Deixem-me começar por vos garantir que esta crítica é 100% isenta de spoilers, açúcares refinados, ácidos gordos saturados, sódio, glúten, lactose, glutamato monosódico, alergénios ou produtos de origem animal e, portanto, é adequada a toda a gente.
Portanto fui ontem, já com algum "atraso", ver o novo Star Wars (não estive para me debater com o prospecto de me contentar com um lugar menos bom, numa sala apinhada de fanáticos e preferi deixar passar o fim-de-semana de estreia). Caso ainda não o tenham visto, fica aqui a minha apreciação.
Antes de mais, direi que, visual e estéticamente, o filme está impecável, inspirando-se fortemente na triologia "clássica" (os chamados "Episódios IV, V e VI"), mas com tecnologia gráfica dos dias de hoje, sem cair, contudo, no erro da triologia "prequela" (os "Episódios I, II e III") de abusar do CGI, optando antes por mais efeitos práticos, que produzem uma imagem mais realista e, no fundo, mais "impressionante" (portanto, uma boa escolha).
A história segue os eventos estabelecidos nos seis filmes anteriores. Não é uma continuação directa do Episódio VI na medida em que este é uma continuação directa do Episódio V, implicando antes um intervalo de tempo alargado entre os dois filmes. O argumento deste filme está perfeitamente ao nível dos primeiros, prestando, em muitos momentos, homenagem ou referência ao primeiro filme (ou talvez a semelhança se deva ao facto de ambos seguirem, de forma mais ou menos rígida, a estrutura do monomito). Considerai, no entanto, o seguinte:
O primeiro filme foi feito de forma algo experimental, cruzando a ópera espacial com os filmes acerca da segunda Guerra Mundial das décadas anteriores, a ficção científica com a fantasia, e temperando-as bem com a inexperiência do seu criador, sem qualquer tipo de segurança de que quaisquer elementos da história que ficassem por contar poderiam ser devidamente abordados noutra altura, e, portanto, apesar de, no mythos da saga da Guerra das Estrelas, o filme não ser estanque, a (comparativamente curta) história de como o Luke abandona a quinta de humidade em Tatooine e destrói a Estrela da Morte fica inteiramente contada. Por outro lado, o filme seguinte, "O Império Contra-Ataca", foi feito com o embalo da cresecnte popularidade da marca e com a certeza de que havia de haver pelo menos mais um filme, pelo que o final se permite deixar muitas "pontas soltas" que só seriam resolvidas no filme seguinte. Semelhantemente, este filme foi escrito sob a premissa de que mais virão, pelo que o seu argumento não deve ser julgado como uma história inteira. Peço-vos mantenhais esse pensamento presente, porque virá à baila mais vezes ao longo desta crítica.
O realizador J. J. Abrams, que não é nenhum parvo, claramente se apercebeu de que os "velhos" filmes foram recebidos e são lembrados de forma muito mais favorável que os novos, e certamente quis isolar o que os distingue. Desta forma, não só se inspirou fortemente na primeira triologia como também quis incorporar, neste novo filme, elementos dos antigos. Assim sendo, conforme anunciado nos cartazes publicitários, este filme conta com as participações de Harrison Ford (Han Solo), Carrie Fisher (Leia Organa), Mark Hamil (Luke Skywalker, e em melhor forma que alguma vez nos últimos anos), Peter Mayhew (Chewbacca) e Anthony Daniels (C-3PO). Estes actrores veteranos não só evocam as nossas ternas memórias dos primeiros contactos com este fascinante universo de fantasia como também ajudam a passar o testemunho à nova geração de protagonistas, nos quais é, de resto, colocado o ênfase do filme. Este novo grupo de personagens não se limita a ser uma colecção de equivalentes directos dos protagonistas dos primeiros filmes, mas antes apresenta-nos uma maneira alternativa de desempenhar os mesmos papéis - em suma, uma forma diferente de fazer o mesmo; suficientemente diferente para parecer original, suficientemente semelhante para ser igualmente bom.
Espaço agora ao vilão: Em minha opinião pessoal, o vilão é a personagem mais interessante, senão a mais importante de qualquer história, e sendo tanto a marca como o mythos da Guerra das Estrelas indissociável da figura do Darth Vader, este novo vilão tem a tarefa ingrata de se fazer comparar com um dos maus da fita mais icónicos da história do cinema. Não escamoteando a comparação, este antagonista inspira-se fortemente no seu antecessor, e presta-lhe homenagem, mas não tenta, ainda, substituí-lo. Mantendo em mente o espírito de trabalho em curso, é uma personagem ainda com muito espaço não só para se tornar mais bem definida mas também para crescer, pelo que a comparação com o Darth Vader da triologia clássica se assemelha injusta; uma comparação melhor seria com o Darth Vader do Episódio III - um vilão inexperiente, mas com o potencial de se tornar uma lenda - uma característica, de resto, partilhada pelos novos membros do panteão desta saga.
Finalmente, e porque não se pode fazer um filme da Guerra das Estrelas sem um duelo de sabres de luz, direi, acerca deste, que não me satisfez como me satisfizeram os do Episódio II. Ainda que se note claramente a "semelhança familiar" com o que tinha ficado estabelecido de filmes anteriores, a ausência do trabalho de Nick Gillard, que tinha coreografado e encenado os duelos dos três filmes anteriores, é evidente, mas estou disposto a atribuir a culpa da "timidez" deste último duelo ao carácter maturescente dos demais elementos do filme, esperando que venha a crescer e a tornar-se tão impressionante como os melhores que já vimos nesta saga.
Resumidamente, direi deste filme que, se estiverdes na disposição de o apreciar no contexto a que pertence, ao invés de como uma obra estanque, recomendo vivamente que o vejais (a não ser que não gosteis de Star Wars).
Noutra nota, como não podia deixar de ser nesta data...
DJIMGOLBELS, CRL, DJIMGOLBELS!!!
Um Feliz Natal a todos os meus estimados colegas e amigos da Corporação Disco-Bar.
Pax vobiscum atque vale.
2015-12-24
2015-12-09
Vinte e cinco porcento
(Eu queria ter feito uma piadola com o título, tipo "we are the 25%", mas não me ocorreu mais nada sequer menos mau, por isso, vai mesmo assim...)
Às tantas, o melhor é começar por recordar os meus estimados colegas e amigos que conheci a maior parte de vós num ou noutro curso de engenharia, o que nos imbuíu com habilidades matemáticas um ou dois furos acima dos comuns mortais.
Então hoje, ia eu às compras, quando fui abordado por uma menina (ou talvez uma jovem senhora). Invariavelmente, não foi o meu charme nem a minha queixada hirsuta que a atraíram, mas antes a vontade dela de me vender um cartão de crédito. Vulgar. Banal.
Como é hábito dos vendedores, ela quis exultar as virtudes do produto, entre as quais, que, em certas marcas, o cartão oferecia um desconto até 25%. (Antes de mais nada, deixem-me salientar que, com esta história do até se ludibria muita gente. Eu conheço, pessoalmente, clientes da MEO que estão a pagar um balúrdio por "até 50 Mbps de Internet", de onde tiram, num dia bom, 7 Mbps, mas não podem sequer denunciar o contrato por incumprimento da outra parte porque 7 é menos que 50*). E, para reforçar a pujança deste argumento, deu-me um exemplo prático:
"Se comprar um frigorífico da Samsung, que é coisa para custar uns 450 Euros, tem logo um desconto de, para aí, 90 Euros."
Eu confesso que, até aqui, não estava a prestar grande atenção (é que eu já tenho mais um cartão de crédito que os que uso, e outro só vem estorvar), mas esta calinada acordou-me. Desculpei-me e pedi-lhe que se repetisse, e ela gaguejou por uns momentos enquanto tentava calcular 25% de 450 de cabeça até que voltou a cair na casa dos 90. Salientei que 25% de 450 são 112.5, ao que ela me respondeu que não era de matemática nem de ciências, mas antes de Direito.
(A propósito, as engenharias contam como ciências? Eu fico tentado a dizer que sim, que é preciso enveredar pelas ciências logo no 10º ano para se chegar a engenheiro, mas, com o barulho que a malta de Física, indubitavelmente uma ciência, fazia quando os confundiam com a malta de Engenharia Física, fico sem saber ao certo...)
Mas, profissões aparte, será pedir muito que toda a gente saiba de caras que 25% de "quatrocentos e tal" não pode nunca ser menos de 100? Ainda mais, quando se está a querer vender um produto, julgo eu, deve-se pensar bem no que se vai dizer antes de abrir a boca (claro que eu sou supeito de falar, já que, quando era delegado comercial, pensava sempre muito bem nas contas antes de falar de números, mas nunca vendi nada). Está bem que eu tenho tendência a julgar toda a gente pelos mesmos padrões por que me julgo a mim e aos meus pares (vós), mas, mesmo assim, isto é o tipo de asneira que, se eu a tivesse feito na 4ª classe, me teria auferido uma valente reguada em plena palma direita.
Se calhar sou eu que estou errado, e fazer contas de cabeça é domínio exclusivo de marrões e totós, nunca de quem vende cartões de crédito vestindo um casaco de 300 Euros (que, não tive coragem de lhe dizer, nem que o Armagedão destruísse todos os outros casacos que existem valeria tal montante)...
Enfim...
Pax vobiscum atque vale.
* OK, se calhar fiz esta conta demasiado depressa. Se há algum advogado a ler isto, lembre-se que, quando se conta até 50, primeiro conta-se até 7 e depois continua-se. Se me quiser processar por difamação contra a sua profissão, eu moro no nº 7 da minha rua; depois de passar o nº 50, é uma mão cheia de portas à frente.
Às tantas, o melhor é começar por recordar os meus estimados colegas e amigos que conheci a maior parte de vós num ou noutro curso de engenharia, o que nos imbuíu com habilidades matemáticas um ou dois furos acima dos comuns mortais.
Então hoje, ia eu às compras, quando fui abordado por uma menina (ou talvez uma jovem senhora). Invariavelmente, não foi o meu charme nem a minha queixada hirsuta que a atraíram, mas antes a vontade dela de me vender um cartão de crédito. Vulgar. Banal.
