2010-07-20

PSD quer fim da saúde tendencialmente gratuita

O PSD quer alterar a Constituição. Como vi alguém no Expresso ou no Sol nas crónicas da revista a dizer, as atitudes patentes nas alterações pretendidas são de uma certa crença em princípios que não se revelam funcionar da maneira esperada.

Entretanto vi mais um artigo sobre isso hoje.

Entre as alterações, o PSD pretende apagar da Constituição a expressão «tendencialmente gratuito» no que toca ao serviço de saúde, em favor de um serviço que não recuse quem não tem meios económicos.

Ou seja, dar prevalência a seguradoras que procuram o lucro. Para quanto tempo a repetição de coisas que actualmente só se vêm nos E.U.A., como um valor de centenas ou milhares de euros para repôr um ou dois dedos cortados, com o perigo ainda da seguradora inventar uma desculpa qualquer para não pagar ou, mesmo que pague, se atrase? Isto é uma área perigosa especialmente se deixada sem regulamentação que funcione e seja verificada. Pior, a justiça não funciona bem, por isso processar uma seguradora vai demorar.... Com consequências para quem precisa do serviço de saúde.....


Os social-democratas querem, ainda, que o Estado seja responsável por «assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito», deixando, no entanto, de estar obrigado a «criar um sistema público» e a «estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino».

Ou seja, privatizar o Ensino Superior Público e deixar os privados controlar o ensino básico. Mais uma vez, espero que haja controlo. Lucro e ensino de qualidade não acho que combinam. Pessoas de locais com baixa densidade populacional vão ter problemas.


os governos devem deixar de nomear dirigentes para a administração pública ou qualquer outra entidade controlada pelo Estado.

Não percebo o que é suposto isto ser...?

O PSD propõe, ainda, o fim de todos os artigos referentes à política agrícola, comercial e industrial, o fim dos governadores civis e apenas um representante da República para a Madeira e Açores .

Porque a nossa agricultura está em boas condições e não precisa de controlo do estado. Fair Enough, pode ser que os espanhóis a ponham como deve ser. Quanto à política comercial e industrial, não sei o que isto quer dizer.



Tudo isto parece-me fruto da crença forte na 'Invisible Hand'. Acho que as notícias que vemos volta e meia dos E.U.A. provam o quão perigoso isto pode ser...


Alegrem-se meus senhores, este vai ser este o próximo governo de Portugal...

Link: PSD quer fim da saúde tendencialmente gratuita


P.S.: quanto ás políticas de emprego não me vou pronunciar porque ouvi no outro dia uma amiga minha a dizer que não tinha sido contratada porque já tinha estado efectiva noutro lado (???) e portanto se a contratassem de novo tinha de ficar efectiva no novo sítio (???!!!) portanto se calhar apesar da conotação negativa da 'flexibilização' do emprego se calhar é preciso algumas mudanças e eu não estou dentro do assunto para poder comentar.


P.S. n.º 2: segundo me disseram todos os seguros de saúde em Portugal são uma merda chegando inclusive a dizer que se se marcar uma consulta ás 9h da manhã para as 19h como é no mesmo dia é considerada consulta de emergência e pagam muito menos ou nada do que é suposto.

37 comments:

Claymore said...

Eu tenho o da Generalli, pago é bué... mas olha, as consultas saem-me de borla ao menos e não tenho período de carência.

Tenho que ir trabalhar para a PT... o ACS é que era...


Bem, acho que já realmente começam a entender que o PSD não é nenhuma alternativa :P

Peres said...

Tinha de chegar o socialista e dizer asneira...

Se tu visses a maioria dos utentes da maternidade alfredo da costa... negros, indianos, chineses, muitos sem falar uma palavra de português, outros sem saber escrever ("esquecime dos oculos...") e, devido a terem ilegais a morar com eles diziam que "nao sabiam quantas pessoas viviam em casa". É para isto que o serviço nacional de saúde gratuito existe?

Vamos ao bairros sociais então. Gente que tem casa de borla, as contas da luz, água e gaz são pagas pela câmara e apenas pagam uma quantia simbólica (perto de 5€, que ficam a dever...) e recebem salário do estado. E é sabiado que são antros de criminalidade, no entanto, tudo lhes pagas. É o "estado social".

