducim a construir uma ponte de pedra, coisa que ele faz, para evitar a morte de mais anões. Para celebrar, o nosso pedreiro de serviço começa um estranho ritual e acaba por produzir o nosso segundo artefacto lendário. Behold, "lanças ao vento", um armário de diorito:




Para terem uma noção, este armário vale quase 3 vezes mais que o brinco do Pedro Dedukning , ou seja, o equivalente a 180 bigornas de ferro. O nosso amado expedition leader, Knight4 Dolushstinthad, confisca imediatamente o armário para o quarto dele...

Ao mesmo tempo, preparamos o nosso exército. Depois de termos encontrado hematite, fundimos a mesma em barras de ferro, e depois trabalhamos este mesmo ferro para fazer equipamento completo para 3 anões. O nosso "exército" é então composto de 3 anões totalmente equipados a ferro (2 com espada, 1 com martelo):


A sala de treino dos nossos bravos é exctamente na entrada para a parte principal da fortaleza, nada vai passar sem passar antes por eles. Depois de ver o sucesso do Pedro DedukningKatanas Okungducim, um imigrante decide tentar a sua sorte a fazer um artefacto, e só se ouve gritos ligeiramente maníacos pela fortaleza a pedir (lã, preciso de lã!). Este indivíduo, depois de ver o que sofremos a tentar criar um rancho (perguntem ao Arabian Tanoltar, que ainda está a recuperar da perda de um pulmão) quer lã para criar, sei lá, uma super camisola de inverno. Passa 1 mês, passam 2, passam 3 e este fulano vai berserk:


Mata não 1, não 2, mas 3 anões + 1 criança no seu ataque de rage até que um dos nossos bravos militares lhe faz o seguinte:

The Swordsdwarf slashes The Brewer in the head with her iron short sword and the severed part sails off in an arc!
Shorast Gusilgusgash, Brewer has been struck down.

Preparam-se os serviços fúnebres dos mortos...




Mas nada há a temer, pois chegam ainda mais imigrantes, levando para 140 o número de anões no forte. Este número de anões, mais a riqueza que tem sido produzida, leva ao nosso amado lider,  Knight4 Dolushstinthad, a ser promovida a Mayor. O que isso significa? Basicamente nada, ele continua a lançar festas na sala comum, só que agora a fortaleza é obrigada a dar-lhe melhores acomodações. Mas não só,  Knight4 Dolushstinthad decide que exportar (ou seja, vender) amuletos é crime....:


O ano não acaba sem mais más notícias:


O nosso único anão com skills médicas é morto por um vampiro, um anão vampiro infiltrado... Algures no meio destes 140 pedaços de carne ambulante está um bloodsucker que de tempos a tempos vai matar alguém... Como se mata um vampiro? Fácil, basta inundar a fortaleza de magma... Ok, talvez não faça isso, mas não tenho mesmo ideia de como o encontrar no meio de 140 fulanos.

Este é o aspecto da fortaleza no fim do ano III (clique para ampliar). Uma sala comum com festas permantes, um amontoado de anões no armazém de bebidas  uma zona residencial expandida, e as forjas em baixo e à esquerda. Graças aos esforços do Zeca Debbenushat estamos muito bem de comida e bebidas, sendo agora a maior preocupação o moral dos anões e os esforços militares:



2012-10-29

Dwarf Fortress: Ano II, de caça a caçados

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  1. Dwarf fortress: a recruta
  2. Dwarf fortress: preparação
  3. Dwarf fortress: ano I
  4. Arabian vs Troll

Deve ter corrido pela dwarfweb que este forte estava a dar comida e bebida de borla, porque os imigrantes não param de chegar. Temos no inicio do ano II, 43 anões como se pode ver:


Para ajudar à festa, o Knight4 Dolushtinhad decide convocar uma festança quando descobrimos o nosso primeiro veio de ouro puro:


Cabe agora tomar a decisão:
  • Ignorar o ouro e continuar a procurar por metal, de modo a se poder formar uma guarda armada
  • Ignorar o metal e fazer tudo o possível para utilizar o ouro em bens de utilidade pública (tal como a porta de ouro do quarto do Knight4, ou o bau de ouro do quarto do Knight4, ou a estátua de ouro puro que representa o Knight4, ou....)
Óbvio que este grupo opta pela segunda opção. A festança é tanta que Pedro Dedukning faz o nosso primeiro artefacto, um brinco de carvalho, pele e diorite, que vale nem mais nem menos que 48 bigornas iguais à que trocámos no ano I. Chama-lhe Sacat Tulon, " o ponto das estradas". WTF, tenho de cortar a dose de cerveja a alguns anões tá visto....


Entretanto, já inicio de outono, temos a primeira criança dwarf nascida no forte (uma das imigrantes recentes veio vinha já grávida) e encontramos uma caverna perto do nível -40. São boas notícias, pois esta caverna tem um lago de água límpida, que eu rapidamente aproveito, fazendo um poço no nível -37 que, usando cordas , roldanas e um balde, consegue então criar condições para termos um hospital a funcionar (não se podem limpar feridas com rum....ainda). Os imigrantes trazem consigo também uma série de galinhas, patos e porcos, então é decidido utilizar o solo da caverna (rico em fungos e ervas) para alimentar este gado e conseguir uma fonte renovável de ovos, leite e carne. Fantástico não?

