2017-04-01

Microsoft ♥ Linux

O título é click-bait :)
 
Como poderão saber, estou agora a trabalhar com a stack Microsoft, nomedamente C# e Windows.
Apesar de continuar a ser fã de tecnologias open-source e da ideologia Free Software, o facto de ter menos tempo livre e necessidade de entregar, bem como alguma desilusão com o ecossistema open-source, aliado a oportunidades de emprego que surgiram com a stack Microsoft, fizeram que me tornasse mais entusiasta da Microsoft que o era.
 

 
O que eu gosto do open-source e software livre, como developer:
Gosto de poder usar a source;
Gosto de poder colaborar em plataformas comuns, não havendo necessidade de reinventar a roda;
Gosto de não haver à priori uma incompatibilidade, no caso do open-source, com uma fácil comercialização do software, especialmente quando o codigo open-source que se usa tem licenças permissivas (p.ex., LGPL).

O que eu não gosto do open-source e software livre, como developer:
Não gosto do modelo atual como developer são as situações em que o factor de escolha do software aparenta ser unicamente o custo. Já ouvi historias de uso de dbus pré-históricos, e outras stacks de software desatualizadas. Nestes casos - não importa quao injusta seja esta comparacao - dêem-me software proprietario a qualquer momento. Ao menos é claro que querem que eu trabalhe com um Fiat 127 e que não é suposto mudar o motor por mim mesmo.

A verdade é que depois de comecar a usar o Visual Studio à séria, ainda reparei noutra coisa: a maior parte das stacks já são opensource, e, enterprisely speaking, há possibilidade de forks bem sucedidos.
É possível, claro, a possibilidade de isto ser wishful thinking e racionalização .

Isto é a minha visão como developer numa empresa com um certo número de programadores.



Do ponto de vista de utilizador, está tudo a ficar uma grandessíssima treta.
Microsoft e Google aplicam uma nova versão da lógica opencore.
P.ex., Chromium e Visual Studio Code são opensource. Mas os únicos executáveis que são praticos de encontrar são closed source: são o código opensource mais uns pedaços de código pirilimpimpim.

Assim, mesmo em distribuições de Linux, como Fedora, torna-se dificil instalar Chromium. Em Debian e Ubuntu parece ser fácil. Mas em Debian as extensões estão desactivadas, e honestamente já nem quero dar-me ao trabalho de tentar perceber o porquê.

O melhor sistema operativo para usar de um ponto de vista prático, é o Windows. É uma treta, mas ao menos sabemos mais ao menos o nivel de treta que é, e com o Windows Subsystem for Linux (WSL) temos uma pitada de Linux. Se não quisermos usar WSL, temos sempre Cygwin, que é compatível com aplicações gráficas, ao contrário do WSL.


 
PS: quanto ao título, acredito que a Microsoft ♥ Linux, dado que Linux lhes permite cimentar a posição deles no mercado a nível de Azure e sistemas Hyper-V.

2 comments:

Carlos Ferreira said...

Sou-te sincero.
O Visual Studio 2017, tem dos melhores indexers de C++ que já vi. Muito poderoso em detecção de erros e possíveis problemas, apenas pela análise estática do código.

Mas lá está, queres trabalhar/desenvolver protocolos de redes ou algo mais orientado a sistemas embutidos -> Linux.
É por isso que ainda dou muito uso ao Eclipse CDT.

Carlos Ferreira said...

Ah e sim, as funcionalidades no Windows (mesmo as versões Pro) têm vindo a reduzir a passo acelerado... Será que estão fartos de aturar pessoas ao telefone a pedir ajuda para mudar a areia do gato? Não sei...
O que é certo é que no Windows 98, eu conseguia mudar a fonte do sistema e agora no Windows 10 já não consigo...