Sintra said...

Cum crl, tá bom é pra migrar para outro país!
Portugal tá de rastos pá!

Pedro Francisco said...

Reformulei o artigo para ser menos inflamatório.

Óbvio que essas duas situações devem ser corrigidas. Já o Portas anda a falar nisso há tempos, apesar de não ser específico.

A questão é, estamos a passar de um problema para o outro: em vez de o Estado corrigir os problemas como os que referiste está a descartar-se da responsabilidade e a passá-la para privados.

Em vez de providenciar um serviço de relativa qualidade a quem a ele tem direito e merece, deixa de providenciar a todos.

Basicamente, em vez de gastares dinheiro com o Estado Social, vais gastar dinheiro para encher os bolsos a um gajo qualquer que só vê a saúde como uma mina de ouro, impessoal.

Mas ok, para chegarmos a um consenso aqui. Se me garantirem que a regulamentação vai existir de forma decente (ou seja, sem ser só no papel), que a justiça vai ficar rápida e que vai haver uma maneira eficaz e rápida de fazer queixas, para além do estado ter cuidado em manter as unidades de saúde em zonas que não vão dar lucro (e o mesmo para o ensino) então Peres, concordo com as medidas do PSD.

Agora, não estou a ver nenhuma das coisas que disse acima a acontecer.

O Estado vai-se descartar das suas responsabilidades.

P.S.: há quem diga que os bairros sociais foram uma péssima ideia e que só acentua os maus comportamentos.

Pedro Francisco said...

Aliás não se vai descartar dessas responsabilidades porque vão deixar de ser as responsabilidades dele, o que ainda é pior.

Claymore said...

Lol Peres... Só espero é que não fiques gravemente doente e que depois devido a uma politica do PSD ridícula, não morras à porta do hospital, ou pior.. na maca dentro do hospital à espera da validação do "seguro de saúde"...

Nem tanto à terra nem tanto ao mar...

Não fales mal de imigrantes, mesmo de ilegais... lembra-te que muitos Portugueses estiveram nessas situações pelo mundo fora e não foi nada bonito.
Falar mal da imigração em Portugal é ser hipócrita...

ArabianShark said...

Espera lá, que eu presto pouca atenção a estas coisas (my bad) e sou capaz de estar "um pouco confuso", mas é impressão minha ou os Estados Unidos do Barack Obama (USBO) estavam como o PSD nos quer por e meteram-se a caminho de alguma coisa mais próxima daquela em que nós estamos? É que andar para trás pelos padrões dos Estados Unidos é uma ideia um bocado assustadora, pelo menos numa área em que nos deparamos com situações do tipo "podíamos operar-te ainda hoje e curar-te dessa maleita, mas o teu seguro não cobre isso, e, como não tens cara de conseguir pagar sem ele, temos pena, meu caro, mas vais patinar". *shudder* Pessoalmente, ao abrigo da cortesia profissional, raramente algum dia paguei um tostão por cuidados médicos de algum tipo, mesmo sem seguro, pelo que me abstenho de comentar mais nesta área.

Quanto ao ensino, pelo que percebi, talvez não seja pior. Aqui há uns meses deparei-me com uma corrente de pensamento profundamente enraizada na cultura britânica (mais concisamente, na do BNP, que, para quem não o conhece, é mau) contra o ensino público. Não posso dizer que concorde, nem com os motivos deles nem com os seus objectivos, mas, em se mantendo um sistema de testes global (i. e., exames no 12º ano, e, por via das dúvidas, no 9º), então abolir-se o Ministério da Educação, ou, pelo menos, diminuir a sua importância, parece-me uma boa ideia. Às tantas, isso ia implicar exames nacionais logo na 4ª classe, para garantir a unificação dos programas lectivos das cárias escolas que, recordo, não estariam subjugadas a nenhuma instituição central (Ministério). Se o Estado financiasse as escolas, mantendo o ensino gratuito, então tenho ainda menos motivos para me opor. No entanto, conhecendo esta terra como a conheço, tenho a certeza que íamos arranjar maneira de fazer merda. Já agora, o adjectivo "grátis" é absoluto, o que me leva a desconfiar violentamente da noção de «estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino».

