2019-03-25

Hoje - Captain Marvel

Para algum dos meus estimados colegas e amigos que viva debaixo de uma pedra, sem Internet, no planeta que gira em torno do Sol na mesma órbita que a Terra, mas do outro lado do Sol, saiu aqui há dias um filme chamado "Captain Marvel" que anda (desde antes de sair, de facto) a gerar burburinho por motivos variados. Chovem por essa internet afora críticas ao filme, ao elenco, ao realizador, ao guião, ao que cada um destes elementos representa, aos fãs do filme, aos fãs do género que não são fãs do filme, ao gato da fulana que limpa as escadas no prédio onde mora o jardineiro que trata das flores do quintal do tio do neto do primo do cunhado do enteado do filho do compadre da cozinheira que tratou do catering da Unidade B da produção do filme, etc., e, a ajuizar pelo que vou vendo, quase todas mordazes.

Ora, como eu já vi o filme e tenho o hábito de fazer críticas de filmes que vou vendo, compreendo-vos se imaginardes que venho aqui fazer a minha própria crítica mordaz, mas não (quer dizer, se quiserdes mesmo muito, ou mesmo só o suficiente para fazerdes um comentário a pedir o mesmo, eu faço o sacrifício de ver o filme outra vez e farei uma crítica a sério tão mordaz quanto quiserdes); venho antes fazer uma crítica a uma das críticas mais comuns ao filme.

Antes que algum de vós fuja espavorido deste post, cheio de medo de spoilers, deixai-me deixar aqui um anti-spoiler alert, ou seja, a minha promessa de que farei o meu melhor por evitar spoilers.

E, nessa nota, começo por revelar um facto pertinente à trama do filme, mas que não revela nem indicia nenhuma surpresa acerca do mesmo: o filme passa-se nesse ano longínquo de mil novecentos e noventa e cinco, em finais do milénio passado.

(Espera lá; a menina que, desconfio, será o mais próximo que eu virei a ter nesta vida de uma sobrinha, não se recorda do ano de 1995 porque só nasceu em 1999... às tantas, não devia ter sido assim tão sarcástico na minha caracterização de 1995 como "longínquo"... afinal de contas, em 1995, ainda sabíamos que 1984 não era um manual de instrucções!)

E, laconicamente, revelarei igualmente que, no final do filme, a protagonista entrega ao ubíquito Nick Fury um dispositivo que lhe permitirá contactá-la em caso de emergência.

Não revelarei mais nada acerca deste filme, mas, conhecendo o Universo Cinemático da Marvel e sabendo apenas o que vos contei, rapidamente emerge esta frequente crítica que venho criticar:

"Então, durante o primeiro «Avengers», esse ladrão do Nick Fury não achou que tinha em mãos emergência suficiente para merecer chamar a Captain Marvel!? Plot hole!"

Se tiverdes lido os parágrafos anteriores com qualquer medida de atenção já devereis ter deduzido que não venho para aqui defender o filme, mas, em prol do que é justo, não considero esta crítica válida. Quando não, vejamos:

Só de ver o primeiro "Avengers", sabemos o seguinte (o raio do filme é de 2012; se ainda não o vistes, o mais certo a não terdes sequer vontade de o ver; nem pensar que vou andar a pisar cascas de ovos para tentar não dar spoilers de um filme com mais de 5 anos): O Fury e a S.H.I.E.L.D. querem, sobretudo, munir-se de meios para se defenderem de ameaças extra-terrestres. Para esse efeito, tentaram replicar as armas que a Hydra tinha empregue na segunda guerra mundial, mas, paralelamente, o Fury quis montar uma equipa que não precisasse dessas armas. Ora, quer seja através de melhores armas, quer seja através de melhores soldados, é estritamente necessário que os meios da nossa continuada sobrevivência sejam intrinsecamente nossos, e qualquer meio do qual podemos dispor sob certas circunstâncias e só por favor não é fundamentalmente "nosso", e também não é grande plano de defesa, uma vez que depende essencialmente de um factor que reside fora do nosso controlo. Por outro lado, com a manobra das cartas ensanguentadas, o Fury demonstra que não só não põe de parte a noção de criar força (e união) entre os Vingadores através do conflicto mas também que o mesmo é uma estratégia eficaz. Semelhantemente, até então, nenhum dos heróis mais poderosos da Terra tinha enfrentado um adversário extraterrestre (com a excepção do Thor, que, mais uma vez, não "pertence" à Terra e cuja permanência na Terra não é garantida), e era necessária uma prova de fogo da equipa de resposta que o Fury andava a tentar montar desde o primeiro "Iron Man".