Como é hábito dos vendedores, ela quis exultar as virtudes do produto, entre as quais, que, em certas marcas, o cartão oferecia um desconto até 25%. (Antes de mais nada, deixem-me salientar que, com esta história do até se ludibria muita gente. Eu conheço, pessoalmente, clientes da MEO que estão a pagar um balúrdio por "até 50 Mbps de Internet", de onde tiram, num dia bom, 7 Mbps, mas não podem sequer denunciar o contrato por incumprimento da outra parte porque 7 é menos que 50*). E, para reforçar a pujança deste argumento, deu-me um exemplo prático:
"Se comprar um frigorífico da Samsung, que é coisa para custar uns 450 Euros, tem logo um desconto de, para aí, 90 Euros."
Eu confesso que, até aqui, não estava a prestar grande atenção (é que eu já tenho mais um cartão de crédito que os que uso, e outro só vem estorvar), mas esta calinada acordou-me. Desculpei-me e pedi-lhe que se repetisse, e ela gaguejou por uns momentos enquanto tentava calcular 25% de 450 de cabeça até que voltou a cair na casa dos 90. Salientei que 25% de 450 são 112.5, ao que ela me respondeu que não era de matemática nem de ciências, mas antes de Direito.
(A propósito, as engenharias contam como ciências? Eu fico tentado a dizer que sim, que é preciso enveredar pelas ciências logo no 10º ano para se chegar a engenheiro, mas, com o barulho que a malta de Física, indubitavelmente uma ciência, fazia quando os confundiam com a malta de Engenharia Física, fico sem saber ao certo...)
Mas, profissões aparte, será pedir muito que toda a gente saiba de caras que 25% de "quatrocentos e tal" não pode nunca ser menos de 100? Ainda mais, quando se está a querer vender um produto, julgo eu, deve-se pensar bem no que se vai dizer antes de abrir a boca (claro que eu sou supeito de falar, já que, quando era delegado comercial, pensava sempre muito bem nas contas antes de falar de números, mas nunca vendi nada). Está bem que eu tenho tendência a julgar toda a gente pelos mesmos padrões por que me julgo a mim e aos meus pares (vós), mas, mesmo assim, isto é o tipo de asneira que, se eu a tivesse feito na 4ª classe, me teria auferido uma valente reguada em plena palma direita.
Se calhar sou eu que estou errado, e fazer contas de cabeça é domínio exclusivo de marrões e totós, nunca de quem vende cartões de crédito vestindo um casaco de 300 Euros (que, não tive coragem de lhe dizer, nem que o Armagedão destruísse todos os outros casacos que existem valeria tal montante)...
Enfim...
Pax vobiscum atque vale.
* OK, se calhar fiz esta conta demasiado depressa. Se há algum advogado a ler isto, lembre-se que, quando se conta até 50, primeiro conta-se até 7 e depois continua-se. Se me quiser processar por difamação contra a sua profissão, eu moro no nº 7 da minha rua; depois de passar o nº 50, é uma mão cheia de portas à frente.
2015-11-07
O Gás (e a Luz também)
Estou a mudar de casa. Nada contra a casa onde vivo, mas arranjei trabalho (yay!) noutra terra, de maneira que lá fui eu tratar de arrendar um imóvel.
Maravilhas de se arrendar um imóvel:
- O senhorio tem que assinar os papéis. E eu tenho que assinar os papéis. Mas temos de os assinar ao mesmo tempo. Acho que é parte de uma qualificação para uma modalidade olímpica nova: a assinatura de papéis sincronizada (e Portugal cai ser tão bom nisso em 2016! Vai ficar toda a gente tipo "Qual papel? O papel!"). A disponibilidade do senhorio é que pode ou não ser lá muito conveniente...
- O senhorio também tem que pagar o imposto de selo. E depois tem que vos fazer chegar o comprovativo do mesmo, senão o próximo item fica impossibilitado.
- As luzes não acendem, a água não corre e o gás não flui. É preciso contractá-los. Idem para telecomunicações.
- A casa não tem nada que não esteja aparafusado, pregado ou colado às paredes, ao chão ou ao tecto. Aqui, às vezes, vale-nos uma divindade nórdica, frequentemente esquecida do panteão Asgardiano: o deus pagão IKEA, padroeiro dos entusiastas de Legos que cresceram.
- Depois disto tudo, ainda é preciso perder um dia ou dois a arrumar as coisas todas, carregá-las num veículo de tamanho adequado (que é preciso obter, de uma forma ou outra, já que pouca gente tem tal coisa), acartá-las para onde quer que seja que se vai morar e perder o mesmo dia ou dois outra vez a desempacotar tudo.
(respirando fundo)
Enfim, maçadas há-as sempre. Mas, caramba, a Galp não ajuda rigorosamente nada!
Fui à loja do Cidadão de S. João da Madeira (é para lá que vou trabalhar (yay!)). Encontrei o balcão da Galp (não foi difícil; era o único que não era nenhum dos outros dois). Pedi para contractar os serviços deles (agora também já dão electricidade). Foi então que começaram os meus sarilhos.
A Telma, que era a menina que me atendeu, disse-me o seguinte:
- O anterior inquilino tinha contracto de gás na Gold Star (Goldstar? Goal Dstar? Ninguém me sabe dizer). Se eu não for à Go All-Star descobrir se o contracto está activo, foi rescindido ou cortado por falta de pagamento, "vai ser difícil fazer o meu contracto".
- O escritório da tal companhia é junto à rotunda que dá acesso à A1.
- Preciso de obter o "bilhete de identidade dos contadores" (sic) e fazer a leitura dos mesmos. Ela apontou os números de identificação.
- A Galp não é fornecedora de electricidade.
Em resposta, respectivamente:
- Primeiro, os contractos, obrigações e dívidas dos inquilinos anteriores não são da minha competência ou responsabilidade. Usá-los para obstar ao meu eventual contracto é, numa palavra, "merdoso". Para além disso, ninguém com quem eu falei sequer ouviu alguma vez falar da companhia, muito menos saber onde tem instalações.
- De acordo com as indicações da Telma, os escritórios da Goldest Arr ficam não "perto" da A1 mas sim directamente em cima da A1. Quem circular ali entre Estarreja e Porto tenha cuidado para não bater.
- Ela sabe (que não sabe) os números de identificação dos contadores, mas não me sabe obter o "bilhete de identidade" do contador? E mais ninguém acha isto estranho? Para além disso, os contadores do gás estão em caixas fechadas que não sem abrem sem uma chave com uma cavidade triangular, para não ir lá qualquer idiota fazer mafarriquicies (também é da maneira que não consigo fazer a leitura). Isto antes de nos lembrarmos que não era a primeira vez que o contador era removido no final do contracto. Quanto ao contador da electricidade, apesar de não existir, em todo o andar, um contador com o número que ela me disse, lá o achei e fiz a leitura.
- WTF!?
E, com isto, perdi um dia. Hoje, Sábado, quis ver se resolvia alguma coisa na loja do cidadão (mas de Viseu, que a de S. João está fechada). Disse-me a menina com quem falei:
- "Impossível."(sic) Foi esta toda a resposta dela assim que disse que queria contractar os serviços da Galp.
- O sistema hoje não permite contractos novos.
- Tenho que (ser eu a) descobrir dois códigos do serviço de gás e luz. Para os descobrir, tenho que ligar para um certo número.
- De certeza que, com uma chave de fendas ou um garfo sou capaz de arrombar a caixa onde talvez esteja o contador.
Portanto, respectivamente:
- "Ganda" espírito! Fiquei logo cheio de vontade de continuar a tentar ser cliente desta companhia. Claramente, eles querem que eu seja cliente deles. É assim mesmo: dá trabalho, logo, é impossível. Descartes terá dito algo semelhante, mas em latim (labuto ergo non sum... ou então outra coisa qualquer). Boa!
- Julgo que é por o sistema ser judeu. "Honrarás o Shabbath e mante-lo-ás santo". Eu acho que vi o sistema a usar uma yarmulke uma vez. E aquela penca que o sistema tem não engana ninguém.
- Mas tenho que ser eu, porque a Galp não tem telefones (toda a comunicação interna é feita por pombos correio. Não imaginam a esterqueira que vai nos escritórios deles), e, sem isso, "vai ser muito difícil para (ela) descobri-los". Ora, a Galp não faz coisas difícies; só fáceis. Isso e, claramente, não emprega ninguém cujo trabalho seja ajudar os potenciais clientes a comprometerm-se a passar vários meses a debitar, a favor deles, os seus preciosos sheckles em troco de gás e electricidade.
- Ela acabou de me dar instrucções de como sabotar o equipamento da empresa para a qual trabalha? Não, isso não é, nunca, de maneira alguma, nem sequer parecido com um tiro no pé.
Galp... é mais "golpe", isso sim!
Pax vobiscum atque vale.
Maravilhas de se arrendar um imóvel:
- O senhorio tem que assinar os papéis. E eu tenho que assinar os papéis. Mas temos de os assinar ao mesmo tempo. Acho que é parte de uma qualificação para uma modalidade olímpica nova: a assinatura de papéis sincronizada (e Portugal cai ser tão bom nisso em 2016! Vai ficar toda a gente tipo "Qual papel? O papel!"). A disponibilidade do senhorio é que pode ou não ser lá muito conveniente...
- O senhorio também tem que pagar o imposto de selo. E depois tem que vos fazer chegar o comprovativo do mesmo, senão o próximo item fica impossibilitado.
- As luzes não acendem, a água não corre e o gás não flui. É preciso contractá-los. Idem para telecomunicações.
- A casa não tem nada que não esteja aparafusado, pregado ou colado às paredes, ao chão ou ao tecto. Aqui, às vezes, vale-nos uma divindade nórdica, frequentemente esquecida do panteão Asgardiano: o deus pagão IKEA, padroeiro dos entusiastas de Legos que cresceram.
- Depois disto tudo, ainda é preciso perder um dia ou dois a arrumar as coisas todas, carregá-las num veículo de tamanho adequado (que é preciso obter, de uma forma ou outra, já que pouca gente tem tal coisa), acartá-las para onde quer que seja que se vai morar e perder o mesmo dia ou dois outra vez a desempacotar tudo.