Lastly, Peres, "esquecime dos oculos" está para o linguarejar escrito de certos senhores doutores médicos que eu conheço pessoalmente como Fernando Pessoa está para as minhas próprias capacidades linguísticas.

Resumidamente, costumo ter fé na privatização de certas áreas que residem sob a alçada do estado. Não tenho grande fé é nas pessoas que vão passar a controlá-las.

Claymore said...

Quanto aos bairros sociais, eles foram criados para dar habitações aos que nada tinham... O problema nem foi esse, não há mal nenhum em dar tecto a quem não tem... Errado, foi a classe política (esquerda e direita) ter usado esses bairros como demonstração de boa vontade e de resultados, fazendo tudo a ponta-pé... então a direita, lol.. melhor nem falar...

Claymore said...

Sim arabian, desculpa eskecime da proposta do Obama, efectivamente eles têm acesso a cuidados de saúde agora, resta saber é como....
Eu não conheço os actuais detalhes, no entanto a proposta do PSD, cheira-me mais a tentar resolver mais uma vez, um assunto à martelada.
Os problemas foram sempre os mesmos pelas mesmas razões... Governa-se aos bocados com o intuito de manter um conjunto de pessoas no poder. Se todos os problemas fossem resolvidos de um dia para o outro, eles ficavam rapidamente sem trabalho ou pior... sem ideias...

Bem.. mas é trabalhar que modelos não se fazem sozinhos e ninguém mais sabe fazer isto por mim...

ArabianShark said...

Desculpem lá a cena dos dual posts; o Opera hoje não está a cooperar...

"Governa-se aos bocados com o intuito de manter um conjunto de pessoas no poder. Se todos os problemas fossem resolvidos de um dia para o outro, eles ficavam rapidamente sem trabalho ou pior..." -- Claymore

Agora é que disseste tudo. Francamente, dormia mais descansado se tivéssemos um sistema mais (ou inteiramente) como o dos britâncios (há aqui um padrão...), ou seja, limites de mandatos em todos os postos do governo. Reparem que, ao contrário do que se diz geralmente, isto não invalida os "políticos de carreira" conforme nós temos por cá; o que acontece é que as carreiras políticas dos políticos de carreira Britânicos são distribuídas ao longo de vários cargos (vide Boris Johnson, que, anos antes de sequer se pensar que viria a ser Mayor de Londres, já tinha sido MP, vagamente equivalente a deputado, por Liverpool) e nunca tão longas que permitam aos políticos de carreira nunca na vida fazer outro trabalho. Para além disso, como lá são menos em todo o lado (considerem que o círculo eleitoral de Londres, que alberga muito mais que 10 000 000 habitantes elege um único MP em cada eleição, enquanto que Viseu, que é ao lado de Fail, elege nove deputados de cada vez), para além de serem mais bem pagos que os nossos (e a menos custo para os contribuíntes. Win Win!) têm realmente que fazer alguma coisinha de vez em quando, ao invés de irem para as discotecas toda a noite e adormecerem na Assembleia da República sem deterimento ao seu desempenho profissional.

Se, por outro lado, para além de obrigarmos os nossos políticos a trabalhar a sério, lhes deixássemos bem clara à partida a noção de que não podem ficar agarrados ao tacho para sempre e que, se se portam mal, ou se demitem cheios de vergonha ou são afastados dos seus cargos com ainda mais vergonha, talvez nºao se verificasse o que o Clay apontou e muito bem.

Por outro lado, às tantas alguém ia a cabar com um Boris Johnson como Presidente da Câmara. Eu acho que valia a pena.

fakebot said...

FU PSD
FU PSD
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Pedro Francisco said...

Segundo li algures há já algum tempo, a construção de bairros sociais já estava desacreditada no tempo da ditadura mas após o 25 de Abril ninguém quis dar razão a um governo ditatorial e por isso foram fazer as coisas ao contrário.