Podeis argumentar que se trata de uma estratégia demasiado arriscada, e que os Vingadores podiam não ter sido capazes de derrotar o Loki e os Chitauri, mas o espertalhão do Tony Stark, que não perde pitada, no terceiro acto do filme, mesmo sem saber tudo o que estava para trás (ou, no caso, para a frente, dependendo de se o referencial é a cronologia do universo dos filmes ou a cronologia dos filmes conforme são publicados), deduziu a resposta do Fury e deu-a ao Loki (porque em 2012 ainda não havia ninguém a criticar o "Captain Marvel"): "Não há nenhum trono. Não há nenhuma versão disto em que tu ganhes. Talvez o teu exército venha e talvez seja demais para nós, mas é tudo culpa tua. E, se não conseguirmos proteger a Terra, podes crer que havemos de a vingar." (livremente traduzido de memória).

Resumidamente: não é gralha nenhuma que o Nick Fury não tenha chamado a Captain Marvel no primeiro Avengers: ele queria era, por um lado, usar as circumstâncias para instigar união entre os Vingadores e, por outro lado, testar os Vingadores em acção, mas não acredito que se tenha "esquecido" que podia chamar ajuda de fora; aliás, mais que nunca se lembrou que, se o clube de amigos do Capitão América se estatelasse ao comprido nas ruas de Nova Iorque, tinha alguém que podia chamar para os vingar.

Se não acreditam em mim, saquem o filme (sim, isto é um apelo à pirataria), mas uma versão com as cenas depois dos créditos, e reparem bem nas palavras que salientei da citação do Tony Stark.

Dito isto, o filme não é grande coisa...

Pax vobiscum atque vale.

2019-03-22

Limpeza de autores

Vou limpar a lista de autores.
Assim de repente, ficará na lista de autores toda a gente que responder a este post [e que já lá esteja], bem como:

  • eu
  • Arabian
  • Sintra
  • Neca
  • Cookie Monster

2019-03-20

A irmã do Dexter em "The Enemy Within"

Comecei a ver The Enemy Within há pouco tempo. Estava a achar que o trailer não prometia muito, e ainda estou um pé atrás. Mas a personagem que ela faz está a compensar. Também tem o lagarto do V.

 

P.S.: depois digam se o twitch que ela faz de vem em quando à boca não atrofia o cérebro, especialmente a quem a viu no Dexter a ser a irmã alegre.

2019-02-27

Nathan Fillion em The Rookie

Aparentemente o Nathan Fillion está de volta, depois de [supposedly] se ter chateado com a Stana Katic e Castle ter sido cancelado.

THE ROOKIE, já com uns quantos episódios lançados, no Pingo Doce.




Quando conseguir arranjar tempo para ver, dou feedback.

2019-02-07

Write-only devices


Reading time- 10 minutos.

The speed of the world is the speed of the communication
Unsourced (provavelmente misquoted)

Gostaria de, no contexto da frase acima, definir o conceito de atual de mobile devices. Como sabem, mobile devices são dispositivos que têm a capacidade de nos permitir estar constantemente em cima do acontecimento, permitindo ter acesso a informação em realtime.
Podem também permitir acesso a informação sem ser em realtime. Exemplos de informação que não é em realtime:
  • Ler o semanário
  • Ler um livro no Kindle
  • Ler um chat no Facebook em que o tempo de turnaround entre participantes é de > 1h

Os mobile devices de hoje não nos permitem digerir e filtrar a informação. Há sempre mais fotos, mais comentários, mais posts, mais informação fast-food.

Por causa disso, surgiram movimentos que tinham como objectivo reduzir essa velocidade estonteante -- o movimento Slow News.

Tenho em crer que o movimento perdeu o gás, mas as razões pelas quais ele se iniciou mantêm-se. É tudo demasiado rápido.

Volta e meia tento reduzir a quantidade de informação a que estou exposto colocando-me offline, desinstalando apps ou desligando notificações. Invariavelmente desisto e volto a instalar a app.

Assim, em vez de tentar modificar a natureza do telemóvel, tentei modificar o modo de uso. Tento usá-lo mais frequentemente como write-only device.