Não.


Estava a meio caminho de construir uma muralha de granito à volta do local onde os animais pastam, quando aparecem trolls e um ogre que trucidam tudo o que está no caminho. Coloco em pânico um porta de pedra no caminho que dá para a caverna, mas um dos trolls passa.... Mr. Arabian tem a luta que já conhecem, ficando com um pulmão perfurado, mas perco 3 outros anões, incluindo um dos recém nascidos (nasceram outros 2 entre tanto). Consigo fechar com sucesso o caminho para a caverna, fazendo colapsar o túnel  mas ficam dwarfs ainda vivos do outro lado....

O chão onde se travou a luta é dantesco...


O ano acaba com mais imigrantes a chegar, chegando a fortaleza a ficar com 64 anões, mas o moral é baixo, os familiares dos mortos perto da depressão e\ou loucura, e o facto de não conseguirmos enterrar os mortos causa isto pela fortaleza, baixando ainda mais a moral:


Temos comida e bebida que chegue, mas precisamos desesperadamente de metais ou armas\armaduras. Se até à próxima caravana não tivermos encontrado veios de ferro decentes, teremos de vender o brinco do Pedro Dedukning para comprar equipamento militar.






2012-10-28

Arabian Tanoltar vs Troll


Acontece que, durante o ano 2 encontrei uma caverna inexplorada. O grupo que a explorou morreu horrivelmente (membros e dentes por todo o lado.... ) Tapei o caminho com paredes de granito, mas um troll mandou-a a baixo e ameaçava invadir a sala comum. O carpinteiro de serviço apareceu (sem o seu machado) e o seguinte foi um serious ass kicking.


Quando disse que dwarf fortress era um jogo complexo não brincava, este foi o log gerado do encontro:

Começa com uma carga, depois pega no bicho pelos dedos da mão direita e atira-o contra a parede:
The Carpenter charges at The Troll!
The Carpenter punches The Troll in the lower body with his left hand, bruising the muscle and bruising the guts!
The Carpenter collides with The Troll!
The Troll is knocked over and tumbles backward!
The Carpenter grabs The Troll by the second finger, right hand with his left hand!
The Troll stands up.
The Carpenter throws The Troll by the second finger, right hand with The Carpenter's left hand!
The Troll slams into an obstacle!
The Carpenter releases the grip of The Carpenter's left hand on The Troll's second finger, right hand.

Segue-se um lock ao braço esquerdo, que é depois torcido até estilhaçar o osso e o tendão:
The Carpenter grabs The Troll by the left upper arm with his left upper arm!
The Carpenter locks The Troll's left shoulder with The Carpenter's left upper arm!
The Carpenter bends The Troll's left upper arm with The Carpenter's left upper arm, shattering the left shoulder's bone!
A ligament in the left shoulder has been torn and a tendon has been torn!

O que se passa de seguida é de uma brutalidade sem precedentes:
The Carpenter punches The Troll in the right lower leg with his left hand, shattering the bone!
The Troll scratches The Carpenter in the upper body, bruising the muscle and bruising the left lung through the (pig tail fiber cloak)!
The Carpenter is having trouble breathing!
The Carpenter punches The Troll in the upper body with his left hand, bruising the muscle and bruising the liver!
The Carpenter latches on firmly!
The Carpenter shakes The Troll around by the right upper leg, tearing apart the right upper leg's muscle and bruising the bone!
An artery in the right upper leg has been opened by the attack, many nerves have been severed and a tendon has been torn!
The Carpenter punches The Troll in the head with his left hand, bruising the muscle, jamming the skull through the brain and tearing the brain!
The Troll has been knocked unconscious!
The Miner `JohnR' Tekkudotam has organized a party at diorite Table.




O pulmão perfurado pode vir a ser um problema, mas por enquanto a prioridade é fechar bem o túnel... o report do ano 2 completo está para vir.

2012-10-27

Dwarf fortress: Ano I, ou como papagaios salvam a fortaleza

Posts anteriores:
1) Dwarf fortress: a recruta
2) Dwarf fortress: preparação

Bom, agora que já conhecem o local, a equipa e o material, vamos à aventura em si. Começamos a fortaleza com o pé direito. Escavamos para o nível -10 abaixo do solo, fazemos os primeiros túneis de acesso e cavernas, colocamos armazéns para pedra, madeira, comida e bebida, o arabian trabalha de sol a sol para fazer camas de madeira e agora basta o Katanas Okungducim fazer as portas para podermos avançar... hmm, isto pode ser um problema...