(respirando fundo)
Enfim, maçadas há-as sempre. Mas, caramba, a Galp não ajuda rigorosamente nada!
Fui à loja do Cidadão de S. João da Madeira (é para lá que vou trabalhar (yay!)). Encontrei o balcão da Galp (não foi difícil; era o único que não era nenhum dos outros dois). Pedi para contractar os serviços deles (agora também já dão electricidade). Foi então que começaram os meus sarilhos.
A Telma, que era a menina que me atendeu, disse-me o seguinte:
- O anterior inquilino tinha contracto de gás na Gold Star (Goldstar? Goal Dstar? Ninguém me sabe dizer). Se eu não for à Go All-Star descobrir se o contracto está activo, foi rescindido ou cortado por falta de pagamento, "vai ser difícil fazer o meu contracto".
- O escritório da tal companhia é junto à rotunda que dá acesso à A1.
- Preciso de obter o "bilhete de identidade dos contadores" (sic) e fazer a leitura dos mesmos. Ela apontou os números de identificação.
- A Galp não é fornecedora de electricidade.
Em resposta, respectivamente:
- Primeiro, os contractos, obrigações e dívidas dos inquilinos anteriores não são da minha competência ou responsabilidade. Usá-los para obstar ao meu eventual contracto é, numa palavra, "merdoso". Para além disso, ninguém com quem eu falei sequer ouviu alguma vez falar da companhia, muito menos saber onde tem instalações.
- De acordo com as indicações da Telma, os escritórios da Goldest Arr ficam não "perto" da A1 mas sim directamente em cima da A1. Quem circular ali entre Estarreja e Porto tenha cuidado para não bater.
- Ela sabe (que não sabe) os números de identificação dos contadores, mas não me sabe obter o "bilhete de identidade" do contador? E mais ninguém acha isto estranho? Para além disso, os contadores do gás estão em caixas fechadas que não sem abrem sem uma chave com uma cavidade triangular, para não ir lá qualquer idiota fazer mafarriquicies (também é da maneira que não consigo fazer a leitura). Isto antes de nos lembrarmos que não era a primeira vez que o contador era removido no final do contracto. Quanto ao contador da electricidade, apesar de não existir, em todo o andar, um contador com o número que ela me disse, lá o achei e fiz a leitura.
- WTF!?
E, com isto, perdi um dia. Hoje, Sábado, quis ver se resolvia alguma coisa na loja do cidadão (mas de Viseu, que a de S. João está fechada). Disse-me a menina com quem falei:
- "Impossível."(sic) Foi esta toda a resposta dela assim que disse que queria contractar os serviços da Galp.
- O sistema hoje não permite contractos novos.
- Tenho que (ser eu a) descobrir dois códigos do serviço de gás e luz. Para os descobrir, tenho que ligar para um certo número.
- De certeza que, com uma chave de fendas ou um garfo sou capaz de arrombar a caixa onde talvez esteja o contador.
Portanto, respectivamente:
- "Ganda" espírito! Fiquei logo cheio de vontade de continuar a tentar ser cliente desta companhia. Claramente, eles querem que eu seja cliente deles. É assim mesmo: dá trabalho, logo, é impossível. Descartes terá dito algo semelhante, mas em latim (labuto ergo non sum... ou então outra coisa qualquer). Boa!
- Julgo que é por o sistema ser judeu. "Honrarás o Shabbath e mante-lo-ás santo". Eu acho que vi o sistema a usar uma yarmulke uma vez. E aquela penca que o sistema tem não engana ninguém.
- Mas tenho que ser eu, porque a Galp não tem telefones (toda a comunicação interna é feita por pombos correio. Não imaginam a esterqueira que vai nos escritórios deles), e, sem isso, "vai ser muito difícil para (ela) descobri-los". Ora, a Galp não faz coisas difícies; só fáceis. Isso e, claramente, não emprega ninguém cujo trabalho seja ajudar os potenciais clientes a comprometerm-se a passar vários meses a debitar, a favor deles, os seus preciosos sheckles em troco de gás e electricidade.
- Ela acabou de me dar instrucções de como sabotar o equipamento da empresa para a qual trabalha? Não, isso não é, nunca, de maneira alguma, nem sequer parecido com um tiro no pé.
Galp... é mais "golpe", isso sim!
Pax vobiscum atque vale.
2015-10-27
O estranho caso de KIC 8462852
Estamos a observar o espaço hà já uma boa dúzia de anos, e estamos a ficar bom nisso.
Conseguimos observar breves diminuições na luminosidade que uma estrela nos envia, e isso indica que "algo" (um planeta normalmente) passou entre a estrela e o nosso ponto de observação.
Mas repito, são breves e minusculas diminuições na luminosidade. Por exemplo, se, fora do nosso sistema solar, alguem nos estiver a observar, e Jupiter (o nosso maior planeta) passar pela "frente" do nosso sol, isso representa quase 1% de diminuição da luminosidade do nosso sol.
É aqui que KIC 8462852 nos fascina. Senão observem:
Ao longo 4 anos (2009 a 2013) observámos KIC 8462852, e esta estrela mostra decréscimos abruptos, breves e não regulares na luminosidade. Nos pontos mais recentes (mais à direita e a amarelo no gráfico), vemos 20% no decréscimo de luminosidade de KIC, repetido irregularmente entre poucos dias.
Foram feitas contas, vistos e revistos todos os modelos naturais que conhecemos, e ficamos com 3 hipóteses:
1)Ou KiC tem uma nuvem de poeira enorme à sua volta.
2)Ou KiC tem um objecto cuja órbita não é regular à sua volta.
3)???
A hipótese 1 parecia a mais provável, mas foi já descartada a 99%. Nuvens de poeira são comuns em estrelas novas, e são-nos visíveis no especto de IR(infra-red). KiC é uma estrela madura, com um ciclo de 22 dias, e o especto IR mostra 0 em poeiras.
Hipótese 2 é assustadora. Fizeram-se as continhas, e para reduzir a luz de uma estrela como KiC em 20% era preciso uma "planeta" com 50% do seu tamanho passar à sua "frente" (KiC é 1.5 vezes maior que o nosso sol. 50% disso é.... nunca antes visto)
Hipótese 3... bem,...
Digamos apenas que temos neste momento, os 27 satélites do Very Large Array a "ouvir" KiC à procura de sinais de rádio.
KiC 8462852 está a apenas 1400 anos luz. O que quer esteja a passar à sua frente e a obscurever a sua luz, aconteceu à 1400 anos atrás. Com os protótipos de propulsão que temos actualmente, demoraríamos algo com 16000 anos a lá chegar.
Os resultados do Very Large Array devem chegar ainda esta semana. Até lá, procurem por notícias de KIC 8462852 pelo google, que está cheio de teorias engraçadas.
Conseguimos observar breves diminuições na luminosidade que uma estrela nos envia, e isso indica que "algo" (um planeta normalmente) passou entre a estrela e o nosso ponto de observação.
Mas repito, são breves e minusculas diminuições na luminosidade. Por exemplo, se, fora do nosso sistema solar, alguem nos estiver a observar, e Jupiter (o nosso maior planeta) passar pela "frente" do nosso sol, isso representa quase 1% de diminuição da luminosidade do nosso sol.
É aqui que KIC 8462852 nos fascina. Senão observem:
Ao longo 4 anos (2009 a 2013) observámos KIC 8462852, e esta estrela mostra decréscimos abruptos, breves e não regulares na luminosidade. Nos pontos mais recentes (mais à direita e a amarelo no gráfico), vemos 20% no decréscimo de luminosidade de KIC, repetido irregularmente entre poucos dias.
Foram feitas contas, vistos e revistos todos os modelos naturais que conhecemos, e ficamos com 3 hipóteses:
1)Ou KiC tem uma nuvem de poeira enorme à sua volta.
2)Ou KiC tem um objecto cuja órbita não é regular à sua volta.
3)???
A hipótese 1 parecia a mais provável, mas foi já descartada a 99%. Nuvens de poeira são comuns em estrelas novas, e são-nos visíveis no especto de IR(infra-red). KiC é uma estrela madura, com um ciclo de 22 dias, e o especto IR mostra 0 em poeiras.
Hipótese 2 é assustadora. Fizeram-se as continhas, e para reduzir a luz de uma estrela como KiC em 20% era preciso uma "planeta" com 50% do seu tamanho passar à sua "frente" (KiC é 1.5 vezes maior que o nosso sol. 50% disso é.... nunca antes visto)
Hipótese 3... bem,...
Digamos apenas que temos neste momento, os 27 satélites do Very Large Array a "ouvir" KiC à procura de sinais de rádio.
KiC 8462852 está a apenas 1400 anos luz. O que quer esteja a passar à sua frente e a obscurever a sua luz, aconteceu à 1400 anos atrás. Com os protótipos de propulsão que temos actualmente, demoraríamos algo com 16000 anos a lá chegar.
Os resultados do Very Large Array devem chegar ainda esta semana. Até lá, procurem por notícias de KIC 8462852 pelo google, que está cheio de teorias engraçadas.
2015-09-09
Styx Master of Shadows
Este post eh para o Peres.
Um jogo de stealth a moda antiga, em que o stealth nao eh uma opcao, eh a unica opcao!
Tu es um pequeno goblin meio marado da tola, num mundo cheio de humanos (2 vezes maiores que tu), elfos e orcs (estes entao sao tao mais maiores, que nao ha opcao de luta - eles ganham e acabou-se; por outro lado encontram-se sempre acorrentados). Todos os teus inimigos sao mais fortes que tu, pelo que tens que aproveitar as sombras para ires navegando os niveis, que sao bastante grandes.
Convem andar silenciosamente e aproveitar buracos, poisos elevados e o escuro para nao alertar os guardas (que por vezes preferem bater uma sesta em vez de fazerem o seu trabalho). Geralmente ha patrulhas, e os guardas aproveitam para parar um bocado na conversa ou para comer/beber.