Vi entretanto um documentário onde o Príncipe Carlos defendia a construção de bairros 'comunitários' onde o rico vivia ao lado do pobre como incentivo a uma comunidade funcional e onde predominaria o bem-estar.

Outros: Construção massiva potencia criminalidade em bairros sociais

Halloween said...

Este PSD (e em particular o anormal do Passos Coelho) assusta-me... espero bem que não ganhem as próximas eleições.

@Peres: Portanto, defendes que os utentes estrangeiros da maternidade alfredo da costa morram todos num canto, sem acesso a cuidados de saúde. Podemos também acabar com os bairros sociais, ficando com mais uns bons milhares de pessoas a dormir nas ruas. Parece-me justo.

O que é preciso fazer é investigar periodicamente se as pessoas (nacionais ou não) andam a brincar com o estado. Conheço muita gente portuguezinha de gema que prefere ficar em casa a receber o salário mínimo do que ir trabalhar! Há que apertar a fiscalização, como aliás o PS tem feito nestes últimos tempos.

IMHO, a Saúde e a Educação são duas áreas que *têem* que dar prejuízo, pelo menos a curto prazo. A população é pobre e não tem como pagar isto, a menos que o Estado pague às seguradoras..... mas nesse caso a cura é pior que a doença!

Por mim, faziamos como a Costa Rica e acabávamos com as forças armadas. Claro que seria preciso reforçar os outros ramos das forças de segurança (equilibrar tudo para prevenir golpes de estado, o costume). Temos 200 tanques, 2 submarinos, 6 fragatas e 50 caças o que, combinado com 25 mil militares, nos força a gastar 2.2% (dados de 2005) do PIB (bem acima da média europeia -> http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_gastos_militares).

PS: Ah e clay, o ACS não é nada de especial, isso te garanto.

Halloween said...

"Vi entretanto um documentário onde o Príncipe Carlos defendia a construção de bairros 'comunitários' onde o rico vivia ao lado do pobre como incentivo a uma comunidade funcional e onde predominaria o bem-estar."

@Goucha: Não ajuda. É o caso do Brasil, Índia, etc... , onde isto é bastante frequente.

Pedro Francisco said...

ArabianShark: sou a favor de avaliação de qualidade coerente e 'global'. Não me parece é que isso esteja dependente do ensino público vs privado.

Aliás, visto que os pais pagam pela escola o uso de provas globais vai ter de ser aumentado, porque os pais não vão pagar por uma escola que chumba os filhos. Logo o Ministério de Educação vai ter trabalho a fazer para garantir que os profs não são mais uma vez (visto que isso já acontece no ensino público) incentivados a passar quem não merece passar.

Pedro Francisco said...

ArabianShark: quanto à política é um assunto difícil. Há quem diga que deviam ganhar menos, outros ganhar mais, eu acho que quem quer fazer as coisas como deve ser tem uma dor de cabeça desgraçada, e aqueles que se estão a cagar recebem subornos ou acumulam cargos e ficam muito mais felizes da vida e não são apanhados (mais uma vez a problemática da justiça ineficiente), efectivamente 'recompensando' os corruptos.

Acho que o próximo governo devia fazer a manutenção das coisas com excepção de três coisas: mais dinheiro para o ramo judicial, para o combate à corrupção e para a polícia...

Porque sem a Justiça a funcionar pode-se fazer as leis que se quiser que só quem tem guito vai conseguir aproveitar...

Pedro Francisco said...

Halloween: nunca ouvi tal coisa. Referências?

ArabianShark said...

Isso tem muito que se lhe diga, Goucha. "Vamos por partes" -- Jack, o Estripador.

De maneira nenhuma os exames ou outras formas de avaliação universal são opostas ao ensino privado, antes pelo contrário; o que eu quero dizer é que, num ambiente de ensino privado, são fundamentais. Também quero enfatizar que, neste momento, a única forma verdadeiramente universal (e, portanto, a única coisa útil numa mudança de paradigma do ensino público para o ensino privado) são os exames nacionais, já que as provas globais (da última vez que fiz provas globais, pelo menos), são iguais só ou para todos os alunos da mesma escola (10º/11º) ou para todos os alunos do mesmo professor (8º/9º, quando não é uma prova por turma), e isso não nos serve de muito quando não há uma entidade reguladora central a mandar nos programas lectivos.