Mr. Katanas Okungducim decide que esta vida não é para ele, e tira uma folga por tempo indeterminado ( de notar o "on break"). O Zeca Debbenushat já começou a plantar cogumelos no nível 0, mas pelo sim pelo não mandei matar os 2 Yaks que tinhamos para termos uma reserva de carne e ossos. Tudo indica que vai ser um primeiro ano muito muito calmo. Este é então o aspecto do forte no fim da primavera (acesso à superfície no canto superior esquerdo, acesso às quintas nas escadas em baixo à esquerda):




Como se lembram, não temos bigorna, e temos como objectivo comprar uma aos mercadores que devem chegar pelo Outono. O Pedro Dedukning anda a fazer estas obras de arte:




Hmm..... ok..... Dou ordens para fazer dúzias (e dúzias, e dúzias, e dúzias) disso a ver se conseguimos comprar a bigorna. Azar dos azares, chegam imigrantes (aka: mais bocas para alimentar) e ainda não temos um stock adequado de comida e bebida. Apressadamente dou ordem a dois destes imigrantes para caçarem na superfície (temos um pequeno incidente quando se acabam as flechas - doh - mas depressa se resolve, foi apenas dizer ao Arabian Tanoltar para não dormir durante uma semana enquanto trabalha que nem um louco para fazer munição para os caçadores).


Chega o outono, chegam mais imigrantes...., Os stocks de comida da fortaleza resumem-se a :

6 pedaços de carne de Yak
2 doses de cogumelos 
30 cervejas.

A situação é de emergência alimentar, mas a bebedeira deve ser tanta que quando os mercadores chegam os anões trocam todas as tralhas de osso pela bigorna em vez de comida. 


Inverno: Sem comida. Estes cromos continuam com festas na sala comum. A última esperança está nos caçadores quando chegam perto da fortaleza cerca de 5 papagaios gigantes. O skill dos nossos caçadores é tanto são interrompidos pelo próprio animal que caçam...




É então que vejo o impensável, Arabian Tanoltar atira-se em defesa do imigrante Zon Koluman, e usando o machado da lenha trucida violentamente os papagaios gigantes. Isto é um dos pobres animais durante a luta:




Graças a estes papagaios (e a um lenhador possesso) , acabamos o ano 1 com comida suficiente para uns meses. 




Aspecto da fortaleza no fim do ano (de notar a nova área de dormitórios, sala comum decorada e paredes alisadas):




Objectivos para o ano 2?


  • Consolidar fontes de comida
  • Encontrar metal
  • Encontrar magma
  • Fazer um nível com forja, armazéns de metal, e idealmente magma para fabricarmos armas e armaduras de bronze\ferro\aço.
  • Começar a treinar algo que se pareça com uma guarda militar
  • Criar um aqueduto interno, desviar água do rio para o aqueduto e para um reservatório de modo a termos uma fonte de água limpa (usada para limpar feridas e como bebida de anões debilitados)


2012-10-24

Dwarf fortress: preparação

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1) Dwarf fortress: a recruta

Bom, temos um grupo inicial de anões e os restantes membros do grupo foram violentamente encorajados a voluntariar-se. O grupo é então composto por:

Pedro Dedukning, Mecânico Artesão
Arabian Tanoltar, Lenhador Carpinteiro
Zeca Debbenushat, Agricultor
Peres Balerib, Mineiro
Knight4 Dolushstinthad, Lider de expedição
JohnR Tekkudotam, Mineiro
Katanas Okungducim, Pedreiro Cozinheiro


O local escolhido tem o nome de "Wealthyboards". Temos acesso a terra arável à superfície, e tudo indica presença de metais nos níveis inferiores. Como tal, vamos levar o seguinte equipamento inicial:


  • 2 picaretas
  • 2 machados
  • 25 cervejas
  • 30 cervejas pretas
  • 25 unidades de rum
  • 5 sementes de cogumelos
  • 5 sementes de trigo das cavernas
  • 15 salsichas
  • 15 lagostas
  • 15 doses individuais de cogumelos
  • 5 novelos de lã
  • 5 pedaços de tecido
  • 5 sacos
  • 3 cordas
  • 3 baldes
  • 3 moletas
  • 1 carrinho de mão


Objectivos para o primeiro ano serão:

  • Ter campos a produzir cogumelos e trigo das cavernas, para termos fonte de comida e bebida alcoólica.
  • Ter armazéns seguros para madeira, pedra, bebidas e comidas.
  • Meter o nosso Artesão (Pedro) a fazer estatuinhas de pedra para vender aos mercadores no outono, a ver se conseguimos comprar uma bigorna (para fazer items de metal na forja) e carne (fonte alternativa de comida).
  • Criar zona residencial, zona de lazer, zona de trabalho e deixar layout da zona militar.
  • Não forçar as costas do Arabian em demasia.
Embarcamos então, e chegamos a "Wealthyboards", que se traduz em.... tábuas ricas? Tábuas ricas será. Temos o JohnR aventureiro como sempre a explorar o terreno, enquanto que por algum motivo o Katanas e o Zeca não largam os Yaks que puxaram a carroça...

Não percam o próximo post, com o resumo do primeiro ano de vida da fortaleza de Tábuas Ricas.

2012-10-22

Dwarf Fortress: a recruta

Introdução:
Bem vindos a Dwarf Fortress, a recruta. Como vou iniciar um novo jogo de dwarf fortress, decidi levar voluntários nesta aventura de proporções dwarstronómicas.