Mas vais falhar, e vais ser visto. Com sorte consegues escapar usando uma habilidade ou metendo-te num sitio seguro. Se calhar tentas esconder-te debaixo de uma mesa (sera que os guardas burros se lembram de procurar ai, ou terao preguica de se abaixar?). Ou talvez consigas matar rapidamente o adversario. Mas se uma luta 1on1 eh dificil, com mais um inimigo a morte eh quase certa.
Um joguinho porreiro que passou despercebido e fez lembrar aqueles jogos dos finais dos anos noventa. Se jogaste algum dos "Thief"s e curtiste, entao este sera um bom jogo para ti.
E obviamente, nao tem que ser so o Peres a experimentar, os outros podem tambem!
Um jogo de stealth a moda antiga, em que o stealth nao eh uma opcao, eh a unica opcao!
Tu es um pequeno goblin meio marado da tola, num mundo cheio de humanos (2 vezes maiores que tu), elfos e orcs (estes entao sao tao mais maiores, que nao ha opcao de luta - eles ganham e acabou-se; por outro lado encontram-se sempre acorrentados). Todos os teus inimigos sao mais fortes que tu, pelo que tens que aproveitar as sombras para ires navegando os niveis, que sao bastante grandes.
Convem andar silenciosamente e aproveitar buracos, poisos elevados e o escuro para nao alertar os guardas (que por vezes preferem bater uma sesta em vez de fazerem o seu trabalho). Geralmente ha patrulhas, e os guardas aproveitam para parar um bocado na conversa ou para comer/beber.
Mas vais falhar, e vais ser visto. Com sorte consegues escapar usando uma habilidade ou metendo-te num sitio seguro. Se calhar tentas esconder-te debaixo de uma mesa (sera que os guardas burros se lembram de procurar ai, ou terao preguica de se abaixar?). Ou talvez consigas matar rapidamente o adversario. Mas se uma luta 1on1 eh dificil, com mais um inimigo a morte eh quase certa.
Um joguinho porreiro que passou despercebido e fez lembrar aqueles jogos dos finais dos anos noventa. Se jogaste algum dos "Thief"s e curtiste, entao este sera um bom jogo para ti.
E obviamente, nao tem que ser so o Peres a experimentar, os outros podem tambem!
2015-07-22
Que antipático...
Pois é...
Ora ontem à noite, cedendo à pressão de variadíssimos jogos e apps diversos que, por um motivo ou outro, me pedem para usar a minha conta do Facebook (que não existe... existia), criei uma conta nesse site. Por paranoia, não coloque lá o meu nome, mas, como usei o meu e-mail "padrão", o site do Sr. Zuckerberg anunciou-me logo perante uma data dos meus estimados colegas e amigos que já lá estavam (e vice versa). Naturalmente, como os meus colegas e amigos em questão são gente simpática, tenho estado, desde ontem, a receber pedidos de amizade.
Sucede, caríssimos, que eu não faço a menor intenção de usar o site ou de lá colocar uma gota que seja de informação acerca de mim mesmo. Desta forma, indeferirei todos os pedidos de amizade que lá caírem, mas, por favor, não julgueis que somos menos amigos por isso.
A esta hora, várias horas depois de ter ignorado os vossos pedidos, estareis a pensar, "olha este antipático do Chumbinho...". As minhas sentidas desculpas, mas é que esta conta é mesmo só para jogos e apps diversos me oferecerem todas as suas funcionalidades e/ou pararem de chatear.
Gosto, como sempre, muito de vós e, parafraseando o Capitão Kirk, sou e serei sempre vosso amigo, mas aquele site já teve, da minha parte, mais actividade que o que eu julgo que merece.
Pax vobiscum atque vale.
Ora ontem à noite, cedendo à pressão de variadíssimos jogos e apps diversos que, por um motivo ou outro, me pedem para usar a minha conta do Facebook (que não existe... existia), criei uma conta nesse site. Por paranoia, não coloque lá o meu nome, mas, como usei o meu e-mail "padrão", o site do Sr. Zuckerberg anunciou-me logo perante uma data dos meus estimados colegas e amigos que já lá estavam (e vice versa). Naturalmente, como os meus colegas e amigos em questão são gente simpática, tenho estado, desde ontem, a receber pedidos de amizade.
Sucede, caríssimos, que eu não faço a menor intenção de usar o site ou de lá colocar uma gota que seja de informação acerca de mim mesmo. Desta forma, indeferirei todos os pedidos de amizade que lá caírem, mas, por favor, não julgueis que somos menos amigos por isso.
A esta hora, várias horas depois de ter ignorado os vossos pedidos, estareis a pensar, "olha este antipático do Chumbinho...". As minhas sentidas desculpas, mas é que esta conta é mesmo só para jogos e apps diversos me oferecerem todas as suas funcionalidades e/ou pararem de chatear.
Gosto, como sempre, muito de vós e, parafraseando o Capitão Kirk, sou e serei sempre vosso amigo, mas aquele site já teve, da minha parte, mais actividade que o que eu julgo que merece.
Pax vobiscum atque vale.
2015-04-24
Acudam, Vingadores!
Aqui há uns anos valentes, neste blog, terei feito uma piadola com a possibilidade de um site de encontros baseado na premissa de que, nele, homens solitários poderíam encontrar mulheres solteiras que se parecessem com a Gemma Atkinson. Creio que cheguei mesmo a criar um "anúncio" para tal site:
Sucede que, na altura, eu sentia-me atraído por mulheres bonitas e esculturais, com peitos roliços e avantajados e em idade fértil. Enfim, desvarios da juventude...
Ora ontem, estava eu a passear pelo IMDb.com, quando me deparei com esta pérola, que passo a transcrever:
     "To help hide Scarlett Johansson's pregnancy, three stunt doubles were hired. This caused a lot of confusion among the other actors since, according to them, all of the stunt women looked very similar to Johansson. Chris Evans stated that it got to the point where he would say hello and start a conversation with one of them, only to realize mid way that the person he was talking to wasn't Johansson."
OK, deixa cá ver se percebo... Circulam portanto por aí pelo menos três (3) senhoras que se parecem tanto com a Scarlett Johansson que mesmo o actor Chris Evans não conseguia, mesmo depois de ter acabado de iniciar uma conversa com uma delas, distinguo-las da própria Srª. Johansson.
O Chris Evans. O mesmo Chris Evans que já tinha contracenado com a Scarlett Johansson no primeiro filme dos Vingadores. O Chris Evans cuja personagem em "The Nanny Diaries" tem uma relação romântica com a personagem da Scarlett Johansson. Aquele Chris Evans que pasou essencialmente toda a duração do filme "Capitão América - O Soldado do Inverno" sentado ao lado de, caminhando ao lado de, conversando com ou beijando a Scarlett Johansson. E o homem não as conseguia distinguir...?
Pois...
... agora já não parece assim tão descabido, pois nao?
Pax vobiscum atque vale.
Sucede que, na altura, eu sentia-me atraído por mulheres bonitas e esculturais, com peitos roliços e avantajados e em idade fértil. Enfim, desvarios da juventude...
Ora ontem, estava eu a passear pelo IMDb.com, quando me deparei com esta pérola, que passo a transcrever:
     "To help hide Scarlett Johansson's pregnancy, three stunt doubles were hired. This caused a lot of confusion among the other actors since, according to them, all of the stunt women looked very similar to Johansson. Chris Evans stated that it got to the point where he would say hello and start a conversation with one of them, only to realize mid way that the person he was talking to wasn't Johansson."
OK, deixa cá ver se percebo... Circulam portanto por aí pelo menos três (3) senhoras que se parecem tanto com a Scarlett Johansson que mesmo o actor Chris Evans não conseguia, mesmo depois de ter acabado de iniciar uma conversa com uma delas, distinguo-las da própria Srª. Johansson.
O Chris Evans. O mesmo Chris Evans que já tinha contracenado com a Scarlett Johansson no primeiro filme dos Vingadores. O Chris Evans cuja personagem em "The Nanny Diaries" tem uma relação romântica com a personagem da Scarlett Johansson. Aquele Chris Evans que pasou essencialmente toda a duração do filme "Capitão América - O Soldado do Inverno" sentado ao lado de, caminhando ao lado de, conversando com ou beijando a Scarlett Johansson. E o homem não as conseguia distinguir...?
Pois...
... agora já não parece assim tão descabido, pois nao?
Pax vobiscum atque vale.
2015-03-06
ThePiratebay bloqueado
O ThePiratebay foi bloqueado em Portugal, por ordem judicial:
"
Acho que há conteudo pirata ou algo assim. Não sei, nunca lá fui.
Um primo de um vizinho meu disse-me que não alternativa. Não existe nada como Pirate Proxy ponto sx, ou Proxy bay ponto info.
Enfim.
"
O site a que se pretende aceder encontra-se bloqueado na sequência do cumprimento de ordem judicial"
Acho que há conteudo pirata ou algo assim. Não sei, nunca lá fui.
Um primo de um vizinho meu disse-me que não alternativa. Não existe nada como Pirate Proxy ponto sx, ou Proxy bay ponto info.
Enfim.
2015-01-14
Dos estudantes universitários Portugueses
Antes de mais nada, perguntem-me por que é que estou a fazer este post. Vá lá, perguntem. A sério...
        "ArabianShark, por que é que estás a fazer este post?"
Excelente questão. A respota simples é "porque tenho coisas para fazer, mas não me apetece fazê-las, portanto, vou fazê-las assim que acabar de fazer esta outra tarefa que me ocorreu ainda agora e que é postar no blog da malta". Ou seja, estou a procrastinar...
        "Mas, ArabianShark, isso não é, digamos, feio?"
Sim, é, seu sacana moralista, muito obrigado. Agora cala-te e vê o filme...
