2009-05-19

O poema -- "Escrita Abstracta"

Fica aqui um poema meu. Como convém começar devagarinho nestas coisas, fica aqui apenas a estrutura, e sem conteúdo.


asdasdfsdf szkj asd?
asss! dsksdfdfsd dkk
sssskdlfj kdsfjll skdjfljds (dfsfds?)
aasddas!

asdasd djv sdksj
sakjdsad, asdads?
askjdkjaslkdjlkajsdlkjadslk das?
askdj, asd, asdasd

asd aiiii asjkdh: sadasd,
asdasd, kjj, cxivoj, kads,
as DADAS, ASDFASD
ASDASDADSASD!

asdasdasd asdas asdsad
d asdasd asd asdasdgc sdfsdf.....



[as métricas são tramadas de conseguir, por isso usei um estilo livre...]


UPDATE: podem clicar aqui para ouvir o poema lido como uma ode (thanks Halloween) :D
Cliquem aqui para ouvir/sacar o mp3.

13 comments:

Sintra said...

Eu cavo,
Tu cavas,
Ele cava

Ao menos o meu poema é breve e profundo, ao contrário do teu.

Peres said...

Fui à praia
Apanhar Camarões
E a água
Chegava-me pelos joelhos.


Que foi? Maré baixa.

Peres said...

Oh espera, é uma espécie de código certo?

Repetiste asd muitas vezes, portanto um algortimo de substituição simples não serve.

Logo, tenho de recorrer apenas ao numero de letras.

Sendo um poema, terá possivelmente palavras como amor, saudade, felicidade, ninguém, alguém, para além dos normais A, O, Do ,Da, etc.

Vejo que não usas "-", eliminando assim as palavras fáceis com "-lhe".

asdasdfsdf quem tem?
Nada! dsksdfdfsd ter
sssskdlfj kdsfjll skdjfljds (dfsfds?)
aasddas!

asdasd djv sdksj
sakjdsad, alguém?
askjdkjaslkdjlkajsdlkjadslk das?
poder, asd, forças

asd aiiii asjkdh: sadasd,
asdasd, kjj, cxivoj, kads,
as DADAS, NINGUEM
ASDASDADSASD!

asdasdasd asdas asdsad
A asdasd sem asdasdgc sdfsdf.....

Esta é a primeira fase, mais simples. Pensei depois mais profundamente, e já sei que poema escreveste.

O monstrengo que está no fim do mar,
Na noite de breu ergueu-se a voar ;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse “Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?”
E o homem do leme, disse tremendo,
“El-Rei D. João Segundo!”

“De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?”
Disse o monstrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso,
“Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?”
E o homem do leme tremeu, e disse,
“El-Rei D. João Segundo!”

Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes,
“Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu ;
E mais que o monstrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!”

O truque que fizeste para esconder a métrica foi bastante inteligente, mas fácil de descobrir depois do engodo inicial. A parte askjdkjaslkdjlkajsdlkjadslk das? acabou por revelar tudo, pois o "kjaslkdj" é a parte fraca do teu código, permitindo-me descodificar rapidamente tudo o resto. Se tiveste usado codificação qwerty, e trocado o kjaslkdf por iuqwoier não seria tão fácil, nem de perto nem de longe.

Sintra said...

Sir, you are required to kill yourself.
Yes.
Yes, now.

ciii said...

damn it, eu tinha o exclusivo e não o postei!

Pedro Francisco said...

azar :D

Saurnil said...

Ok, sintra, acho que sei como acaba o teu poema:

Eu cavo,
Tu cavas,
Ele cava
Nós cavamos
Vós cavais
Eles cabrão.

Saurnil said...

Pedro Francisco, este site é capaz de te interessar:
http://www.ipmce.su/~igor/blok.html

Saurnil said...

Coçei um tomate,
e depois o outro,
ambos ficaram escarlate.

Deixar de coçar
quando sabe bem
não é amar,
é desdém.

Coçar o pepino
é acto de amor.
Amo-me muito,
com muito vigor.

Amar o corpo
é muito bonito.
Tenho dito.

- Gervásio Borrego -

Pedro Francisco said...

Hum... Telmo, saíste ontem?

Saurnil said...

Mais ou *Hic* menos... :]

Saurnil said...

LOOOL by Pedro Frencisco Gautcha

Saurnil said...

Falta meia badalada
para que meia badalada
com meia badalada
seja badalada e meia

Se não faltasse meia badalada
para que meia badalada
com meia badalada
seja badalada e meia

meia badalada
com meia badalada
não seria badalada e meia
seria uma badalada.
Coisa tal não existe,
uma badalada

- Badalão Badameco -