O write-only device- ou mais corretamente, o uso de telemovel como meio de responder a questões- foca-se em reduzir o consumo passivo de novidades e aumentar o consumo ativo. Ser escravo da maquina VS usar a maquina. É uma experiência interessante e só teve até agora um resultado- voltei a conseguir escrever este post "enorme", porque em vez de me sujeitar as limitações da app do Facebook que torna dificil editar um post ao longo de dias, o fiz no Onenote, ao longo de 3 semanas.

Links Relacionados:



2019-01-30

Querida, atualizei o blog

Atualizei o tema do blog.

Acrescentei também ali em cima um link para a "Shoutbox" do blog, no Discord.

2019-01-13

A razão racional II

Acho que podia ter desenvolvido mais o post da razão racional. Mas acho que se o tivesse alongado mais não o teria publicado. Portanto foi um bom compromisso.

Nesta terra de Facebook e instant gratification, na qual também me identifico, esculpir um post tornou-se uma tarefa que não se justifica. A não ser que se escreva para nos ouvirmos ou por gosto.

2018-12-05

A razão racional

Descobri num blog de programadores a resposta a uma pergunta não formulada: a análise de algo diminui a percepção dela em prol de uma modelação mental sintética.
Passo a citar o artigo
In particular, Mill’s father “never varied in rating intellectual enjoyments above all others… For passionate emotions of all sorts, and for everything which has been said or written in exaltation of them, he professed the greatest contempt.” Thus Mill learned to prize rational thought and analysis over other feelings, as many programmers do—until he discovered the cost of focusing on those alone.
Mill’s first conclusion was that happiness is a side-effect, not a goal you can achieve directly, nor verify directly by rational self-interrogation. Whenever you ask yourself “can I prove that I’m happy?” the self-consciousness involved will make the answer be “no”. Instead of choosing happiness as your goal, you need to focus on some other thing you care about:
Mill’s second conclusion was that logical thought and analysis are not enough on their own. He still believed in the value of “intellectual culture”, but he also aimed to become a more balanced person by “the cultivation of the feelings”. And in particular, he learned the value of “poetry and art as instruments of human culture”.

2018-12-01

O Artigo 13 | O que é e porque nos deve preocupar


Basicamente, ambíguo, responsabiliza plataformas.
Por omissão, deixa as possibilidades extremas [como fechar canais] em aberto.
Solução mais económica de acordo com o artigo 13: bloquear tudo que suscite dúvidas quanto a ser legal ou não, para evitar multas.

Mais pormenores:


2018-11-27

Serviço Público

Quantos neurónios é preciso ter para, se se quiser reduzir o trânsito em Lisboa, é preciso ter transportes públicos decentes?

Será que custa assim tanto corrigir o problema?
Mais autocarros
Mais informação sobre os autocarros em circulação (p. ex., atraso)
Optimização de paragens e horários com via a pré-reserva (quase toda a gente tem telemóvel hoje em dia)
...

A única solução que estou a ver neste momento é a Citymapper chegar cá com 100% da funcionalidade e rápido [em Lisboa não têm as features inteligentes ainda implementadas].

2018-11-25

A depressão vem aí

Fiquei com informação em primeira mão que a depressão vem aí.

Depois da depressão Carlos, vem a depressão Diana. Chega segunda-feira (quarta-feira) e depois extinguir-se-á nos túneis de Paris.

Informação via colaboração com Eva Farinha

2018-10-20

O meu status report

Não tenho publicado muito aqui. À excepção do Arabian, ninguém tem.

Agora tenho andado a explorar alternativas a Facebook -- tenho um fórum de Discourse setup, se alguém quiser participar tenho a categoria Blogging lá. Comentem que mando-vos o link.

A vantagem principal é conseguir criar secçoes reservadas -- podemos trocar informação ácerca daqueles backups de SW e filmes que há na Net, em vez de termos de estar dependentes de motores de pesquisa que começam a censurar esses resultados.

Em adiçao a isso, o grupo de pessoas que vê os posts é mais "conhecido" -- nunca percebi como é que o disco-bar tem pessoas a vir cá parar de todo o mundo.

O disco-bar vai continuar aqui, mas não vou gastar tempo com a manutenção.

