2010-11-02

Politiquices

Ando a ver, à custa do Orçamento, mais políticos a falar nos últimos tempos do que é costume.

Já estou farto de os ouvir.

Mas aqui ficam as minha previsões, tipicamente falíveis, do que vai acontecer.

PSD vai ganhar as próximas eleições. Serviço Nacional de Saúde vai ser exterminado. Vamos ficar parecidos aos E.U.A..

Comecem já a espreitar os seguros de saúde...

16 comments:

Jamex said...

Foi o PSD que criou o Serviço Nacional de Saúde e o sistema de saúde do Ministério da Justiça.
Mas foi o PS que acabou com o sistema de saúde do Ministério da Justiça do qual eu dependia e é por isso que tenho de pagar um seguro de saúde, porque para dizer a verdade do pessoal do ministério da justiça ninguém sabe como funciona a ADSE e os acordos que a ADSE tem em Castelo Branco são uma treta.
Ou seja, acabaram com um serviço que funcionava bem, para entupir um que já funcionava mal.
Porreiro pá!

Peres said...

Lol.... lefty

Hal said...

Treta ou não, a ADSE é o melhor seguro de saúde do país e um dos melhores do mundo. Estes Passos Coelho é um fdp com as letras todas e vamos sentir isso na pele.

Pessoalmente, estou bastante desiludido com o PS... a parte mais difícil de engolir disto tudo é que independentemente do ângulo, estamos fodidos.

Pedro Francisco said...

Peres, explicita.

Sintra said...

"Ou seja, acabaram com um serviço que funcionava bem, para entupir um que já funcionava mal."

Tipico! :D

Ja disse, PS=partido dos xupistas
Comecem a escrever PX

Ricardo Mesquita said...

Primeiro que tudo, e para que fique esclarecido, eu não faço a defesa deste governo nem do estado actual daquele partido que em tempos foi o "Partido Socialista" e nem vou sequer debruçar-me sobre o assunto em discussão pois sei que seria demasiado longo e desinteressante, mas simplesmente não podia deixar passar em claro a enorme estupidez que vi no primeiro post.

Para que seja reposta a verdade, gravemente afectada pelo primeiro comentário, fique esclarecido que o Sistema Nacional de Saúde foi implementado em 1979 no decorrer do Governo de iniciativa presidencial chefiado pela Eng.ª Maria de Lourdes Ruivo da Silva Matos Pintasilgo, (re)conhecida socialista, e teve por base as ideias constantes no celebrizado “Despacho Arnaut” (de 1978) assim apelidado por ter sido apresentado por António Arnaut, para sempre conhecido como o pai do Serviço Nacional de Saúde, e, para que conste, também ele (re)conhecido socialista.

Para que dúvidas não restem aqui fica a Lei n.º 56/79 de 15 de Setembro de 1979, que regula a constituição do SNS: http://dre.pt/pdf1sdip/1979/09/21400/23572363.pdf

Esclareço também que desconheço a “origem” do subsistema de saúde dos Serviços Sociais do Ministério da Justiça (mas irei averiguar), mas dado o precedente não me admiraria que a (des)informação prestada estivesse igualmente errada neste caso.

Sem mais,
Aquele Abraço!

Pedro Francisco said...

Eu por acaso podia ter confirmado na Wikipédia mas como não fazia a mínima ideia quem o tinha criado nem me lembrei de verificar a informação.

Obrigado pela info Mesquita :)

Peres said...

É como dizer que quem comprou os submarinos foi o Paulinho das Feiras, de nada importa que o concurso para 4(!) submarinos tenha sido feito pelo (des)governo de António Guterres, e, quando chega a termo, o máximo que se consegui foi diminuir o número para 2. Logo, sim, foi governo PS que criou o SNS, hurra.

Mas não é isso que está em jogo, é sim o "matar" o estado social. Porque governos de esquerda verdadeiros nunca iriam tirar o abono de família a ninguém pois não? Já fiz as contas, e até a minha filha fazer 18 anos, são cerca de 6000 euros de abono de família que eu, e grande parte das famílias portuguesas nunca receberão.