Quanto a o estatuto de público ou privado afectar a aprovação ou a reprovalão de um aluno, há várias coisas a ter em atenção. O que tu disseste está certo, mas, se me permites, incompleto (ah... parece que voltámos aos testes do 11º). É preciso ver que uma escola privada tem a lucrar em reter um aluno mais um ano se souber que, no ano a seguir, vai ser paga para o aturar outra vez. Se a escola em questão é privada, mas gratuita (o estado vai ver-se da cor da abelha para equilibrar as duas coisas. Não o invejo, mas também não tenho pena), os pais não vão ter o problema de pagar por uma esola que chumbe os filhos. Finalmente, uma escola privada tem a ganhar em reter os alunos menos bons, uma vez que só os melhores vão construir a reputação da escola, desde que se possa dar a esse luxo.

Sem querer gabar-me ou afirmar categoricamente "disto, quem sabe sou eu!", só quero dizer que estou a falar baseado na minha experiência e prespectiva de escolas privadas, uma vez que andei numa escola privada de línguas durante 11 anos e aprendi mais do que inglês.

Halloween said...

Referências de quê?

Da Costa Rica?
http://en.wikipedia.org/wiki/Military_of_Costa_Rica

Do peso do exército no PIB? Repara que estamos no Top 100 Mundial dos que mais gastamos....
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_gastos_militares

Da cena dos ricos e pobres juntos?
Na Índia é o pão nosso de cada dia, vi com os meus próprios olhos; no Brasil pelo que ouvi dizer é prática comum tb.

Pedro Francisco said...

Não discordo com nada do que disseste.

Só gostava de chamar a atenção que provavelmente a tua escola privada de inglês -- assumindo que era como a minha -- era com turmas mais pequenas e haveria um ambiente quase-familiar.

Eu quando penso numa escola privada das grandes orientada exclusivamente ao lucro vem-me sempre à cabeça aquelas instalações de engorda-frangos que depois metem na embalagem 'produto natural' ou uma mentira qualquer do género.

Halloween said...

Foda-se a merda do blogspot tá-me smp a comer o link da wiki, deixo aqui um tinyURL que deve resolver o problema: http://tinyurl.com/caralho-pro-blogspot

Pedro Francisco said...

Referia-me só aos pobres e ricos juntos. De qualquer maneira Poundbury foi construída com esse conceito (entre outros) e o pessoal gosta de lá estar.

Halloween said...

"Só gostava de chamar a atenção que provavelmente a tua escola privada de inglês -- assumindo que era como a minha -- era com turmas mais pequenas e haveria um ambiente quase-familiar."

Tive na IH e comprovo, turmas bem pequenitas (15 no máximo).

ArabianShark said...

IH, também, e só a invoco a título exemplificativo do que pode suceder, não de como "de certeza que há de ser", mas, sinceramente, não sei até ue ponto é que o tamanho das turmas ou o ambiente das aulas influencia a gestão da escola. Por outro lado, não contesto opiniões diferentes (afinal, é para isso que aqui estamos).

Quanto à política (Adelino, devias ser preso), claro que de meneira nenhuma faríamos uma transição democrática de um paradigma para o outro, muito simplesmente porque isso não convém nada às únicas pessoas que podem fazer a mudança ocorrer. Nota-se aqui um grande sofisma da democracia: poder ao povo, sim senhor, mas a que fracção do povo? Se hoje toda a população de Portugal, incluindo estrangeiros e portugueses no estrangeiro, mas excluindo os políticos, quisesse passar a fazer política à Inglesa ou se mudava para terras de Sua Majestade ou fica a chuchar no dedo (na melhor das hipóteses).

Parafraseando o Sintra, bora lá mas é bazar. Acho que era o melhor que fazíamos. Nós ficávamos todos contentes de estar num sítio onde a política funciona, o Sócrates ficava contente a governar os imigrantes e os fanáticos (com a maior estima) que se recusam a abandonar a pátria e os imigrantes e os fanáticos (com a maior estima) continuam lixados, mas quero lá saber do que se passa nessa terriola distante onde ode ser que nunca tenha que voltar.