2018-10-05

Venom - uma crítica sem spoilers

Antes de mais, conheçamos as nossas limitações: eu sou perfeitamente capaz de criticar este filme sem spoilers; eu não sou capaz de criticar um filme do Venom desapaixonadamente. Ó pá, desculpem, mas eu nunca não adorei o Venom*. Adoro tudo o que a personagem é; adorava ter esses poderes em particular, com todas as suas desvantagens e fraquezas e tudo; e, quando era pequenino, mais que uma vez dei comigo a pensar, sem qualquer crença, para me reconfortar a mim mesmo, "quando eu tiver um simbiote como o do Venom eles hão de ver...!" (a minha infância teve uma série de partes difíceis). Mas, conhecendo-me como me deveis conhecer, sabeis que isso não lhe dá licença para anhar; aliás, incumbe-o da responsabilidade de ser excelente todos os dias da semana e duas vezes aos sábados e domingos, ou enfrentar a cólera da minha língua viperina - ou, neste caso, dos meus dedos viperinos (o que não faz grande sentido, uma vez que as víboras não têm dedos. Anyway...)

Não é spoiler nenhum dizer-vos que este filme, produzido pela Sony, surge de um panorama "político", peculiar, ao abrigo do qual o Homem Aranha não pode ser mencionado, o que cria um problema grave à partida. Um filme do Venom sem o Homem Aranha é como...

(Não julgueis que me faltam as palavras para fazer uma comparação adequada; pelo contrário, tenho tantas palavras que tereis que escolher as que ressoarem melhor convosco)

 - Um filme do Ringo Star sem os Beatles;
 - Um filme do Steve Jobs sem o Steve Wozniak;
 - Um filme da Kerrigan, Queen of Blades sem os Zerg;
 - Um filme do Joker sem o Batman nem o Heath Ledger (acredito piamente que, antes de falecer, o Heath Ledger (requiescat in pacem) era perfeitamente capaz de sustentar um filme a solo do Joker) ;
 - Um filme do Companhia sem o Batatinha.

(algumas destas referências são menos tópicas que outras)

Assim sendo, fica uma certa impressão de que os guionistas não compreendem devidamente a personagem. Mais preocupantemente, mesmo concedida a tolerância de que certas verdades têm que ser modificadas para respeitar as regras do acordo vigente entre a Sony e a Disney, as personagens frequentemente falam em violação directa do que está estabelecido nos comics há mais de 20 anos. Apesar disso, surgem referências a momentos obscuros da historia canónica do Venom, o que não é característico de quem não compreende a personagem. Neste filme, o Venom não se balança por entre os edifícios em cordas de teia, como o super-herói que não pode ser mencionado, o que eu acho que é uma parte muito importante da personagem, mas, sinceramente, não senti falta (e isto não é mais spoiler que dizer que o Deadpool não decapita o Batman com o sabre de luz do Darth Vader neste filme). Interrogar-se-ão agora, talvez, como é que a personagem se auto-denomina de Venom, proibido que está de proclamar "you are the Spider and we are your Venom": esse e outros pormenores surgem sacados do éter como parte da mise-a-faire, rapidamente ultrapassado para doer menos e seguir em diante.

Despachadas que estão as queixinhas miudinhas, tenho a dizer que o argumento não é mau, se bem que também não se compara à história que não pôde ser contada. No entanto, os actores portaram-se muito bem, e o veterano Tom Hardy, que já tinha merecido o meu respeito e admiração várias vezes no passado, faz um trabalho excelente, particularmente ao exacerbar a diferença entre o Eddie Brock e o simbiote que se une a ele, já que faz ambos os papéis. Os demais actores deste elenco principal muito reduzido (já mencionei que o panorama político de onde este filme é oriundo é algo peculiar? Pois o panorama financeiro não é melhor...), apesar de menos conhecidos que o próprio Tom Hardy, não deixam de se portar muito bem, ainda que deixem assaz claro que estão lá maioritariamente porque o Tom Hardy não pode fazer os papéis todos do filme.

Os efeitos visuais são um pouco difíceis de caracterizar em termos de realismo. Se, por um lado, procuram retratar objectos alienígenas, e, por definição, inacreditáveis, então têm os meus parabéns; se, por outro lado, procuravam convencer-me de que o Venom existia e estava mesmo lá, então lamento, mas ficaram algo aquém... O aspecto do simbiote sem o hospedeiro humano, bem como a maneira como se mexe, são, mais uma vez, diferentes de tudo o que já tínhamos visto, mas, apesar de resultar bastante bem, não chegam ao mesmo nível das suas contraparte da malograda ter eira vez que o Tobey Maguire envergou as teias.