É verdade, hoje trago um filme para vós. Apraz-me dizer, acerca do mesmo, antes de aqui o colocar, para vos evitar a maçada de andar a clicar em links e ser redireccionado para outros sites (afinal, aqui no Disco-Bar é que se está bem), que se trata de uma produção da revista "Sábado", que foi para as ruas de Lisboa entrevistar uma centena de estudantes universitários. A esta altura, os meus estimados colegas e amigos já deduziram, de certeza, que vai sair daqui asneira, e não sem razão. Ora, os leitores e colaboradores deste blog que me conhecem conheceram-me quando éramos estudantes universitários, o que ainda não foi assim há tanto tempo quanto isso, de maneira que, apesar de já não ser uma classe com a qual nos identifiquemos completamente, continua a ser uma classe com a qual (pelo menos eu) sinto alguma afinidade. Resta-me a consolação de saber que, uma vez que o filme retrata muito menos de 100 estudantes, a grande maioria deve ter feito suficientemente boa figura para não figurar no filme.
Portanto, sem mais delongas, permitam-me apresentar...
O Filme:
*suspiro*
Pax vobiscum atque vale.
        "ArabianShark, por que é que estás a fazer este post?"
Excelente questão. A respota simples é "porque tenho coisas para fazer, mas não me apetece fazê-las, portanto, vou fazê-las assim que acabar de fazer esta outra tarefa que me ocorreu ainda agora e que é postar no blog da malta". Ou seja, estou a procrastinar...
        "Mas, ArabianShark, isso não é, digamos, feio?"
Sim, é, seu sacana moralista, muito obrigado. Agora cala-te e vê o filme...
É verdade, hoje trago um filme para vós. Apraz-me dizer, acerca do mesmo, antes de aqui o colocar, para vos evitar a maçada de andar a clicar em links e ser redireccionado para outros sites (afinal, aqui no Disco-Bar é que se está bem), que se trata de uma produção da revista "Sábado", que foi para as ruas de Lisboa entrevistar uma centena de estudantes universitários. A esta altura, os meus estimados colegas e amigos já deduziram, de certeza, que vai sair daqui asneira, e não sem razão. Ora, os leitores e colaboradores deste blog que me conhecem conheceram-me quando éramos estudantes universitários, o que ainda não foi assim há tanto tempo quanto isso, de maneira que, apesar de já não ser uma classe com a qual nos identifiquemos completamente, continua a ser uma classe com a qual (pelo menos eu) sinto alguma afinidade. Resta-me a consolação de saber que, uma vez que o filme retrata muito menos de 100 estudantes, a grande maioria deve ter feito suficientemente boa figura para não figurar no filme.
Portanto, sem mais delongas, permitam-me apresentar...
O Filme:
*suspiro*
Pax vobiscum atque vale.
2014-12-24
Mais uma vez...
... estamos naquela altura do ano. O perú está no forno, a lareira está acesa (mas há de se apagar, não se queime o Pai Natal), os presentes estão debaixo da árvore e os ausentes no coração. Não resta senão dizer...
DJIMGOBELS CRL, DJIMGOBELS!!!
Um Feliz Natal para todos os meus estimados colegas e amigos da Corporação Disco-Bar :)
Pax vobiscum atque vale.
DJIMGOBELS CRL, DJIMGOBELS!!!
Um Feliz Natal para todos os meus estimados colegas e amigos da Corporação Disco-Bar :)
Pax vobiscum atque vale.
2014-12-18
Não consigo imaginar um título adequado ao conteúdo desta entrada...
... porque, simplesmente, estou sem palavras.
Bem, vamos lá começar por relatar os factos.
Então sucedeu que, a 17 de Setembro de 2011, enquanto eu andava ocupado a arranjar casa em Londres, um vilão quis assaltar uma padaria em Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro (quem transitava de autocarro entre Aveiro e Viseu ou São Pedro do Sul conhece a localidade, de certeza). Entrou pelo establecimento adentro, de cara tapada, com uma espingarda de caça e atingiu o dono, que, depreendo, especulando, não deve ter ficado lá muito satisfeito. Fortuitamente, familiares do cavalheiro vieram em seu auxílio e subjudaram o assaltante, servindo-se, para o efeito, de murros e pontapés (para este último pormenor, acerca do qual ouvi na televisão, não encontrei fonte que possa citar, por isso, não vou postar isso na Wikipédia, mas digo-lo-vo). Ora sucede (e isto posso eu, que nunca assaltei nenhuma padaria, mas já levei tanto socos como pontapés, confirmar) que murros e pontapés, portanto, aleijam. Imagino, de novo, especulando, que aleijem mesmo quando são recebidos no decorrer ou como consequência de cometer um crime. Calha mesmo que estes aleijaram tanto que o bandido que os recebeu ficou em mau estado. Ora, apesar de me identificar como um pacifista, não posso, honestamente, dizer que tenha pena de um indivíduo que é maltratado por pessoas que tentam defender um parente que a "vítima" acabou de balear deliberadamente e com intenção de roubar.
(fim da parte mais ou menos razoável)
Sucede que hoje, 17 de Dezembro de 2014 (25º aniversário dos Simpsons, que se estrearam no programa "The Tracy Ulman Show" e que hoje são um importante marco na cultura popular Americana e quiçá da Humanidade), três anos e três meses depois do sucedido, ao ladrão, que tinha acusado as suas próprias vítimas de, no acto de meramente se defenderem, desarmados, depois de um deles ter recebido um ferimento de uma arma de fogo, crimes contra a sua integridade física, foi concedido, por acordo, uma indeminização de 7500 euros.
Portanto (TL;DR):
    - Bandido assalta padaria;
    - Bandido atinge dono da padaria;
    - Parentes da vítima defendem-na de outros eventuais ferimentos e/ou mafarriquices;
    - Tribunal concede ao bandido o direito de chatear a vítima tanto que...
    - Vítima e familiares acedem a indeminizar bandido só para se livrarem da chatice.
Vocês lembram-se de, aqui há muitos anos, lermos acerca de casos jurídicos nos Estados Unidos como "homem põe charutos no seguro, fuma-os e reclama indeminização sobre os bens segurados que foram destruídos numa série de pequenos incêndios", o contra-processo da seguradora por "várias instâncias de fogo-posto" ou mesmo "homem adquire auto-caravana com cruise control, activa o cruise control, ausenta-se do lugar do condutor e processa o fabricante do automóvel na sequência do acidente resultante por não lhe terem explicado que cruise control não é um piloto automático"? Lembram-se, igualmente, de pensar "eh, pá, isto só na América"? Recordam-se, porventura, do misto de alívio e desapontamento ao saber que algumas dessas histórias se vêm a revelar como farsas? Cheira-me que isto nem na América.
Em prol de toda a verdade, apraz-me dizer que, apesar da indeminização que a vítima e familiares acederam a pagar ao assaltante, este último tinha sido condenado a pagar uma indeminização de maior valor às suas vítimas, na qual este novo valor será descontado, mas sou da opinião que isso não desculpa os tribunais por terem permitido que se chegasse a este ponto do que eu consigo qualificar apenas como "estupidez".
Fontes:
Jornal de Notícias (visitado em 17 de Dezembro de 2014)
Notícias ao Minuto (incluído apenas porque apresenta verbatim o mesmo texto do JN, o que eu achei digno de nota)
Visão (apenas resumo, incluído à laia de TL:DR das fontes)
Pax vobiscum atque vale.
(Isto nem na América...)
Bem, vamos lá começar por relatar os factos.
Então sucedeu que, a 17 de Setembro de 2011, enquanto eu andava ocupado a arranjar casa em Londres, um vilão quis assaltar uma padaria em Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro (quem transitava de autocarro entre Aveiro e Viseu ou São Pedro do Sul conhece a localidade, de certeza). Entrou pelo establecimento adentro, de cara tapada, com uma espingarda de caça e atingiu o dono, que, depreendo, especulando, não deve ter ficado lá muito satisfeito. Fortuitamente, familiares do cavalheiro vieram em seu auxílio e subjudaram o assaltante, servindo-se, para o efeito, de murros e pontapés (para este último pormenor, acerca do qual ouvi na televisão, não encontrei fonte que possa citar, por isso, não vou postar isso na Wikipédia, mas digo-lo-vo). Ora sucede (e isto posso eu, que nunca assaltei nenhuma padaria, mas já levei tanto socos como pontapés, confirmar) que murros e pontapés, portanto, aleijam. Imagino, de novo, especulando, que aleijem mesmo quando são recebidos no decorrer ou como consequência de cometer um crime. Calha mesmo que estes aleijaram tanto que o bandido que os recebeu ficou em mau estado. Ora, apesar de me identificar como um pacifista, não posso, honestamente, dizer que tenha pena de um indivíduo que é maltratado por pessoas que tentam defender um parente que a "vítima" acabou de balear deliberadamente e com intenção de roubar.
(fim da parte mais ou menos razoável)
Sucede que hoje, 17 de Dezembro de 2014 (25º aniversário dos Simpsons, que se estrearam no programa "The Tracy Ulman Show" e que hoje são um importante marco na cultura popular Americana e quiçá da Humanidade), três anos e três meses depois do sucedido, ao ladrão, que tinha acusado as suas próprias vítimas de, no acto de meramente se defenderem, desarmados, depois de um deles ter recebido um ferimento de uma arma de fogo, crimes contra a sua integridade física, foi concedido, por acordo, uma indeminização de 7500 euros.
Portanto (TL;DR):
    - Bandido assalta padaria;
    - Bandido atinge dono da padaria;
    - Parentes da vítima defendem-na de outros eventuais ferimentos e/ou mafarriquices;
    - Tribunal concede ao bandido o direito de chatear a vítima tanto que...
    - Vítima e familiares acedem a indeminizar bandido só para se livrarem da chatice.
Vocês lembram-se de, aqui há muitos anos, lermos acerca de casos jurídicos nos Estados Unidos como "homem põe charutos no seguro, fuma-os e reclama indeminização sobre os bens segurados que foram destruídos numa série de pequenos incêndios", o contra-processo da seguradora por "várias instâncias de fogo-posto" ou mesmo "homem adquire auto-caravana com cruise control, activa o cruise control, ausenta-se do lugar do condutor e processa o fabricante do automóvel na sequência do acidente resultante por não lhe terem explicado que cruise control não é um piloto automático"? Lembram-se, igualmente, de pensar "eh, pá, isto só na América"? Recordam-se, porventura, do misto de alívio e desapontamento ao saber que algumas dessas histórias se vêm a revelar como farsas? Cheira-me que isto nem na América.
