2017-06-11

«Meritocracies become oligarchies»



In The Nation, Christopher Hayes has a brilliant article on the way that "meritocracy" inevitably turns into oligarchy, and what that means for our society today. Hayes's account of the transition from meritocracy to oligarchy isn't just about self-delusion ("I am on top, and I am superior, therefore we live in a meritocracy") but also about the way that those who move to the top cement their position by changing the rules. He relates this to the end of economic mobility in the US, the concomitant concentration of wealth, and the way that these factors were a harbinger of collapse in other societies.
In order for it to live up to its ideals, a meritocracy must comply with two principles. The first is the Principle of Difference, which holds that there is vast differentiation among people in their ability and that we should embrace this natural hierarchy and set ourselves the challenge of matching the hardest-working and most talented to the most difficult, important and remunerative tasks.
The second is the Principle of Mobility. Over time, there must be some continuous, competitive selection process that ensures performance is rewarded and failure punished. That is, the delegation of duties cannot simply be made once and then fixed in place over a career or between generations. People must be able to rise and fall along with their accomplishments and failures. When a slugger loses his swing, he should be benched; when a trader loses money, his bonus should be cut. At the broader social level, we hope that the talented children of the poor will ascend to positions of power and prestige while the mediocre sons of the wealthy will not be charged with life-and-death decisions. Over time, in other words, society will have mechanisms that act as a sort of pump, constantly ensuring that the talented and hard-working are propelled upward, while the mediocre trickle downward.
But this ideal, appealing as it may be, runs up against the reality of what I’ll call the Iron Law of Meritocracy. The Iron Law of Meritocracy states that eventually the inequality produced by a meritocratic system will grow large enough to subvert the mechanisms of mobility. Unequal outcomes make equal opportunity impossible. The Principle of Difference will come to overwhelm the Principle of Mobility. Those who are able to climb up the ladder will find ways to pull it up after them, or to selectively lower it down to allow their friends, allies and kin to scramble up. In other words: “Who says meritocracy says oligarchy.”
Hayes goes on to interview various Wall Street titans and hedge fund managers, and gets their own account of how they feel that they are innately superior -- the smartest guys in the room -- and how great it is that the nation takes its cues from them.
 

bOiNGbOiNG/ Cory Doctorow / 2:00 pm Wed Jun 13, 2012 / Meritocracies become oligarchies

3 comments:

ArabianShark said...

"(...) eventually the inequality produced by a meritocratic system will grow large enough to subvert the mechanisms of mobility. Unequal outcomes make equal opportunity impossible" é chorinhice de esquerdistas extremos que não têm tomates figurativos para ir trabalhar até a realidade corresponder às suas próprias power trips e acham que, se se queixarem o suficiente, o mundo engole a banha da cobra de que se convenceram a si mesmos e que diz que a culpa de quem está em baixo não estar mais acima é de quem está acima os recalcar. Para além disso, são afirmações vápidas, lacónicas e indemonstráveis - ou seja, a tríade divina de quem quer falar sem dizer muita coisa (ou nada de todo), mas ser levado a sério, como qualquer filibusteiro.

A afirmação generalista "Who says meritocracy says oligarchy" é em tudo comparável a "quem diz muçulmano diz terrrorista" ou "quem diz preto diz ladrão" ou "quem diz solteiro diz homossexual". Numa Europa victimizada pela posição extrema de tolerância que, por medo de parecer islamofóbica, se recusa a sequer tentar distinguir os reais refugiados de terroristas porque #NotAllMuslims/Women/Blacks/Gays/ToasterOvens/UnicornFarts, este esquerdista nem esquerdista sabe ser.

Finalmente, meritocracia implica que manda quem merece, e aqui há duas coisas importantes a realçar:

1. Que autoridade revindica este Christopher Hayes para julgar quem merece ou não mandar? Eu também posso ter tido muita inveja do Ryan Reynolds na altura em que ele era casado com a Scarlet Johansson, e jurar a pés juntos que ele não a merece e que ela devia era estar comigo (coisa que nunca fiz, não só porque gosto imenso do trabalho do Ryan Reynolds como também porque continuai a ler), mas a verdade invariável é que, se a Scarlett Johansson tanto fizesse por se casar comigo que acabasse com um anel no dedo e meia cama debaixo do meu tecto, rapidamente se aperceberia de que eu não sou marido para ela (por falta de ensejo em tentar; não julgueis que tenho algum complexo de inferioridade. Não tenho é pachorra para dedicar a uma relação romântica), apesar das minhas hipotéticas alegações anteriores. Ou, nas palavras do Joker do Heath Ledger (requiscat in pace, seu sacana talentoso), este gajo é como um cão a correr atrás de um carro; não saberia que lhe fazer se o apanhasse. Quer é correr que nem um cavalo a ladrar muito alto (isto, que eu saiba, o Joker não disse, mas digo-o eu).

2. Tereis que ler o comentário seguinte, que o Blogger só aceita 4096 varacteres por comentário. Agora sabeis.

ArabianShark said...

2. O que é que o faz julgar que algum dia sequer viu uma meritocracia (e esta pergunta predica-se não na ideia de que não haja muitas ou sequer alguma meritocracia, mas na noção de que, conforme proposto anteriormente, o Christopher Hayes (um biscoito para quem identificar o filme de onde sai a próxima citação) não reconheceria uma meritocracia nem se uma se sentasse na cabeça dele. O que eu sei dizer com toda a certeza é que, muitas vezes, manda numa empresa quem tem o dinheiro para a fundar. A não ser que o Christopher Hayes queira convencer-me de que o dinheiro não advém de rigorosamente mais lado nenhum a não ser das supostas meritocracias que não são senão as oligarquias a que chamamos as nossas entidades empregadoras (o que terá que fazer enquanto eu aplico doses generosas de lubrificantes à base de silicone nas noções de "herança", "lotaria", "jogo" e o que sofismaticamente designarei por "vias travessas"), então sabemos igualmente que o Sr. Hayes é demasiado obtuso para distinguir uma meritocracia de uma plutocracia (o que, uma vez que os ricos são, comparativamente e por definição, escassos, pode, de variadíssimas maneiras ser indissociável de uma oligarquia. Agora, omitir este passo intremédio e acusar todas as meritocracias de serem oligarquias é um acto tão desonesto como querer caracterizar o Islão como uma doutrina de paz e amor e amizade e auxílio pelo próximo e florzinhas e arco-íris e passarinhos a fazer repiupiu porque, na sequência do ataque bombista em Manchester, alguns taxistas Sikh (não muçulmanos, mas Sikh; a mim não me incomoda particularmente que o não saibam distinguir, mas incomoda aps Sikh - e isso é lá com eles) ofereceram-se para transportar quem desamparadamente precisasse de ajuda sem revindicar as devidas bandeiradas.

Acho que nunca tinha lido nada deste Christopher Hayes, mas fiquei hoje a saber que não perdi nada. Arquivo-o sob "I" de "Idiota, imbecil e indolente".

Não fiquem é com ideia de que eu tenho alguma coisa contra a vastísima generalidade dos esquerdistas. Tenho é contra os idiotas (e os imbecis e os indolentes).

E desculpem lá; apanhei uma data de imbecis na estrada hoje e estou um bocado mal-disposto...

Sintra said...

"um bocado mal-disposto" :D