A cena de pancada climática do filme, sem a qual não poderia ser, passou de algo genérica para uma confusão ininteligível de imagens geradas artificialmente, sem nenhum dos momentos "fuck yeah!" que polulam nos filmes da Marvel (da Disney). Finalmente, direi que existia alguma qualidade inefável na fotografia do filme que me desagradou continuamente, ou talvez o mesmo se deva à estética do filme, caso em que admito que o mesmo efeito tenha sido deliberado, o que se prenderia directamente com elementos do argumento (acerca dos quais nada direi).

Em jeito de conclusão, direi que o filme me deixo um pouco desapontado, o que é uma enorme pena, porque tudo o que fez bem fez muito bem, e tudo o que fez mal poderia facilmente ter sido reparado entre os recursos e as propriedades intelectuais da Disney. Aliado à vergonhosa interpretação do Venom no terceiro filme do Sam Raimi, a mensagem que, perante mim, emerge clara e cristalina como a água é "pára com isso, Sony, e deixa a Disney fazer os filmes da Marvel".

Mas, mesmo assim, recomendo. Reconheço que a maior parte das falhas que aponto a este filme advêm sobretudo da paixão que tenho pela personagem, e um espectador menos fanático que eu é capaz de ver um filme de acção engraçado com um protagonista espectacular.

Pax vobiscum atque vale.

* Deixemos imediatamente claro que o Venom que eu sempre adorei é o Venom Eddie Brock. Os fãs do Homem Aranha saberão melhor que eu que, desde o hospedeiro original, o simbiote já passou pelo Mac Gargan (outrora um vilão chamado Scorpion que não dizia "get over here", pelo menos não com a mesma frequência que um certo ninja morto-vivo que eu cá sei) e agora, creio, está com o Flash Thompson, mas estas cópias pálidas do Venom, para mim, não contam.

2018-09-19

Amazon - uma cautela

Se algum dia vos lembrardes de alguma coisa que um dia comprastes no Amazon e quiserdes outra igual, podereis sentir-vos tentados a encontrar o artigo na lista de encomendas que fizestes, mantida na vossa conta, seguir o link para a página do mesmo e comprar.

Não vos censuro, mas acautelo-vos: já me tem acontecido fazer esse mesmo caminho e acabar na página de outra coisa qualquer, geralmente parecida, mas fundamentalmente diferente, às vezes de maneira verdadeiramente chata. A título de exemplo, recentemente quis mandar vir um écran de projecção idêntico a outro que comprei em 2015, de 100 polegadas e 16:9. Pois encontrei o registo da encomenda, segui o link e mandei vir. Eis senão quando, aquando da entrega, que me apercebo de que o écran que me chegou às mãos era de 60 polegadas e 4:3. Quando verifiquei os registos da encomenda mais recente, constatei que não tinha havido engano do lado do comerciante, e, quando voltei a percorrer o caminho, à procura da falha, apercebi-me de que o link que dizia 100 polegadas 16:9 me remetia para a página de écran de 60 polegadas 4:3.

Mea culpa, em parte, por não ter prestado mais atenção, mas malvado do Amazon (malvada?), que me fintou, remetendo-me para um artigo que eu não queria e nunca comprei (recordo que o link que segui provinha directamente do meu histórico de encomendas). Quando me lembrei de investigar o resto das minhas encomendas anteriores, encontrei mais uma data de links "mentirosos", incluindo, por exemplo, variantes cabeladas de ratos wireless e coisas que tais.

Portanto, se comprais no Amazon, não descureis a papelada e pormenores, que o Amazon parece que nem sempre presta assim muita atenção por vós.

Pax vobiscum atque vale.

2018-08-22

Blah blah blah Windows games can now be run directly from Linux Steam client

Wait what?

Windows games with no Linux version currently available can now be installed and run directly from the Linux Steam client, complete with native Steamworks and OpenVR support.

É Natal?