Mas agora tirar o SNS, os subsídios, as casas de borla e os abonos aos coitados dos imigrantes ilegais é que não.

Ricardo Mesquita said...

Não raras vezes, somos mais politiqueiros que os próprios politiqueiros.

Foi, por exemplo, o caminho escolhido pelo Peres que preferiu julgar que fiz a emenda por se tratarem de “3 pontos” conseguidos pelo “Futebol Clube Socialista” e não por uma questão de reposição da verdade que tinha sido colocada em causa.

Mas repito a minha intenção: em respeito pela verdade não se pode afirmar que foi o PSD a criar algo que na verdade não criou, da mesma forma que, pegando no exemplo dado, é igualmente um atentado à verdade que José Sócrates use o caso dos submarinos como arma de arremesso quando o Governo Guterres, do qual também ele fez parte, teve responsabilidades directas no referido caso.

E podíamos dar muitos mais exemplos de adulterações à verdade por força dos joguinhos políticos que nada fizeram, nem fazem, pelo país.

A JSD, por exemplo, refere num cartaz que vivemos há 15 anos sob governos socialistas, esquecendo-se de Durão Barroso e de Santana Lopes quando Ferreira Leite e Bagão Félix lançaram duríssimas medidas no (de facto curto, mas não inexistente) tempo em que estiveram no governo. Foi apenas de Abril de 2002 a Março de 2005 (Dezembro de 2004 para sermos precisos já que os últimos meses foram apenas de governo de gestão) mas a verdade é que estiveram lá e partilham também de responsabilidades, das quais não se podem desmarcar.

Da mesma forma que a JS em 2004 se referia ao governo de Durão como a “brigada da tanga” quando o PS tinha, obviamente, responsabilidades no estado do país.

Não existem meias verdades nem mesmo verdades convenientes e verdades inconvenientes. Existe apenas a verdade e esta é imutável.

Por isso estas questões devem ser abordadas e esclarecidas sempre que alguém, seja quem for, se lembra de inventar um argumento e de o apresentar como facto. Não por ser favorável (ou desfavorável) ao partido X ou Y, mas por ser falso e atentar contra a verdade.

Ricardo Mesquita said...

Relativamente à anunciada morte do Estado Social é de facto uma tormentosa ironia que seja um governo PS (ainda que a anos luz do PS fundado a 1973 [não sendo contudo desculpa]) a desferir os primeiros golpes.

Infelizmente não desdigo a sua necessidade, mas defendo que devem ser golpes bem pensados e justos, e receio que não o serão.

Curiosamente, na questão dos abonos até nem sou totalmente contra o sistema agora aplicado. Existiram reduções significativas no valor dos abonos, e aqui considero que não deviam ter existido, mas estou plenamente de acordo com a maior fiscalização que agora se aplica. Por exemplo, é no mínimo curioso que um número de famílias (que diria alargado, mas como não sei percentagens não invento) prefira perder o acesso a este subsídio do que perder o sigilo bancário. Que razão sustenta esta decisão? Como disse, é curioso. Até porque a maior fiscalização é claramente desejável para que não surjam abusos.

E desculpa-me a inconveniência mas não posso deixar de realçar a seguinte frase:
“Já fiz as contas, e até a minha filha fazer 18 anos, são cerca de 6000 euros de abono de família que eu, e grande parte das famílias portuguesas nunca receberão.”

Este é outro dos graves problemas com que nos deparamos actualmente (ainda que muito longe de ser o mais grave). Aquilo que era um subsídio de apoio social passou a ser visto como um direito adquirido, quando não o é, nem o poderia ser. Da mesma forma como os beneficiários do rendimento mínimo (hoje com outra denominação, mas para sempre ligado a este nome) não podem ver este apoio que o estado lhes concede como um direito adquirido.