Antes de mais, o que é Dwarf Fortress? Para os que não conhecem, é um simulador de "stronghold", "caverna" , whatever. É possívelmente o jogo mais complexo alguma vez feito pelo ser humano, e cuja curva de dificuldade é expressa não por uma linha linear, não por uma curva exponencial, mas sim por:


Exemplo:
Um anão é um ser complexo com necessidades básicas. Para sobreviver, precisa de 1) Dormir 2) Comer 3)Beber. Fácil não?
NÃO. Para dormir precisa de uma cama, para fazer a cama precisamos de um carpinteiro e de madeira, e para ter madeira é preciso um lenhador. Depois de feita a cama é preciso um quarto, escavado com uma picareta por um mineiro, e uma porta feita por um pedreiro. Para comer é preciso comida, cultivada por um agricultor, cujo terreno foi previamente arado, e antes disso escavado por um mineiro, ou então.... fico por aqui. O aspecto gráfico de dwarf fortress é este:



Mas para não afugentar toda a gente vou tirar uns screenshots durante o jogo com um third party tool que gera imagens como:


Ora então, vamos à parte que interessa a este post, preciso de voluntários para dar os nomes aos anões. 7 Anões de início, e os lugares são os seguintes:

1) Líder de expedição. Os momentos em que ele não estiver a dormir são passados a fazer inventário, avaliar bens, negociar com mercadores, e comer até cair para o lado. Será ele também responsável por passar leis e exigir a construção de bens e serviços.
2) Mineiro. Mineiro a tempo inteiro. Partir pedra, fazer túneis e salas.
3) Mineiro. Mineiro a tempo inteiro. Partir pedra, fazer túneis e salas.
4) Agricultor. Responsável a tempo inteiro para crescer os bens alimentares.
5) Pedreiro\Cozinheiro. Fará as portas, estátuas (eventuais caixões) e afins. Irá também fazer as refeições e destilar todas as bebidas.
6) Lenhador\Carpinteiro. Cortar madeira, fazer camas, barris, caixas e caixotes. 
7) Mecânico\Artesão. Fazer mecanismos para armadilhas, balistas, catapultas, fazer bens de pedra\osso\madeira para começar a vender aos mercadores.

Os objectivos para o primeiro ano serão:
  • Escavar fundo.
  • Armazéns para madeira, pedra, metais.
  • Caverna para crescer trigo e cogumelos.
  • Produzir cerveja.
  • Criar quartos e sala comum.
  • Sobreviver!


 Se não aparecerem voluntários, serão "voluntariados" à força, portanto escolham antes que apareça o anão que vai fazer sabonete a partir de restos animais.

2012-10-13

Não estamos sós no Universo, mas podemos bem ser os primeiros...

Li este artigo e decidi partilhar com as minhas palavras e comentários:

Segundo o modelo aceite para a história e formação do universo, este começou (ou recomeçou, mas não falaremos disso hoje) há cerca de 13.75 mil milhões de anos.

O big bang formou as chamadas estrelas de pop. 3. Enormes, de elevada massa mas contendo apenas os elementos mais básicos, como hidrogénio, hélio e lítio. Estrelas massivas consomem-se muito rapidamente  e  conforme foram consumindo o seu combustível, deram origem a outros elementos mais complexos, fazendo nascer as estrelas de pop. 2



Não descobrimos ainda nenhuma estrela de pop 3. mas a mais antiga de pop. 2 tem 13 mil milhões de anos! São estas estrelas de pop 2 que começaram, lentamente a fornecer os elementos que permitem formar os primeiros planetas. Conforme as maiores estrelas de pop. 2 vão consumindo o seu último combustível, geram as estrelas de pop. 1, como o nosso sol, ricas em metal e com estabilidade suficiente para albergar planetas.

É nestes sistemas de estrelas de pop. 1 que aparecem os primeiros planetas gasosos, há algo como 9 biliões de anos, e rochosos, há cerca de 8 mil milhões de anos. [1] A não ser que alguém considere plausível a existência de vida sem a existência de planetas, então podemos dizer com alguma segurança que os pioneiros da vida no universo devem ter aparecido há 9 a 8 mil milhões de anos. Ora, é exactamente aqui que a coisa fica interessante.

Aqui o nosso pedaço de terra (que muitos chamam de Terra!) tem algo como 4.5 mil milhões de anos. A primeira vida apareceu a algo como 3.6 mil milhões de anos, fotossíntese aos 3.0 mil milhões, vida multicelular há 1.5 mil milhões  o carismático primeiro humano há 0.004 mil milhões e o humano moderno à 0.00005 mil milhões.

Em apenas 50.000 anos a nossa raça começou a explorar os outros planetas do seu sistema solar, a bombardear o espaço com ondas rádio e, mais importante ainda, a ouvir o que se passa lá fora. Ora, fizemos tudo isto em 50.000 anos de evolução, ou seja, 0.00005 mil milhões de anos, num planeta com 4.5 mil milhões de anos de idade.



Digamos então que a primeira vida apareceu no universo há 9 ou 8 mil milhões de anos atrás (ver [1] novamente), e em algum destes planetas pioneiros teve condições para gerar vida inteligente, e maturou a ritmo semelhante ao da terra... estes fulanos teriam entre 4 a 5 mil milhões de anos de avanço em relação à raça humana! Já vimos o que o ser humano fez em 0.00005 mil milhões de anos, imaginem agora o que seria capaz em 4 mil milhões!