Referência: Introducing a new version of Steam Play via Lobste.rs

2018-08-19

Séries que estou à espera que (re)comecem

 Séries que estou à espera que (re)comecem:
  1. The Orville (Dezembro)
  2. Star Trek Universe (início 2019)
  3. "Picard"
  4. The Good Place
  5. The Expanse
  6. Cobra Kai
  7. Black Mirror

 Séries que estou à espera que quando (re)começarem deixem de encher chouriços:
  1. The Handmaid's Tale


Séries que estão à espera que eu as recomece:
  1. Deep Space 9
  2. The Wire (5ª season) 
  3. Attack on Titan [anime]
  4. Maid Sama [anime] 
  5. Enterprise
  6. Dragon Ball Super [anime]

Séries que estão à espera que eu as comece:
  1. The East Wing

Séries que desisti de ver:
  1. Z-Nation
  2. Sword Gai [anime]
  3. Monster [anime]
  4. Narcos
  5. iZombie
  6. Tokyo Ghoul [anime]

Séries que terminei:
  1. One-Punch Man [anime]

2018-07-25

Hoje: Hardware - HTC Vive Pro

Há já quase dois (2) anos que eu corajosamente me aventurei no território vicioso que é Londres de Sadiq Khan (e só veio a piorar desde então) e de lá resgatei um HTC Vive - e isso mudou a minha vida para sempre.

Ontem veio cá um senhor da UPS e deixou uma caixa branca em troca da minha assinatura:


Uma vez que não tenho espaço para usufruir da área de jogo alargada da nova versão, mandei vir só o HMD, que é indissociável da Link Box, e continuo a usar os comandos e os Lighthouses da versão anterior.

Portanto, vamos lá a comparar as duas versões:


A proverbial brochura anuncia, com grande pompa e circumstância, que o novo modelo é mais pequeno, mas, como podeis ver, não por muito. No entanto, a mesma brochura reclama que a distribuição do peso do novo HMD é tanto melhor que o aparelho parece mais leve de usar - e, realmente, tenho que concordar; o novo "capacete" parece, de facto, mais leve que o anterior. No entanto, ao passo que a versão original trazia uma tira (enfim, um pequeno arnês) de tecido elástico com que se segurar, a nova versão traz um suporte semi-rígido, o que resulta num aparelho aparentemente mais volumoso, apesar das suas dimensões (mais) reduzidas.

Ora, essa mesma tira semi-rígida, que se ajusta com um parafuso que a alarga ou retrai, em vez de empregar fechos de Velcro, como a anterior, é agora acolchoada e extremamente confortável. Como bónus, este aparato inclui auriculares articulados que, em princípio, devem servir a toda a gente que não tenha uma cabeça esquesita (por fora; por dentro podeis ser tão esquesitos quanto quiserdes que o HTC Vive Pro servir-vos-á igualmente bem). Estes mesmos auriculares, a princípio, fizeram-me torcer o nariz, habituado que estou a usar auriculares de silicone, mas que me rapidamente me convenceram; não só o som é melhor que o que eu esperava como também o conforto é surpreendente. Não primam, no entanto, pelo isolamento acústico que providenciam, e, por serem tão articulados, torna-se necessário acertá-los bem antes de começar a usar o dispositivo; caso contrário os cliques e estalidos das articulações a "descobrirem" a posição ideal chateiam um bocado.

Os écrans, de acordo com as especificações técnicas, são 0.1 polegadas mais pequenos que os da versão anterior, mas, em minha opinião, o mesmo não faz diferença. Diferença faz, sem dúvida, a resolução mais elevada, que finalmente permite ler as letras pequeninas em VR - e já não era sem tempo. Não é o fim definitivo do efeito de malha que o Vive original impunha à imagem, mas é certamente uma malha muito mais fininha. No lado negativo, à semelhança do que acontecia com o aparelho original, a peça que separa os dois écrans deixa-se corar pela luminosidade dos écrans, e surge visível no canto do olho, o que aborrece - talvez ter lá posto uma unha de Vantablack, HTC...