Em prol de toda a verdade, apraz-me dizer que, apesar da indeminização que a vítima e familiares acederam a pagar ao assaltante, este último tinha sido condenado a pagar uma indeminização de maior valor às suas vítimas, na qual este novo valor será descontado, mas sou da opinião que isso não desculpa os tribunais por terem permitido que se chegasse a este ponto do que eu consigo qualificar apenas como "estupidez".
Fontes:
Jornal de Notícias (visitado em 17 de Dezembro de 2014)
Notícias ao Minuto (incluído apenas porque apresenta verbatim o mesmo texto do JN, o que eu achei digno de nota)
Visão (apenas resumo, incluído à laia de TL:DR das fontes)
Pax vobiscum atque vale.
(Isto nem na América...)
2014-11-11
Comic Con Portugal?
Comic Con Portugal?
Comic Con Portugal
Nunca pensei escrever tal coisa, mas este ano, em dezembro, vai haver uma Comic Con em Portugal.
Sim, quando digo Portugal quer dizer Portugal-Portugal, e não uma pacata localidade esquecida nalgum recanto dos US, como esta.
Claro, vai ver so geeks e nerds, até nos convidados.
Temos a super geeky, firefly nerdy, Morena Bacardi
O evento vai ser 5, 6 e 7 de Dezembro, na Exponor, e podem ver a pagina da organização aqui
PS: Peço por favor à direcção do blog para acordar, a ver se a mascote do blog lá aparece também!
Comic Con Portugal
Nunca pensei escrever tal coisa, mas este ano, em dezembro, vai haver uma Comic Con em Portugal.
Sim, quando digo Portugal quer dizer Portugal-Portugal, e não uma pacata localidade esquecida nalgum recanto dos US, como esta.
Claro, vai ver so geeks e nerds, até nos convidados.
Temos a super geeky, firefly nerdy, Morena Bacardi
E a praticamente desconhecida Natalie Dormer em representação do Game of Thrones:
O evento promete mais convidados confirmados para breve (pessoalmente, não me importava que o pessoal do "vikings" aparecesse)
O evento vai ser 5, 6 e 7 de Dezembro, na Exponor, e podem ver a pagina da organização aqui
PS: Peço por favor à direcção do blog para acordar, a ver se a mascote do blog lá aparece também!
2014-11-02
Cultura X
Com um nome destes, estaríeis desculpados por pensar que se tratava de algo acerca da cultura por detrás de personagens como Malcom X ou do protagonista do filme "História Americana X", mas não; é mesmo só um blog portugês fixe.
Descobri-o através de outro blog, A Pipoca Mais Doce que, à excepção de um artigo re-publicado do Cultura X, ainda não tive tempo de explorar devidamente. A este propósito, fica aqui o link para o post n'A Pipoca Mais Doce, a bem da diversidade, e outro, directamente do Cultura X, que eu achei igualmente fixe. Recomendo que leiam os dois (são pequeninos e lêm-se muito bem).
Como este post se assemelha assaz curto e mais próximo de um micro-post, mais digno da Shoutbox que do corpo principal do blog da Corporação Disco-bar, queria responder a uma questão que o Sintra levantou no último post dele: parafraseando, às vezes, um indivíduo vai ver o que escreveu uns anos antes e dá consigo mesmo a pensar "eish, que horror; que estúpido que eu era!". No seu post, o Sintra prosseguiu, dizendo que andou a ver coisas que tinha escrito antes e que achou que já na altura era um gajo fixe. Pois, quanto a mim, estou perfeitamente de acordo com ambos os pontos: primeiro, que já na altura o Sintra era um gajo fixe; segundo, que, muitas vezes um gajo vai ler escritos antigos e se depara com horrores inmitigáveis. A esse propósito, queria deixar-vos uma história pessoal:
É difícil precisar uma data. Posso afirmar com toda a certeza que foi no Verão, provavelmente em Agosto, e julgo que em 2005, mas pode perfeitamente ter sido tão tarde quanto 2007 (se bem que não me parece), que eu estava na Figueira da Foz a remexer num computador "reciclado" de peças de outros computadores que já tinham sido ultrapassados e que tinha montado só para "desenrascar": afinal passo pouquíssimo tempo na casa de férias da Figueira da Foz, e aquele PC tinha sido lá posto só mesmo para uma ou outra partida de uma versão qualquer do "Worms", provavelmete o "World Party", mas, no tom de incerteza que já tem vindo a acompanhar esta história, podia perfeitamente ter sido o "Armageddon". Note-se que isto foi antes de eu ter um portátil. Sucede que, conforme referi, o computador tinha sido montado com peças usadas (se bem que todas por mim), entre as quais os discos. Num deles, encontrei um documento do word chamado "Freespace.doc". Imediatamente o reconheci: Tratava-se de um conto que eu tinha escrito entre 2000 e 2001 (finalmente, uma afirmação feita com certeza), inspirado por um jogo, chamado "Freespace" (ou "Descent: Freespace", uma vez que era uma espécie de descendente do "Descent", mas passado no espaço sideral, em vez de ser em cavernas tortuosas), que tinha vindo "bundled" (não é só o Sintra que recorre aos anglicismos. Muitas vezes, são mesmo a melhor solução) com o primeiro leitor de DVDs que algum dia tinha comprado, em finais de 1999. Alguns de vós saberão que, de vez em quando, dá-me a pancada para escrever ficção, e este "Freespace.doc" foi a génese dessa pancada (a minha mãe fala-me de um "livro" que eu escrevi com uma idade ridícula, como 4 anos, em papelinhos de tomar notas (dir-se-iam Post-Its, mas, segundo creio, os papelinhos em questão não eram adesivos. De mais a mais, Post-Its é uma marca comercial, e, com a quantidade de papelinhos de notas de outras marcas que já me passaram pelas mãos, desconfio que fossem Post-Its (parênteses dentro de parênteses dentro de parênteses só porque sim)), em letras de imprensa maiúsculas e com ilustrações do calibre que se pode esperar de um garoto de 4 anos, acerca de um moleiro cujo moínho se partiu, mas que ele depois reparou. Francamente, não tenho a menor ideia de tal obra, mas, a existir, será, de facto, a verdadeira génese desta minha pancada, ao invés do "Freespace.doc"). Ávidamente, lembrando-me do prazer que me tinha dado escrever aquela amálgama de fantasias curtas da altura (leia-se, fantasias quotidianas de um miúdo de 15 anos, obcecado por um jogo de computador bem fixe e com as formas feminias das meninas e senhoras que, três vezes por semana, via em fato de banho na natação) entrelaçadas numa história mais ou menos coerente, devorei (algumas das) linhas daquele documento (que tinha centenas de páginas. Era desnecessariamente enorme). Apesar da enorme saudade da época, não pude deixar de pensar "Que lixo...". Até não é que estivesse mal escrito (um tanto ou quanto pretensiosamente, às vezes), mas o argumento é que era péssimo.
Em contraponto, tenho andado a reler coisas que escrevi aqui no blog há cinco anos e mais e, à semelhança do Sintra, acho que também eu era um gajo fixe.
E pronto, hoje não tenho mais nada a dizer. Vou almoçar.
Pax vobiscum atque vale.
Descobri-o através de outro blog, A Pipoca Mais Doce que, à excepção de um artigo re-publicado do Cultura X, ainda não tive tempo de explorar devidamente. A este propósito, fica aqui o link para o post n'A Pipoca Mais Doce, a bem da diversidade, e outro, directamente do Cultura X, que eu achei igualmente fixe. Recomendo que leiam os dois (são pequeninos e lêm-se muito bem).
Como este post se assemelha assaz curto e mais próximo de um micro-post, mais digno da Shoutbox que do corpo principal do blog da Corporação Disco-bar, queria responder a uma questão que o Sintra levantou no último post dele: parafraseando, às vezes, um indivíduo vai ver o que escreveu uns anos antes e dá consigo mesmo a pensar "eish, que horror; que estúpido que eu era!". No seu post, o Sintra prosseguiu, dizendo que andou a ver coisas que tinha escrito antes e que achou que já na altura era um gajo fixe. Pois, quanto a mim, estou perfeitamente de acordo com ambos os pontos: primeiro, que já na altura o Sintra era um gajo fixe; segundo, que, muitas vezes um gajo vai ler escritos antigos e se depara com horrores inmitigáveis. A esse propósito, queria deixar-vos uma história pessoal:
É difícil precisar uma data. Posso afirmar com toda a certeza que foi no Verão, provavelmente em Agosto, e julgo que em 2005, mas pode perfeitamente ter sido tão tarde quanto 2007 (se bem que não me parece), que eu estava na Figueira da Foz a remexer num computador "reciclado" de peças de outros computadores que já tinham sido ultrapassados e que tinha montado só para "desenrascar": afinal passo pouquíssimo tempo na casa de férias da Figueira da Foz, e aquele PC tinha sido lá posto só mesmo para uma ou outra partida de uma versão qualquer do "Worms", provavelmete o "World Party", mas, no tom de incerteza que já tem vindo a acompanhar esta história, podia perfeitamente ter sido o "Armageddon". Note-se que isto foi antes de eu ter um portátil. Sucede que, conforme referi, o computador tinha sido montado com peças usadas (se bem que todas por mim), entre as quais os discos. Num deles, encontrei um documento do word chamado "Freespace.doc". Imediatamente o reconheci: Tratava-se de um conto que eu tinha escrito entre 2000 e 2001 (finalmente, uma afirmação feita com certeza), inspirado por um jogo, chamado "Freespace" (ou "Descent: Freespace", uma vez que era uma espécie de descendente do "Descent", mas passado no espaço sideral, em vez de ser em cavernas tortuosas), que tinha vindo "bundled" (não é só o Sintra que recorre aos anglicismos. Muitas vezes, são mesmo a melhor solução) com o primeiro leitor de DVDs que algum dia tinha comprado, em finais de 1999. Alguns de vós saberão que, de vez em quando, dá-me a pancada para escrever ficção, e este "Freespace.doc" foi a génese dessa pancada (a minha mãe fala-me de um "livro" que eu escrevi com uma idade ridícula, como 4 anos, em papelinhos de tomar notas (dir-se-iam Post-Its, mas, segundo creio, os papelinhos em questão não eram adesivos. De mais a mais, Post-Its é uma marca comercial, e, com a quantidade de papelinhos de notas de outras marcas que já me passaram pelas mãos, desconfio que fossem Post-Its (parênteses dentro de parênteses dentro de parênteses só porque sim)), em letras de imprensa maiúsculas e com ilustrações do calibre que se pode esperar de um garoto de 4 anos, acerca de um moleiro cujo moínho se partiu, mas que ele depois reparou. Francamente, não tenho a menor ideia de tal obra, mas, a existir, será, de facto, a verdadeira génese desta minha pancada, ao invés do "Freespace.doc"). Ávidamente, lembrando-me do prazer que me tinha dado escrever aquela amálgama de fantasias curtas da altura (leia-se, fantasias quotidianas de um miúdo de 15 anos, obcecado por um jogo de computador bem fixe e com as formas feminias das meninas e senhoras que, três vezes por semana, via em fato de banho na natação) entrelaçadas numa história mais ou menos coerente, devorei (algumas das) linhas daquele documento (que tinha centenas de páginas. Era desnecessariamente enorme). Apesar da enorme saudade da época, não pude deixar de pensar "Que lixo...". Até não é que estivesse mal escrito (um tanto ou quanto pretensiosamente, às vezes), mas o argumento é que era péssimo.