Ou seja, caso existisse na nossa galáxia vida inteligente mais antiga que a nossa, não teria por esta altura arranjado algum método de dizer ESTAMOS AQUI! em alto e bom som? Visto bem a coisa, podemos não estar sozinhos no universo, mas podemos bem ser dos primeiros planetas a ter vida inteligente na nossa galáxia.

2012-10-05

O último 5 de Outubro

What does it mean when the flag is flown upside down?

Any flag flown upside-down is considered a sign of distress... 
Mutiny, piracy, sinking, coup, rebellion of the people/government. 
The fact that any flag flown upside-down means distress is not the whole story however... flags flown upside-down can and are used as a form of protest. 




2012-09-20

Agis III de Esparta, esqueçam o 300

Ao ler a história de Agis III de Esparta, quase que vale a pena perguntar porque é que o filme 300 não relatou a vida de Agis em vez de Leonidas I.

Agis, 3º de seu nome, viveu na mesma época de Alexandre o Grande. A Grécia (e mais tarde, todo o mundo conhecido) dobrava nesta altura o joelho a Alexandre e ao seu país, a Macedónia.

Ora, estava exactamente Alexandre na Pérsia a combater Dário III quando Agis III tem uma daquelas cãibras no joelho (tão tipicamente espartanas) e decidiu juntar um exército para recuperar a grécia. Alexandre estava obviamente demasiado ocupado e manda então um dos melhores e mais veteranos Generais, com 80.000 homens para dominar Agis.



Isto claro, revelou-se um problema para Agis, que tinha apenas cerca de 40.000 homens. Mesmo assim, decidiu enfrentar o exército Macedónio.

O hoplite grego tinha um grande escudo oval , e uma lança de 3 a 4 m de altura e armadura completa.



O hoplite macedónio usava quase nehuma armadura tirando um pequeno escudo atado ao braço, que cobria apenas o seu flanco esquerdo (enquanto que o flanco direito era protegido pelo seu companheiro de armas imediatamente à sua direita). A arma por outro lado, a sarissa, era empunhada pelos dois braços e era uma lança de 7m.



Ou seja, nesta altura, o hoplite grego, que empunhava a lança com a força de um braço, tinha que de algum modo, penetrar 3 a 4m dentro de uma floresta de lanças para conseguir riscar um escudo macedónio...

O resultado do combate é previsível, cerca de 5500 espartanos mortos, para 3000 macedónios.
Mas não fica por aqui. Conta a história que Agis liderou o assalto contra as sarissa macedónias, e tal a violência do combate que ele próprio é atingido várias vezes, e os seus soldados o dão como morto. Os espartanos começam a desesperar, mas mesmo assim tentam salvaguardar o corpo de Agis para ser enterrado em esparta.

Para sua surpresa, o corpo que eles julgavam morto ergue-se de joelhos, e ordena aos seus homens que retirem de forma ordeira, que ele aguenta os 80.000 macedónios(!).

E tal aconteceu. Este homem, ferido ao ponto de ser dado como morto, erguendo-se apenas de joelhos, e empunhando duas espadas que alcançou ali perto, matou todo e qualquer macedónio que tentou dar-lhe a estocada final. O exército macedónio parou, talvez por respeito ou admiração, e mais nenhum homem se atreveu a avançar enquanto Agis III ainda respirava.

Optaram por fim em atirar um javelim, à distância, para matar o bravo Rei.




