2015-02-11

No início era um (*)

Chamava-se Netscape e era rei e senhor.
A Microsoft, que até aí se estava a borrifar para a Internet, percebeu que o futuro era a Web. Despejou guita e guita até ficar destruída a posição dominante da Netscape.

And the beast shall come forth surrounded by a roiling cloud of vengeance. The house of the unbelievers shall be razed and they shall be scorched to the earth. Their tags shall blink until the end of days.from The Book of Mozilla, 12:10

O código do Netscape era aberto e saía em versões oficiais ocasionalmente.

O Netscape na altura, o actual SeaMonkey, era uma uma suite de browser, email, chat e editor de HTML.

Até que a AOL, que tinha comprado a Netscape, terminou com a companhia.

Eis que, das cinzas da Netscape, surgiu a Mozilla. E após não conseguir reganhar muitos utilizadores, resolveu focar-se no Firefox (o apenas browser).

And the beast shall be made legion. Its numbers shall be increased a thousand thousand fold. The din of a million keyboards like unto a great storm shall cover the earth, and the followers of Mammon shall tremble.from The Book of Mozilla, 3:31
(Red Letter Edition)



Aí, ficou a Microsoft com posição dominante e, com ela, a vontade de inovar desapareceu (vide IE6).

Mammon slept. And the beast reborn spread over the earth and its numbers grew legion. And they proclaimed the times and sacrificed crops unto the fire, with the cunning of foxes. And they built a new world in their own image as promised by the sacred words, and spoke of the beast with their children. Mammon awoke, and lo! it was naught but a follower.from The Book of Mozilla, 11:9
(10th Edition)




Finalmente com o Chrome e Safari, e respectivos dispositivos móveis, o Firefox volta a perder marketshare.

The twins of Mammon quarrelled. Their warring plunged the world into a new darkness, and the beast abhorred the darkness. So it began to move swiftly, and grew more powerful, and went forth and multiplied. And the beasts brought fire and light to the darkness.
from The Book of Mozilla, 15:1




No meio desta história, o Opera. Um browser para power-users, primeiro shareware, depois adware, depois grátis e a fazer guito não sei muito bem como.
Foi abaixo, voltou com a engine do Chromium, poupando recursos significativos para a interface que, diga-se, satisfez pouco. E agora, o novo novo Opera, Vivaldi. Com a interface toda feita em HTML, é mais rápido - diz-se - que o Chrome, e pretende agradar a todos os antigos utilizadores de Opera.



https://vivaldi.com/#Coming



(*) Considera-se o início os anos 90, apesar de tal não corresponder à verdade.