Em contraponto, tenho andado a reler coisas que escrevi aqui no blog há cinco anos e mais e, à semelhança do Sintra, acho que também eu era um gajo fixe.
E pronto, hoje não tenho mais nada a dizer. Vou almoçar.
Pax vobiscum atque vale.
2014-10-04
Crescer, cagar, reflectir, lembrar - um gajo muda nesta vida
Estava eu sentado no trono de porcelana reflectindo (na verdade estava a fazer um "break" da sessao de treino sobre excitadores e tambem porque ja tinha almocado e tava na hora) e lembrei-me de uma cena que me tinha acontecido e sobre a qual escrevi aqui.
Um gajo muda pra caralho numas cenas. O meu stress nessa altura de ir cagar a casa para ter tranquilidade.
Hoje ja nao. Senti um arrepio, uma sensacao de suores frios e deu logo a entender: isto hoje vai ser um bocado agreste. Levanto-me do meu lugar, caguei pra aula e pro apresentador e direcciono-me ao WC mais proximo - nem um minuto demorei a chegar la. Tavam la dois individuos na conversa (os canadianos acham bem estar na conversa na casa de banho - ainda entendia se estivessem sentados a cagar) e eu entro e dirijo-me ao "stall" (o meu portugues ta uma merda, vou usar palavras inglesas quando e onde bem me apetecer - tou-me a cagar) mais proximo, removo a camisola (evitar o suar neh) e sento-me. Foi agreste e o barulho que fiz tambem o foi. Tava-me a cagar para o que os outros 2 pensaram (eles calaram-se e bazaram no entanto).
Quanto mais um gajo cresce, mais um gajo caga em cenas pras quais dantes nao cagava tao facilmente.
E depois lembrei-me aqui do nosso velhinho disco-bar. 1072 posts de 2008 a 2012. Mas 2014 ainda so tem 25 (com este 26) e ta quase a acabar. Isto dantes tinha imensa actividade e muita risada e parvoice se partilhou por aqui. Mas agora tamos um bocado a cagar nisto. Um gajo cresce e caga.
Tou praqui tambem a ver posts antigos. Muita frescura! Geekices! Lulz! Futebol!? Videojogos! Cenas tipo isto e aquele comentario do Peres hahahaha!
Alguma vez foram ler algo que tenham escrito ha muito tempo atras e pensam para voces mesmo "eeeiiii que horror, como eu era estupido"? Bom eu nao, tou-me praqui a rir das parvoices que escrevi e acho que era um gajo fixe. Um gajo cresce, mas parece que algumas coisas nao mudam. Ou ainda nao mudaram.
Permitam-me o discurso um bocado nostalgico ou saudosista (feeeda-se, ainda sei umas palavras em portugues), sao-me raros e acho que tambem mereco. Talvez porque tenha passado por muito: tou praticamente a alcancar o estatuto de engenheiro profissional (para alem do curso de 5 anos precisas de outros 4 anos de trabalho em engenharia ca no Canada), estou muito bem formado e confiante na minha capabilidade, com tanto objectivo atingido estou um bocado desorientado e nao sei bem para onde quero ir, terminei uma relacao boa ha uns tempos atras que me segurava onde estou, tenho andado a sentir pressao para investir o dinheiro que tenho no banco, os 30 aninhos de idades estao ai a bater a porta... se calhar tou a ter uma especie de crise de idade.
E aqui tou eu sentado dentro duma suite dum hotel de 4 estrelas a escrever um post no disco-bar, quando o que devia estar a fazer eh estudar para o exame de etica e leis que tenho daqui a 2 semanas. Ha certas coisas que nao mudam, por muito que cresca hahahaha!
E sendo assim, vou carregar ali no publicar, fechar o Opera (ainda uso este browser, mas tou seriamente a considerar mudar) e jogar um Dota!
Um gajo muda pra caralho numas cenas. O meu stress nessa altura de ir cagar a casa para ter tranquilidade.
Hoje ja nao. Senti um arrepio, uma sensacao de suores frios e deu logo a entender: isto hoje vai ser um bocado agreste. Levanto-me do meu lugar, caguei pra aula e pro apresentador e direcciono-me ao WC mais proximo - nem um minuto demorei a chegar la. Tavam la dois individuos na conversa (os canadianos acham bem estar na conversa na casa de banho - ainda entendia se estivessem sentados a cagar) e eu entro e dirijo-me ao "stall" (o meu portugues ta uma merda, vou usar palavras inglesas quando e onde bem me apetecer - tou-me a cagar) mais proximo, removo a camisola (evitar o suar neh) e sento-me. Foi agreste e o barulho que fiz tambem o foi. Tava-me a cagar para o que os outros 2 pensaram (eles calaram-se e bazaram no entanto).
Quanto mais um gajo cresce, mais um gajo caga em cenas pras quais dantes nao cagava tao facilmente.
E depois lembrei-me aqui do nosso velhinho disco-bar. 1072 posts de 2008 a 2012. Mas 2014 ainda so tem 25 (com este 26) e ta quase a acabar. Isto dantes tinha imensa actividade e muita risada e parvoice se partilhou por aqui. Mas agora tamos um bocado a cagar nisto. Um gajo cresce e caga.
Tou praqui tambem a ver posts antigos. Muita frescura! Geekices! Lulz! Futebol!? Videojogos! Cenas tipo isto e aquele comentario do Peres hahahaha!
Alguma vez foram ler algo que tenham escrito ha muito tempo atras e pensam para voces mesmo "eeeiiii que horror, como eu era estupido"? Bom eu nao, tou-me praqui a rir das parvoices que escrevi e acho que era um gajo fixe. Um gajo cresce, mas parece que algumas coisas nao mudam. Ou ainda nao mudaram.
Permitam-me o discurso um bocado nostalgico ou saudosista (feeeda-se, ainda sei umas palavras em portugues), sao-me raros e acho que tambem mereco. Talvez porque tenha passado por muito: tou praticamente a alcancar o estatuto de engenheiro profissional (para alem do curso de 5 anos precisas de outros 4 anos de trabalho em engenharia ca no Canada), estou muito bem formado e confiante na minha capabilidade, com tanto objectivo atingido estou um bocado desorientado e nao sei bem para onde quero ir, terminei uma relacao boa ha uns tempos atras que me segurava onde estou, tenho andado a sentir pressao para investir o dinheiro que tenho no banco, os 30 aninhos de idades estao ai a bater a porta... se calhar tou a ter uma especie de crise de idade.
E aqui tou eu sentado dentro duma suite dum hotel de 4 estrelas a escrever um post no disco-bar, quando o que devia estar a fazer eh estudar para o exame de etica e leis que tenho daqui a 2 semanas. Ha certas coisas que nao mudam, por muito que cresca hahahaha!
E sendo assim, vou carregar ali no publicar, fechar o Opera (ainda uso este browser, mas tou seriamente a considerar mudar) e jogar um Dota!
2014-09-23
Retard Mobile
#"$%&"#
Digo novamente, e em bold:
#"$%&"# para quem desenhou isto
Há uma nova geração de páginas web.
As desenhadas por gente que chegou à conclusão que apenas existem tablets e iphones.
E na ânsia de desenhar algo compatível com dispositivos móveis, chega a este ridículo:
Digo novamente, e em bold:
#"$%&"# para quem desenhou isto
Há uma nova geração de páginas web.
As desenhadas por gente que chegou à conclusão que apenas existem tablets e iphones.
E na ânsia de desenhar algo compatível com dispositivos móveis, chega a este ridículo:
O que é suposto ser isto?
Supostamente, economico.sapo.pt devia-me levar a uma página de notícias.
O que encontro é um cluster$#"#% de anúcios, menus mal desenhados, e informação mal formatada.
Depois de lutar para fechar publicidade indesejada, o "site" em toda a sua glória é isto:
Parte superior (barra preta): lixo
Pare inferior: lixo
Lado esquerdo: Em branco, lixo
Lado direito: Lixo
Centro: 1 notícia, OK, 2 outras supostas notícias, cortadas.
Confesso. Não li nenhuma notícia tal a frustração com a página, e dirigi-me à página do expresso:
expresso.pt
E não é que me deparo com o meu amigo, o gajo que pagou mais do que os outros pela publicidade:
Vá lá, procurem pelo botão de fechar.Sim, onde está o botão de fechar para a publicidade?
Olho mais para baixo, e pimba, mais publicidade. Quase Quase que consigo ler o início de uma notícia.
Conclusão.
Estes moços, na ganância de publicidade e desenhos xpto, perdem um leitor.
Paço a usar só sites em que realmente consigo ler notícias.
Podem detestar, mas drudgereport.com tem tudo o que quero. Hiperlinks de uma linha. Tudo numa página.
Toma, e embrulha.