Em termos de conforto, o aparelho permite maior controlo sobre a distância interpupilar, permitindo precisar valores que a versão anterior abrangia, mas não especificava. Os écrans podem, tal como dantes, ser puxados à frente ou atrás. A máscara que assenta na cara é tão macia como a sua predecessora e, apesar das revindicações de que assenta na cara melhor, não encontrei grande melhoria nesse campo - o que, de mais a mais, não era particularmente necessário. A versão anterior, apesar de poder ser usada com óculos graduados, frequentemente mos "agarrava", tirando-mos da cara quando eu tirava o aparelho; já a nova versão parece ser mais acomodativa. Postos todos os melhoramentos juntos, o aparelho torna-se, de facto, mais confortável de usar por períodos mais alargados, mas, ao fim desse período, torna-se mais desconfortável mais depressa - ou seja, não excedam o limite recomendado, fazei pausas e, se vos sentirdes mal, jogai noutro dia (e todas essas coisas que a literal brochura diz). Direi, no entanto, em jeito de crítica, que, ainda menos que o modelo anterior, o novo não permite tê-lo colocado, mas puxado para cima, para comutar rapidamente entre a realidade virtual e a realidade chata em que estou fechado neste escritoriozeco minúsculo cá em casa com as paredes mal pintadas de cores estúpidas e mais a porcariada da tartaruguinha - mas que raio estava eu a pensar quando alugei este pardieiro!?

... 

(não liguem; é um efeito colateral frequente de se sair da Realidade Virtual; já passa...)

Ora, como eu dizia, nem o modelo anterior nem este permitem comutar rapidamente entre realidades, sendo incontornável o "tempo morto" de pegar no aparelho, ajustá-lo bem, apalpar em redor à procura dos comandos e pegar neles.

Confirmo igualmente que não detectei nenhuma quebra de performance em comparação com o modelo anterior, apesar de não ter mudado mais nada em termos de hardware - e o meu CPU é um Intel 2700K de 2011, ou seja, nada particularmente recente; tanto, aliás, que, em 2016, o aplicativo da HTC que avaliava o sistema e dizia se suportava o Vive ou não advertia que VR podia ser areia demais para a camioneta do meu CPU - curiosamente, no entanto, a versão mais actual reconhece que o meu CPU chega e sobra para VR. Convém, se calhar, dizer que a minha gráfica é uma GTX 1070, comprada na mesma semana em 2016 que o meu Vive (e na mesma rua, mas não na mesma casa).

E agora, a questão que adivinho estar mais fremente nas vossas mentes...

Suporte para a Bimby: não tem.

Numa apreciação final, por um lado, muito boa onda da HTC de se ter lembrado dos early adopters e não nos ter obrigado a comprar hardware redundante só para poder ter melhor imagem (sim, eu sei; depois de tudo o que estive para aqui a dizer, tal afirmação é quase criminosamente sobre-simplista, mas, no fundo, é essa a diferença mais significativa); por outro, fico com a impressão de que a HTC sub-valoriza o valor do hardware de que nos permite prescindir, e não posso, em boa consciência, dizer que este upgrade "vale todos os cêntimos que custa". Posto isto, não me arrependo da compra.

Direi mesmo mais: para quem está interessado em aventurar-se na terra do VR, mas estava reticente em comprar "a primeira porcaria que chegar ao mercado", tem agora um produto mais refinado, e o pacote completo, atrevo-me a dizer, vale todos os cêntimos que custa.

Pax vobiscum atque virtual. 

2018-06-20

Falando de coisas importantes (credo, não...!)

Vocês conhecem o Wish.com?

Se NÃO:

- 'Tá aqui... é tipo o Amazon, só que... não exactamente...?

Se SIM:

- E que tal?

Pax vobiscum atque vale (e dois ovinhos estrelados, que hoje sinto-me generoso).

2018-06-13

Um serviço [web] para lavar as mãos, e outro para puxar o autoclismo

One-liners bring readers.

Graças à Internet e, quiçá, à pirataria, muitos serviços que antes eram feitos localmente são agora feitos através de serviços.

Dois exemplos são
  • leitores de RSS (cheguei a usar o FeedDemon)
  • gestão de dinheiro

Mas as opções offline têm vantagens: não dependem de infra-estrutura externa e, tipicamente, não têm subscrição.

O QuiteRSS é um programa que permite ler RSS (mantenho o feeds.db do programa numa pasta partilhada no Dropbox para o poder usar em diversos computadores). NOTA: não há versão para telemóvel.
O Inoreader é a minha recomendação em termos de Website -- grátis com publicidade, €1,25/mês se não quiserem).

Para gestão de dinheiro deram-me a conhecer o MoneyManagerEX (há versão para telemóvel).
Sei que existe um serviço português que faz tudo automaticamente mas como nunca usei não sei o nome (edit: será o Boonzi ?).

Punch-line: none. Só partilhar informação.