2012-09-14

O medo - de José Alberto Quaresma


"O medo ensopa o país. Dissemina-se de mansinho por todo o lado como a peste. Penetra nas escolas, nas famílias. E nas repartições, esquadras, quartéis, empresas, mercados, câmaras, tribunais. Não há quarentena que o valha. 
O medo espalha o medo. Nos infantários, escolas primárias, escolas de 2º e 3º ciclo, escolas secundárias, universidades. O medo manda dezenas de milhar de professores para casa com medo. E os que estão na escola a medo ficam. Foçam em papelada transidos de medo. Na aula frente aos alunos sorriem a medo. Os alunos vêem o baço brilho do medo nos olhos docentes. Os alunos brincam, estudam, distraem-se. Mas pressentem a ameaça. O medo já vive dentro deles.
O medo mandou transformar novas oportunidades em velhíssimas inoportunidades. Mascara com as defuntas novas oportunidades a diminuição de alunos para justificar o despedimento de professores. O medo manda atulhar os alunos em contentores que fazem lembrar as salas de aula do passado recente. O medo manda milhares de alunos para a rua da universidade porque não podem pagar as propinas e passam fome. E têm medo porque lhes estão a saquear o futuro.  
O medo de hoje nasceu na rua de S. Caetano à Lapa e no Largo do Caldas de forma legítima directamente vertido das urnas abertas. O medo mentiu sem vergonha para entrar com pompa no Palácio de S. Bento. Subiu decidido à rua Gomes Teixeira. Propagou-se pelo Terreiro do Paço. Chegou ao Palácio Ratton e ao Palácio de Belém.O medo faz medo com o medo que tem do FMI, do Banco Central Europeu, da Comissão Europeia.
E agora o medo tem medo da rua. Encapsula-se com medo a sete chaves em recintos fechados por muros de polícias. No Aquashow, em Quarteira, no fim das férias. Na fortaleza da Gomes Teixeira.  
O medo tem medo de ir à RTP explicar-se a medo. Medo dos trabalhadores e da populaça que possa vociferar na Gomes da Costa. O medo chama a parafernália de carros de exteriores, parabólicas, técnicos, para uma transmissão televisiva em directo do seu bunker. O medo por ter medo não tem pudor em esbanjar assim dinheiros públicos.
O medo manda um ministro de Estado, agora silencioso e outrora palavroso e que não admitia mais austeridade, cancelar à última hora a sua presença na homenagem a um antigo presidente do Brasil, apesar de lá ter regressado há pouco de um passeio oficial. E manda o inefável desmemoriado ministro da 5 de Outubro substitui-lo.
E o medo tem medo de apear a segunda figura do governo que comprou um canudo nos salvados da feira da ladra em que uma universidade por onde passou furtivo se transformou. 
O medo atingiu quem pode porque amanhã tem medo de não poder. O medo finge não ter medo de espoliar reformados e trabalhadores por conta de outrem para meter no bolso da administração de empresas grandes o dinheiro que será seu e que fará dele tudo o que entender menos criar emprego porque as pessoas com medo fazem dieta espartana e não consomem mais do que aconchegos de estômago.
As pequenas empresas agonizam e fecham as portas. E a calçada frente ao Instituto de Emprego peja-se de gente que a medo vai mendigar ao Estado o subsídio que tarde e a medo chega.
O medo manda para a emigração gente qualificada com medo e necessidade de sobreviver, como outrora mandava muito querido jovem compatriota dar o salto para um qualquer bidonville de Paris a preencher o buraco na barriga ou para fugir dos buracos que as balas, minas e armadilhas em África podiam abrir nos camuflados. 
O medo finge não ter medo da raiva em que o medo se pode metamorfosear. Em palavras obscenas de angústia, em bandeiras negras de cólera, em ovos que falham o alvo. Ou, esperemos que nunca, em balas como as que mataram o penúltimo rei ou o quarto presidente da República, o ditador Sidónio. 
O medo pode levar a perder o medo. E o medo perdido incendeia cabeças perdidas. E as cabeças perdidas, em solitário ou em bandos radicais, metem mesmo muito medo."
Todo o texto é de autoria de José Alberto Quaresma, publicado in Expresso

2012-09-11

Para desanuviar, submarinos nucleares

Isto era para ser um post enorme e dissertativo, mas depois apercebi-me de que ninguém quer passar um quarto de hora a ler acerca da história da falta de um jogo de submarinos em condições, portanto, vamos dieritos ao sumo da questão:

Antes de continuarmos, vou assumir que já toda a gente aqui viu, pelo menos uma vez, o "The Hunt for Red October", "K-19" ou mesmo "Das Boot" (ou semelhantes), só para que fique estabelecido - os submarinos são fixes.

Agora, não assumindo nada, vamos olhar brevemente para a história de jogos de submarinos. Digo brevemente porque não há quase nada para ver, comparado com, por exemplo, a história dos FPSs. E, do que há para ver, quase todos são extraordinariamente complicados. Muitas vezes (como se houvesse todas as vezes juntas fossem sequer "muitas"), o jogador, que é o comandante do submarino em questão, tem que ser capaz de desempenhar funções em qualquer dos postos da ponte (sonar, lemes, armas, etc), e estar constantemente a trocar de posto não é lá muito prático. Em podendo dar ordens à lá "Endwar", ou seja, carrega-se no botão, diz-se para o microfone o que é que se quer que aconteça e os duendes do reconhecimento vocal fazem magia para que isso mesmo aconteça, as coisas podiam ser melhores, mas não sei em que pé está essa ideia junto dos simuladores de submarinos - o que, na verdade é menos que relevante, uma vez que esse sistema é inflexível, apesar de funcionar razoavelmente bem... quase sempre.

Portanto, nova ideia: em vez de fazer um jogo para um só indivíduo se armar em Sean Connery durante umas horas de cada vez, vamos pensar em grande: um edifício inteiro (não tem que ser muito grande) dedicado à ideia. Numa (ou duas) divisão, faz-se uma (ou duas) réplica aproximada da ponte de um submarino. Os jogadores inscrevem-se e ficam no registo "da casa". Antes de cada "sessão", cada jogador vai a uma explicação (ou mais, dependendo de tempo e disponibilidade) de como funciona um posto da ponte à escolha, dada por um membro da Marinha, reformado ou em licença por tempo indefinido. A partir daí, fica no registo do jogador que o dito jogador está habilitado a jogar no posto em questão. Caso o jogador esteja qualificado para jogar em qualquer posto, pode jogar como Comandante.

Dadas as palestras, sigamos para o jogo a sério. Escusado será dizer, como os jogadores foram instruídos em prácticas de combate submarino e estão num simulacro da ponte de um submarino, o objectivo é estrelar ovos, ou, alternativamente, caso algum dos participantes não goste de ovos estrelados, cumprir uma missão típica de um submarino (por exemplo, afundar uma frota de navios de superfície, ou caçar outro submarino). Caso haja duas equipas e dois simulacros, os jogadores podem decidir jogar ambos na mesma equipa ou uns contra os outros. Se as equipas não estiverem completas, a casa há de ter funcionários (possivelmente também da Marinha) que preencham os lugares em vazio (máximo de, por ora, duas vagas por equipa, e uma delas pode ser o Comandante, caso não haja jogadores qualificados). Depois, é deixar a malta divertir-se a fingir que está debaixo de água.