Heh... e, já que estamos a sonhar, também quero morar em Belgravia, com a Gemma Atkinson, ser CEO de uma conglomerado de produtores de fimes, jogos e banda desenhada, conduzir um Aston Martin DB9 à semana e um Lamborghini Estoque aos fins de semana e jantar com os Lawson todos os fins de semana.

E super poderes. Também quero super poderes. Tipo Wolverine sem garras, também não é preciso ser o Neo.

Sintra said...

Fico eu como Neo.

Zeca said...

"Cum crl, tá bom é pra migrar para outro país!
Portugal tá de rastos pá!" - Sintra

Indeed...

katanas said...

Touché 1!!!!1!!one

Pedro Francisco said...

Eu não acho que esteja de rastos...

Só não acho é que estas alterações à Constituição sejam saudáveis.

Pedro Francisco said...

Também lá por dizer que não acho que esteja de rastos não quer dizer que ache que esteja tudo bem.

Sr. João Davim said...

Ena tanta caralhada que para aqui já vai, e eu ainda agora cheguei. Vamos por pontos:

1-> O direito à habitação está inscrito na constituição Portuguesa. Artigo 65.º, vide aqui http://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepublicaPortuguesa.aspx
Agora fazer como o estado e essa coisa excelente que dá pelo nome de poder autárquico fizeram é que não. Deram uma casa a toda a gente, e assim ganhou a esquerda os votos das pessoas a quem deu casa, e a direita os votos de quem acha mal.

2-> Os Americanos não vão ter um sistema de saúde como o Europeu, nem parecido, depois de chamarem ao Obama tudo de Estalinista a boi, as seguradoras ficaram com tudo na mão, porque a reforma diz que quem não tiver dinheiro para pagar um seguro de saúde, tem um pago pelo estado. O sistema de saúde continua privado, as seguradoras continuam a mandar, e agora ainda vão ganhar mais.

3-> Imigração e Emigração.
Em primeiro lugar, sim a mitralhada toda que aí anda devia ir toda recambiada para a guiné... Se não fossem todos imigrantes de pelo menos segunda geraçao, e assim cidadãos portugueses desde que nasceram. Lei estúpida, mas pronto.

Quando a Pedro Passos Coelho... É um asno de todo o tamanho, quero ver quando tiver de enfrentar alguém num debate, é comido vivo, mesmo pelo sucessor de Sócrates...

Adelino said...

Eu tb quero ir trabalhar para a PT (quando for grande)isto de trabalhar em outsourcing na PT não dá com nada. Esses seguros de saúde são só para quem é mesmo PT e são relativamente poucos.

Sr. João Davim said...

Eu quero ir treinar o Benfica...
E ser presidente...
Quero ser presidente & treinador do SLB... A maldição de Bela Gutman não durava um ano..

Sr. João Davim said...

Eu quero ir treinar o Benfica...
E ser presidente...
Quero ser presidente & treinador do SLB... A maldição de Bela Gutman não durava um ano..

Jamex said...

WTF? Vocês estão a comentar uma notícia sobre política que vinha na Bola que é um jornal Desportivo.

LOLOLOLOLOLOLOLOLOL

Aqui têm o belo exemplo porque este pais esta a merda que está.

Por favor n comecem a falar de politica por aqui.
Já há muitos blogs a falar disso, e todos dizem merda, e eu já ando farto de rejeitar pedidos para me juntar a uma JS qualquer de Aveiro no FACEBOOK.....

jp said...

Infelizmente o nosso sistema político multipartidário consiste apenas de 2 partidos que se alternam de forma cíclica.

E claro que existe uma boa razão para isso... Corrupção.

Não estou a dizer que os resultados das eleições são forjados, mas apenas que o Povo se sente "confortável" com esta rotação...

Pedro Francisco said...

Eu gosto daquela secção da Bola. Compara o layout com o do Público e diz-me qual é o mais agradável de ler?

Anonymous said...

A Bola!