O estado social é um meio de redução das desigualdades e não a “grande porca” que nos sustenta, razão pela qual os cortes no estado social devem ser extremamente reduzidos mas a fiscalização da sua atribuição deve aumentar exponencialmente. Ao não atribuir apoios a quem deles não necessita garantem-se verbas para que aqueles que de facto necessitam não os percam.

Porque também nós, comuns portugueses, temos culpas. Ainda na semana passada ouvi emparvecido determinada contabilista contar com altos níveis de basófia as mil e uma maneiras como já cometeu fraude fiscal. Fácil, como diria alguém. Da mesma forma que são conhecidos os Mercedes à porta das habitações sociais.

Este não é o estado justo que se pretende. Este não é o estado social.

P.S. (de Post-Scriptum): No comentário acima onde se lê "a JS em 2004" deve ler-se "a JS em 2003".

Peres said...

"É uma prestação atribuída mensalmente, com o objectivo de compensar os encargos familiares respeitantes ao sustento e educação das crianças e jovens."

É a descrição de "abono de família", que foi criado não como um subsídio de apoio social mas sim como um incentivo à natalidade, logo não concordo com a tua justificação para o corte nos abonos. Vai dizer a uma família com 3 filhos e 650 euros por mês que os ~60€ que recebem do estado é estar a viver da "grande porca".

Esclareço que não é por causa do abono de família que alguém vai ter filhos, mas é uma ajuda bastante grande para os encargos. E se pago segurança social todos os meses, espero poder usufruir de algo.

Voltando ao SNS. Temos um SNS com bastante qualidade, não brinco, mas ver uma sala de maternidade com 6 pessoas, 3 delas não falam português e 2 falam brasileiro é de deixar uma pessoa desmoralizada.

Sintra@Hydro said...

fds portugal ta mm uma merda, ja so volto pras ferias na praia :P

"Vai dizer a uma família com 3 filhos e 650 euros por mês que os ~60€ que recebem do estado é estar a viver da "grande porca"."

fooooooda-se, como eh possivel sobreviver assim?

Qt ao tal estado social e justo q se pretende, so la vamos c golpe de estado, e desta vez a derramar o sangue dessa cambada q ta no topo. E mm assim nao sei.
MEDINA CARREIRA PARA REI, VOLTEMOS AH MONARQUIA!
Sinceramente, precisamos de alguem q queira o bem do pais e q saiba como o conseguir. Onde estao as nossas opcoes? Este sistema dos partidos n funciona. PS=PSD, sao todos uma cambada de vigaros. Os outros partidos sao sonhadores nem sabem o q andam prai a dizer.

Na verdade nem eh mto complicado resolver o problema do pais, eh mas eh mto custoso:
temos q reverter uns 20/30 anos atras. A maneira como vivemos ta completamente "inflacionada". Nos n temos capacidade para o consumo q fazemos, pq n produzimos quase nada. Ia ser fdd, mas cortava-se forte e feio na divida, e a vida ia ser um bocado miseravel comparado c o q se tem hoje.
Depois de se ter abatido a divida podia-se comecar a pensar em crescimento (aquilo q devia ter sido o caso qd entramos pro euro e recebemos todo aquele dinheiro).

Claro q isso n vai acontecer. Nenhum de nos quer viver assim (mais vale fugir do pais neh). Mas iremos verificar uma gradual mudanca no pais, pq por mta manha q tenham os politicos, n da pra fugir a este problema.
Salarios baixam, custo de vida sobe.
A grande duvida eh: sera q ira melhorar depois duns anos na merda? E ai tamos dependentes do governo, o q n me deixa mto optimista.

TL;DR: quem quer vir pro canada ter comigo?

katanas said...

Bombeiro pára-quedista no Canadá FTW!!

Sintra@Hydro said...

FTW loooooooool
ganhavas mais q eu! mas tipo bue mais

katanas said...

Pois, a dica foi tua... :P Nca mais me esqueci disso... Se isto der mto pó torto sou capaz de n me ensaiar mt a mergulhar nisso.

Anonymous said...

Ricardo, obrigado pelo insight bastante agradável... não fazia ideia de metade das coisas.