Não pensem que a ideia é tão descabida como parece (se bem que pareça assaz descabida). Afinal, no Caramulo, há uma companhia que faz uma coisa parecida: cidadão perfeitamente vulgares vão para um hotel durante um fim de semana; no Sábado têm uma sessão de treino e no Domingo vestem fatos de neoprene e vão descer o rio Teixeira a pé, por exemplo, ou fazer rappel ou rafting ou arranjar outra maneira de se partirem todos em prol de fazer desporto no meio da Natureza. O patrão, em 2002, era um Capitão do Exército em licença por tempo indefinido e os funcionários, para além de darem o treino, ajudavam os participantes durante a "viagem" (e, a páginas tantas, bem que era preciso).

Fica a ideia. Pode ser que arranje parceiro de negócio.

Pax vobiscum atque vale.

2012-09-09

The Beginning of the USSA

Passou a estar à venda nos Estados Unidos da América, uma revista de apoio à Candidatura do Mitt Romney à Casa Branca que tem a seguinte capa.



Isto faz lembrar uma outra imagem de tempos passados, que quase trouxe o mundo à beira de uma guerra nuclear...


Definitivamente o Capitalismo Americano falhou... pois acabou-se por tornar igual ao seu arqui-inimigo de tempos passados....

2012-09-07

Coelhinho se eu fosse como tu...



"Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução." 
"Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa." 
"Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias." 
"Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas." 
"O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa." 
"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos." 
"Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos." 
"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos." 
"Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado." 
"Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal." 
"O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando." 
"Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa." 
"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas." 

Vamos ver o comunicado de hoje às 19:20

2012-08-23

Bacalhau, a grande vitória Viking

Desde o ano 800 que os Vikings assaltavam com alguma regularidade a costa Ibérica. Chegaram mesmo a tomar Sevilha durante uma semana, pilharam Braga, Porto, Lisboa.... os seus raids eram causa de temor por toda a península.

O objectivo era sempre o mesmo, chegavam, pilhavam até algum Imir ou Duque reunir um exército, e voltavam aos barcos partindo para outro destino. Por incrível que pareça, esse lado violento dos Vikings foi o que menos nos marcou a nós, Portugueses.


Desde cedo que os vikings conheciam as propriedades do bacalhau. Muito rico em proteína para um peixe e de secagem fácil, era neste estado (seco) que era transportado nos drakars vikings servindo de alimento para as longas viagens. Por mais que uma vez, quando um raid Viking corria mal era dada a hipótese aos vikings sobreviventes de se converterem ao cristianismo em vez da morte. E tal aconteceu, até ao ponto de tal "familiaridade" que se deixou populações vikings fundarem povoados na nossa costa (Póvoa de Varzim por exemplo).

Foi devido a esta mistura cultural que os povos do norte descobriram o sal de Aveiro (considerado na altura o melhor do mundo, passando barcas Vikings a vir à região de aveiro não para saquear mas para comprar sal em troca de mel e madeira nórdica). Mas foram realmente os Portugueses que exploraram por completo o bacalhau. Juntaram a seca do bacalhau ao processo de o salgar, e com o tempo se arranjaram as "mais de 1000" receitas do peixe que ficou conhecido como o "fiel amigo".


Numa época em que a preservação e refrigeração da comida era um dos factores que limitava o desenvolvimento humano, o bacalhau foi um enorme sucesso, de tal modo que por volta de 1550 60% do peixe comido em toda a Europa era bacalhau. Ficou assim registado na história o resultado inesperado dos raids Vikings em terras lusas.

2012-08-22

Blu Ray a portar-se mal

Ora então, hoje venho pedir-vos ajuda.

Sucede que, pela primeira vez, tentei ver um filme em Blu-Ray no meu PC. Experimentei vários programas. Sucedeu:

Cyberlink PowerDVD 11 - A princípio, correu tudo bem, vi uns minutos (poucos) do filme. A dada altura, o player crashou. A partir daí, declarou que não conseguia ler o disco até que reiniciei o PC. Desde então que, sempre que tento ver qualquer filme (experimentei com dois discos diferentes), me mostra, durante sete segundos, uma mensagem a dizer que o disco foi feito com a mais recente tecnologia e diz que talvez tenha que actualizar o meu leitor. Não é uma mensagem do PowerDVD, mas antes um clip de vídeo com texto branco sobre fundo preto como imagem.

ArcSoft TotalMedia Theatre 5 - Limita-se a mostrar a mesma mensagem, mas a imagem é diferente; o fundo é avermelhado e as letras amarelas. Também mostra um URL da ArcSoft que não ajudou em rigorosamente nada.

 Cyberlink PowerDVD 12 - Limita-se a mostrar a mesma imagem.

Posto que nenhum dos players tinha, que eu conseguisse encontrar, uma função de actualização, resolvi actualizar o firmware e drivers da drive (LG BH10LS30) através do site da LG. Nenhuma mudança.