2014-09-03
Camadas de culpa
Ahh... Já tinha saudades de fazer uma posta aqui no blog!
Como os meus estimados colegas e amigos certamente não ignoram, ocorreu, aqui há dias, um escândalo de publicação de fotografias íntimas de certas actrizes e modelos.
Ora, sucede igualmente que, nos dias que correm, há uma certa moda do que se tem vindo a chamar "victim blaming", que, à partida, se apresenta como uma coisa idiota, que visa, por exemplo, recriminar vítimas de violação por se vestirem de forma provocante.
Naturalmente, este exemplo extremo daria a entender que o victim blaming é uma estupidez e que a vítima é sempre uma pobrezinha inimputável. No entanto, deixem-me salientar que, desde aquele incidente semelhante com a mascote oficial da Corporação Disco-Bar (Scarlett Johansson, para quem já não se recorda) que nunca mais tirei fotografias a mim próprio nu com o telemóvel (e antes disso também não, mas não vejo em que medida é que isso é relevante), e não é que tais fotografias nunca foram publicadas na Internet?
Antes que os advogados da Jennifer Lawrence venham por aí fazer barulho porque a conversa se está a tornar muito controversa, vamos antes falar de outra coisa. Deixem-me contar-vos uma história que me apareceu uma vez numa aula de inglês:
Certo homem casado vivia numa cidade atravessada por um rio onde não conseguia encontrar trabalho. No entanto, ofereceram-lhe trabalho fora da cidade. Quando ele, para ir trabalhar, teve que ir morar para fora da cidade, a esposa encontrou um amante com quem se entreter. Certo dia, no entanto, vieram dizer-lhe que o marido estava de regresso, e que ela teria que voltar para ele. Sucede, no entanto, que o amante vivia no outro lado do rio, e, quando ela o quis atravessar, encontrou a única ponte guardada por um soldado, que lhe disse que tinha ordens para atirar sobre qualquer pessoa que tentasse atravessar a ponte, e por mais que ela explicasse a sua situação, ele não se demoveu. Então ela encontrou um barqueiro, que se predispôs a levá-la para a outra margem, mas a troco de dinheiro, que ela não tinha. Ela voltou ao amante e pediu-lhe dinheiro para pagar ao barqueiro para voltar para o marido, mas ele recusou. Desesperada, a mulher lançou-se pela ponte fora, sob a mira do soldado, que atirou a matar. Ela morreu. Fim.
Surge agora o exercício: quem, nesta história, teve mais culpa da morte da mulher? Justificai a vossa opinião em 1500 palavras ou menos.
Pax vobiscum atque vale.
Como os meus estimados colegas e amigos certamente não ignoram, ocorreu, aqui há dias, um escândalo de publicação de fotografias íntimas de certas actrizes e modelos.
Ora, sucede igualmente que, nos dias que correm, há uma certa moda do que se tem vindo a chamar "victim blaming", que, à partida, se apresenta como uma coisa idiota, que visa, por exemplo, recriminar vítimas de violação por se vestirem de forma provocante.
Naturalmente, este exemplo extremo daria a entender que o victim blaming é uma estupidez e que a vítima é sempre uma pobrezinha inimputável. No entanto, deixem-me salientar que, desde aquele incidente semelhante com a mascote oficial da Corporação Disco-Bar (Scarlett Johansson, para quem já não se recorda) que nunca mais tirei fotografias a mim próprio nu com o telemóvel (e antes disso também não, mas não vejo em que medida é que isso é relevante), e não é que tais fotografias nunca foram publicadas na Internet?
Antes que os advogados da Jennifer Lawrence venham por aí fazer barulho porque a conversa se está a tornar muito controversa, vamos antes falar de outra coisa. Deixem-me contar-vos uma história que me apareceu uma vez numa aula de inglês:
Certo homem casado vivia numa cidade atravessada por um rio onde não conseguia encontrar trabalho. No entanto, ofereceram-lhe trabalho fora da cidade. Quando ele, para ir trabalhar, teve que ir morar para fora da cidade, a esposa encontrou um amante com quem se entreter. Certo dia, no entanto, vieram dizer-lhe que o marido estava de regresso, e que ela teria que voltar para ele. Sucede, no entanto, que o amante vivia no outro lado do rio, e, quando ela o quis atravessar, encontrou a única ponte guardada por um soldado, que lhe disse que tinha ordens para atirar sobre qualquer pessoa que tentasse atravessar a ponte, e por mais que ela explicasse a sua situação, ele não se demoveu. Então ela encontrou um barqueiro, que se predispôs a levá-la para a outra margem, mas a troco de dinheiro, que ela não tinha. Ela voltou ao amante e pediu-lhe dinheiro para pagar ao barqueiro para voltar para o marido, mas ele recusou. Desesperada, a mulher lançou-se pela ponte fora, sob a mira do soldado, que atirou a matar. Ela morreu. Fim.
Surge agora o exercício: quem, nesta história, teve mais culpa da morte da mulher? Justificai a vossa opinião em 1500 palavras ou menos.
Pax vobiscum atque vale.
2014-07-16
NASA - primeiras imagens de um buraco negro!!!1
Vivemos numa era realmente fantastica.
Diaramente são estabelecidas novas fronteiras no mundo da ciência.
Desta vez, é a NASA que nos dá imagens nunca antes vista de um buraco negro.
Nota: Por favor vejam em 1080p
Diaramente são estabelecidas novas fronteiras no mundo da ciência.
Desta vez, é a NASA que nos dá imagens nunca antes vista de um buraco negro.
Nota: Por favor vejam em 1080p
2014-05-19
O que penso da actuação ao vivo de Michael Jackson da noite passada
Antes de mais, não sou dono do video abaixo, nem pretendo blah blah blah, todo aquele texto do costume para os senhores de fato não mandarem o link abaixo.
Fiquei espantado com a actuação live de Michael Jackson a noite passada.
Sim, grande parte devido ao facto de estar morto faz algum tempo...
Confesso que tive de ver em fullscreen para acreditar:
Trata-se mesmo de um holograma, aquela coisa da ficção científica que se via em 1990s, nos filmes sobre o ano 2000. Honestamente, não sei que pensar. Por um lado, fantástico achievement tecnológico. Por outro lado, muito creepy continuar a fazer dinheiro com a imagem (e "corpo"?!) de MJ mesmo depois de morto.
Fiquei espantado com a actuação live de Michael Jackson a noite passada.
Sim, grande parte devido ao facto de estar morto faz algum tempo...
Confesso que tive de ver em fullscreen para acreditar:
Trata-se mesmo de um holograma, aquela coisa da ficção científica que se via em 1990s, nos filmes sobre o ano 2000. Honestamente, não sei que pensar. Por um lado, fantástico achievement tecnológico. Por outro lado, muito creepy continuar a fazer dinheiro com a imagem (e "corpo"?!) de MJ mesmo depois de morto.
2014-04-23
Anime: Attack on Titan
Recomendo, para quem ainda não viu, o anime "Attack on Titan". Spoiler free trailer:
Resumo:
A Humanidade vive enclausurada dentro de muralhas. Titãs dominam grande parte do mundo.
Até ao dia em que os titãs partem a muralha.
Pontos fortes:
Brutalmente honesto.
Sequências de acção bastante boas (ver trailer, as sequências com os equipamentos com "ganchos" perto do fim)
História interessante numas "dark ages" da humanidade.
Imprevisível.
Resumo:
A Humanidade vive enclausurada dentro de muralhas. Titãs dominam grande parte do mundo.
Até ao dia em que os titãs partem a muralha.
Pontos fortes:
Brutalmente honesto.
Sequências de acção bastante boas (ver trailer, as sequências com os equipamentos com "ganchos" perto do fim)
História interessante numas "dark ages" da humanidade.
Imprevisível.
2014-04-17
Voynich manuscript, descobri "algo"?
Boas tardes,
Estou de férias, e como as férias merecem, estou imenso tempo a fazer "nada", ou seja, a nevegar de pagina em pagina na net.
Faz agora alguns dias, estive a ver mais umas páginas do manuscripto de voynich.
Para quem não sabe, é um tomo ainda por traduzir. Há quem diga que é uma farça indecifrável, com imagens e rabiscos sem significado, e há também quem diga que tem conhecimentos esquecidos.
Como exemplo, deixo 3 gravuras do manuscripto:
Estou de férias, e como as férias merecem, estou imenso tempo a fazer "nada", ou seja, a nevegar de pagina em pagina na net.
Faz agora alguns dias, estive a ver mais umas páginas do manuscripto de voynich.
Para quem não sabe, é um tomo ainda por traduzir. Há quem diga que é uma farça indecifrável, com imagens e rabiscos sem significado, e há também quem diga que tem conhecimentos esquecidos.
Como exemplo, deixo 3 gravuras do manuscripto:
Peço-vos agora o favor de abrirem esta ultima imagem do manuscrito num tab à parte, ou algum lugar onde se veja melhor.
Gibberish puro certo?
Anyway, estava hoje a ler sobre os primeiros vikings na américa nesta entrada da wiki:
http://en.wikipedia.org/wiki/Skr%C3%A6ling
E vejo a seguinte imagem:
Isto é um mapa T-O (uma das primeiras representações do globo. Com a Asia, Africa e Europa, o "mare mediterraneo" entre todos, e o grande oceano por fora. Este mapa T-O específico data de 1472 (primeira vez impresso), mas foi originalmente pensado em 623
(Vejam aqui em toda a sua gloria HD: http://www.loc.gov/exhibits/exploring-the-early-americas/interactives/heavens-and-earth/earth/artifact6-earth.html)
Olhem agora para o mapa T-O de voynich.
Temos claramente "Enzopa" onde deveria estar "Europa"
Mfia onde estaria a Asia
Zlffzira onde ficaria Africa
Iliernfalem no meio (talvez Jerusalém? no centro do mundo, faria sentido...)
E .... algo? nos locais dos pontos cardeais.
Anyway, achei estranho um documento que muitos consideram lixo ter claramente uma representação "científica" da época (já foi datado por carbono, ano 1400 ish, ou seja, antes da descoberta das américas).
O manuscrito completo está disponível na net. Alguém reconhece "algo" mais?
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