Algum dos meus colegas já encontrou coisa parecida?

Pax vobiscum atque vale.

EDIT: Depois de instalar e desinstalar cerca de um googleplex de trials e coisas que tais, a seguir à maldita mensagem de 7 segundos, e plea primeira vez, o filme parece estar a correr bem. A ver vamos se não há mais azar...

2012-08-20

Tartessos, Cónios e escrita do sudoeste

Quando os povos gregos chegaram à península ibérica, à cerca de 3200 anos atrás, encontraram um povo nativo que baptizaram de "Tartessos".  Dedicados à agricultura, pesca mas acima de tudo, metalurgia, os Tartessos depressa aprenderam as artes do comércio, e prosperaram ao fornecer bronze, prata e ouro para todo o mediterrâneo , tornando-se, aliás, o maior fornecedor de bronze e prata de todo o mediterrâneo (aliás, até há referências bíblicas ao ouro e prata provenientes de "Tarsis")


Os Tartessos prosperaram durante mais de 500 anos, e estenderam a sua influência por quase metade da península ibérica, e poderiam ter durado muito mais caso não tivessem escolhido o lado Grego durante a guerra com Cartago. Esta civilização desaparece da história abruptamente, como se tivesse sido varrida por um cataclismo, não se sabe inclusive a verdadeira localização da sua capital, Tartesso, que terá provavelmente sido varrida do mapa pelo gigante militar africano.

A partir deste ponto a história é controversa. Há quem defenda que o povo que habitou o sul de Portugal entre VII a.C e o século I era não mais que os "refugiados" Tartessos, mas as diferenças que vou apresentar mais à frente levam-me a discordar.

Acontece que um dos grandes mistérios da península ibérica é exactamente este povo que habitou o sul do País até serem anexados pelos Romanos na província Lusitana. O seu nome era "Cónios" e desenvolveram a escrita antes da chegada dos Fenícios. É aqui que a história fica confusa:


  • A origem dos nativos Iberos é possivelmente muito, muito remota. O registo mais antigo de um "antepassado" são talvez os "Iberomaurisienses" por volta de 7500 a.C (e aliás, mostram a sua cultura "alentejana" ao ficarem na história como amantes de caracóis. As suas pinturas rupestres mostravam frequentemente caracóis, e há inclusive depósitos inteiros de cascas de caracóis encontrados juntamente com vestígios Iberomaurisienses, se isto não serve de prova não sei que servirá)
  • Será possivelmente uma sub-cultura destes "Iberos" que deu origem aos Cónios. Por volta de 1500 a.C, chegam à Península os primeiros povos Celtas (do sul de França) e são estes que"empurram" os Cónios para o Sul do País ao longo de vários anos de conflito, acabando os cónios por se estabelecer a sul do Tejo.
  • 1200 a.C. , chegam os fenícios, e mais tarde os gregos. Ensinam a sua escrita e modo de vida aos Tartessos, mas encontram os Cónios já com uma escrita própria. 
Ora, para quem não sabe, a escrita Cónia ou escrita do Sudoeste é ainda hoje um mistério por desvendar. Partilha alguns dos símbolos fenícios e apenas se conhece o significado de alguns (dos cerca de 60) caracteres. É uma escrita composta por vogais, consoantes, e sílabas. Ou seja, existem caracteres para vogais e consoantes como no alfabeto, mas existem também caracteres para sílabas ou sons inteiros. Isto, aliado ao facto de não existir espaçamento entre palavras torna-a extremamente difícil de decifrar.


A primeira aproximação dos linguistas quanto encontraram escrita Cónia foi traduzir como se de fenício se tratasse, mas há um detalhe importante: A escrita do sudoeste é anterior a qualquer contacto com os fenícios, e logo, este modo de tradução falhou. Passou-se depois para os caracteres mais repetidos, e aí se chegou a um conjunto de glifos que apareciam repetidos em lajes fúnebres (possivelmente algo como "R.I.P"., ou "aqui jaz fulano tal"), mas também o som de "-ipo, -oba, e -uba", presentes em "Olissipo"(Lisboa), "Ossonoba"(Faro) e "Corduba".

Quase tudo o resto é ainda mistério. Se alguem tiver aí um algoritmo xpto, esteja à vontade:








2012-08-06

Kirk, Picard or Adama

Ah, a questão que tira o sono a milhares de geeks pelo mundo fora, Kirk ou Picard? E desde B. Galactica, Adama. Deixo então este post detalhado em aberto para linkarem aos vossos amigos geeks e para se chegar a uma conclusão.

Kirk:

Captain Kirk, mais conhecido como pai do infame darth vader, é dos mais conhecidos capitães do universo star trek. Famoso pelos seus golpes de kung fu e pelo seu ajudante Spok.

Picard:

O grande concorrente contra o Kirk. Morreu e voltou de novo à vida na segunda season de harry potter, conhecido pelo sua mente estratégica. Fez de captain  xavier nos X-men.

Adama:

Grandes dotes de, hum... Grandes sim, dotes. Dotes.



Enfim, sei que vai ser discussão acesa e fonte de muitas pageviews a este blog, tentem manter o civismo.